Morre, aos 73 anos, o jornalista Okky de Souza, que trabalhou 34 anos na revista Veja
11 setembro 2026 às 12h13

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No seu auge, a revista “Veja” mantinha na redação uma equipe estelar de jornalistas e críticos. Na crítica literária, pontificava, entre outros, Léo Gilson Ribeiro. João Cândido Galvão brilhava como crítico de arte. Na cobertura política, ninguém superava Elio Gaspari e Roberto Pompeu de Toledo (os dois ainda na ativa; o primeiro como colunista e articulista da “Folha de S. Paulo” e o segundo como escritor e pesquisador). Okky de Souza (Octavio Chaves de Souza) era o expert na crítica de música.
Desde a saída de Ozzy de Souza e Sérgio Martins, a crítica de música da “Veja” perdeu substância. As reportagens parecem muito mais promocionais. Sem Carlos Graieb e Jerônimo Teixeira, a crítica literária feneceu. Por vezes, um livro importante ganha algumas linhas na seção “Veja Recomenda”. Felizmente, permanece na redação o (excelente) moicano Fábio Altman.
Okky de Souza morreu no domingo, 6, de parada cardíaca, aos 73 anos, em São Paulo. Ele era um grande crítico de música.
Rita Lee recebeu o “título” de Rainha do Rock, concedido por Okky de Souza, em 1983. A cantora teria contribuído, sugeriu o crítico, para “abrasileirar” o rock
Nascido em Londres, Okky de Souza era, acima de tudo, brasileiro. Começou a trabalhar na “Rolling Stone”, na versão patropi, entre 1972 e 1973. De lá se tornou redator do fascículo “Rock, a História e a Glória”.
Na Editora Abril, trabalhou primeiro na revista “Pop”, uma publicação cultural.
Em 1981, Okky de Souza trocou a “Pop” pela revista “Veja”. Na publicação editada por José Roberto Guzzo e, mais tarde, por Mario Sergio Conti, o jornalista trabalhou de 1981 a 2015. Trinta e quatro anos escrevendo sobre músicas e artistas. Entrevistou, entre outros, Mick Jagger, Tina Turner e Rita Lee.
Rita Lee recebeu o “título” de Rainha do Rock, concedido por Okky de Souza, em 1983. A cantora teria contribuído, sugeriu o crítico, para “abrasileirar” o rock.
Em parceria com o cantor e compositor Guilherme Arantes, Okky de Sousa compôs a música “Sol do meio-dia”.
O cantor Roberto Carlos é avesso a jornalistas, mas se tornou amigo de Okky de Souza. Tanto que o jornalista negociou com o Rei a escrita de uma “biografia”. Não se tem notícia de que o repórter tenha redigido a autobiografia (sim, ele seria o ghost-writer).
Ao deixar a “Veja” em 2015 — consta que tinha a admiração de Roberto Civita (morreu em 2013) —, Okky de Souza era editor-executivo.


