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O Popular reinaugura o samba do crioulo doido

O “Pop” informa, na reportagem “Shoppings entendem que não precisam cumprir lei”, que os centros de compras não querem fornecer vagas gratuitas. A matéria é tão caótica que o leitor não é informado para quem as vagas gratuitas seriam destinadas. O título não corresponde com precisão ao teor do texto. Pois os diretores dos shoppings, pelo menos de dois deles, não disseram que não querem cumprir a lei. O que “as direções do Goiânia [Shopping] e Araguaia Shopping dizem” é “que vão aguardar a regulamentação da lei pela Prefeitura” de Goiânia. O trecho entre aspas é da reportagem. Outros shoppings, como o Portal e o Flamboyant, “não se manifestaram”. A qualidade do texto é discutível. No lugar de “shoppings centers”, a grafia correta é “shopping centers”, com plural apenas na segunda palavra. Usa-se aspas de maneira equivocada: procurador-geral do Município, Carlos de Freitas limitou-se a dizer que “ainda não conversou sobre o tema com o prefeito.” O ponto deveria ser posto depois das aspas: “... com o prefeito”. Outro trecho reafirma o samba do crioulo doido: “Ao ser publicada no Diário [Oficial do Município], a lei entra automaticamente no sistema jurídico da Prefeitura, o que a confere eficácia”. É quase inacreditável que nenhum editor tenha reparado na frase confusa. O samba do crioulo doido reaparece na reportagem “Filho de ex-deputado diz não saber como conseguiu dois cargos públicos”. Confira: “Chamou a atenção dos investigadores a contratação, em especial do filho do ex-deputado [Sebastião Costa], o cantor sertanejo Matheus Freire Carvalho Costa, de 24 anos, e de sua mulher, pública Claudiane Freire Carvalho Costa, de 45”. O jornal quis dizer “funcionária pública”, mas não disse. E há problema com uma vírgula mal colocada, depois de “contratação”, o que trunca o texto. O escritor tcheco Kafka diria: “Socorro, os editores sumiram!”

A morte do pai dos historiadores que desnudam o stalinismo

Anne Applebaum, Simon Sebag Montefiore e Robert Service devem muito às publicações pioneiras do historiador britânico

A quase nudez da belíssima Bruna Lombardi: corpo incomoda parte dos brasileiros

bruna-lombardi-OK Aos 62 anos, Bruna Lombardi publicou na internet uma fotografia mostrando sua boa forma física. Os elogios suplantaram as críticas. A maioria disse que está bonita — e, de fato, está linda. Outros, poucos, criticaram o fato de a atriz e poeta exibir fotografia na qual aparece, como dizem agora, “sensualizando”. Parece que, para parte dos brasileiros, inclusive para intelectuais, o corpo (a nudez) é um problema... a ser escondido. E, se a pessoa não é mais jovem, mostrá-lo sugere quase um crime. O belo corpo de Bruna Lombardi — sempre potencializado por seu belíssimo rosto — na verdade não deveria incomodar. Porque o belo é nobre.

Pop faz uma notícia “girar” pelo “método confuso”

Jarbas Rodrigues Jr., da coluna “Giro”, de “O Popular”, deu o furo da filiação do vice-governador de Goiás, José Eliton, ao PSDB. Mas o texto é caótico. “[Ciro] Nogueira não tem feito obstáculo à filiação de Eliton no PSDB”, anota o jornalista. Machado de Assis revirou-se no túmulo, mas, alertado por Simão Bacamarte, guardou o chicote. O editor da coluna diz que o nome do senador do DEM, que deve se filiar ao PP, é Wilder “Moraes”, com “e”, quando a certidão de nascimento registra “Mo­rais”, com “i”.

Record lança livro notável de Antony Beevor sobre a Segunda Guerra Mundial

antonyO historiador britânico Richard Evans é autor da melhor história geral do nazismo, explicitando suas raízes e chegando à decadência, em 1945. São três volumes massudos. Chega agora às livrarias brasileiras um livro excepcional, do historiador britânico Antony Beevor: “A Segunda Guerra Mundial” (Record, 952 páginas, tradução de Cristina Cavalcanti). Num único volume. Trata-se de um livro detalhado, com interpretações originais. Ao contrário de outros pesquisadores, Antony Beevor sugere que a Segunda Guerra Mundial não começou em setembro de 1939, com a invasão da Polônia pelas tropas do nazista Adolf Hitler, e sim, um pouco antes, com a guerra entre Japão e China. Porém, mesmo resssaltando este aspecto, o pesquisador faz uma exposição notável da batalha na Europa. Antony Beevor revela histórias pouco examinadas por outros pesquisadores, como o fato de que militares japoneses canibalizaram soldados dos Estados Unidos e de outros países.

Richard Ford volta às livrarias com o romance Canadá

richardO escritor americano Richard Ford é tão bom quanto John Updike e Philip Roth, embora menos celebrado. Alguns de seus livros, como “Independência”, foram publicados no Brasil, sem muito alarde. Os críticos às vezes o apresentam como um dos herdeiros de William Faulkner. Tem a ver? Não muito. Aqui e ali, mas não no todo, fica-se com a impressão de que o Faulkner que reverbera na prosa de Richard Ford é o da chamada trilogia Snopes — romances apontados como “menores” mas muito interessantes como radiografia da ascensão de um homem. Trata-se de uma espécie de romance de formação, digamos, maligno. A Editora Estação Liberdade lança o romance “Canadá” (456 páginas, tradução de Mauro Pinheiro). É uma tragédia sobre a família do personagem Dell Parsons.

Jornais goianos precisam entender que estão na internet

Jornalistas de “O Popular” e do “Diário da Manhã” ainda não entenderam que, com a internet, não se escreve tão-somente para os goianos. Eles escrevem: “O vice-governador José Eliton” e “o governador Marconi Perillo” — e não “o vice-governador de Goiás, José Eliton” e “o governador de Goiás, Marconi Perillo”. A internet pôs a aldeia no universo, portanto os políticos, como outras pessoas, precisam ser nominados com mais precisão.

Pintou desespero? O Popular tenta vender assinatura de qualquer maneira

Leitores contam que algumas pessoas estão ligando para suas casas e praticamente implorando para que assinem “O Popular”.

Correção da correção em texto de O Popular

“O Popular” deveria instituir a página “Correção da correção”. Na edição de quinta-feira, 13, um jornalista escreveu: “Ao contrário do que foi publicado na edição de ontem do ‘Popular’ ontem”. O profissional gosta da palavra “ontem”.

Dez motivos para cassar Lula

Considerando-se acima do bem e do mal, o ex-metalúrgico tenta aniquilar instituições fundamentais para a democracia, como o Supremo Tribunal Federal

Jornalista Jairo Menezes relata a odisseia de ser assaltado em Goiânia. “Fui humilhado e desmoralizado”

Sem dinheiro e sem rumo, fui parar na avenida de maior circulação mais próxima. Eu estava com medo de todas as pessoas que passavam em minha volta

PUC-Goiás promove expurgo na Casa do Estudante Universitário. Sem consultar os alunos

O que será de nós não sabemos, mas contamos com a ajuda daqueles que acreditam na verdade e na justiça

Best seller nacional, jornalista Luiz Augusto Araújo lança livro na Livraria Nobel do Shopping Bougainville

Radicado em Goiás, Luiz Augusto vende seus livros nas maiores e melhores livrarias do país

Prosa de “Contos de Kolimá”, de Varlam Chalámov, faz Dostoiévski parecer um escritor bucólico

Boris Schnaiderman diz que na literatura do escritor russo não há “nada de doutrinação, de argumentação ideologizante, como se encontra tanto em Soljenítzin”

A estranha emoção da jornalista Cristiana Lôbo em relação à prisão de José Dirceu

[caption id="attachment_42280" align="alignright" width="250"] Cristiana Lôbo: profissional competente da Globo News
Cristiana Lôbo: profissional competente da Globo News[/caption] Quando José Dirceu foi preso pela Polícia Federal, a Globo News dedicou amplo espaço noticioso ao fato. A jornalista Cris­ti­ana Lôbo, sempre ponderada, apresentou-se desconcertada, ao comentar a prisão, porque o ex-presidente do PT e condestável do primeiro governo de Lula da Silva parecia tranquilo, pouco incomodado. Cristiana Lôbo não é ingênua; pelo contrário, é experimentada e, sobretudo, é muito bem informada sobre os bastidores da política. Portanto, conhecendo José Dirceu, deveria ter dito que se trata de um homem frio, com uma história de articulações locais e internacionais (esteve em Cuba, onde era queridinho dos reds que circulam com os irmãos Castro, notadamente Fidel. A turma do G2, o serviço secreto de Cuba, sempre admirou o brasileiro). Admirável não é a frieza — esperada — de José Dirceu, e sim a “emoção” de Cristiana Lôbo.