Euler de França Belém
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Hugo Studart lança livro com revelações sobre a Guerrilha do Araguaia

Hugo Studart, ex-repórter da revista “Veja” e doutor pela UnB, lança mais uma obra sobre a Guerrilha do Araguaia

Divulgação

O jornalista e doutor em História Hugo Studart lança o livro “Borboletas e Lobisomens — Vidas, Sonhos e Mortes de Guerrilheiros do Araguaia” (Francisco Alves), na terça-feira, 17, às 18h30, no restaurante Carpe Diem, CLS 104, Asa Sul, Brasília.

Studart relata que, na sua pesquisa de nove anos, consultou mais de 15 mil páginas de documentos secretos das Forças Armadas e registrou as memórias de guerrilheiros sobreviventes, de militares e de camponeses.

“É uma obra ideologicamente equilibrada e intelectualmente honesta, mas também historicamente incômoda e polêmica, pois descortina segredos que tanto os militares quanto os comunistas vêm tentando manter ocultos”, anota o editor Carlos Leal.

No prefácio do livro, o professor José Geraldo de Sousa enfatiza: “Hugo Studart colabora para pôr em relevo a exigência de memória e verdade como um caminho a ser percorrido na senda da construção democrática. Ele levanta, com seu trabalho artesão, de pesquisador diligente, fragmentos de registros de um enorme baú de ossadas. É obra enciclopédica”.

O embaixador Paulo Roberto de Almeida, no posfácio, sublinha: “Este livro, além de ser um relato intelectualmente honesto, tão objetivo quanto permitem os documentos remanescentes, foi magnificamente construído segundo as melhores técnicas da história oral e documental. Vale ler, refletir sobre seus dados e meditar sobre o futuro da política no Brasil”.

O jornalista e historiador mostra que um livro de História pode conter furos de reportagem. Sua pesquisa sobre as mortes de camponeses — quase sempre ignoradas pelo próprio PC do B — incursiona por campos inexplorados. Studart nota que é possível que alguns guerrilheiros, para sobreviver, aceitaram um pacto com militares. Um deles seria Hélio Navarro, o Edinho, filho de um oficial das Forças Armadas.

Mestre e doutor em História pela Universidade de Brasília, Studart é autor do livro “A Lei da Selva — Estratégias, Imaginário e Discurso dos Militares Sobre a Guerrilha do Araguaia”. Trata-se de sua dissertação de mestrado.

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Antonio Celso Oliveira Mello

A propósoto de mais esta obra do Sr. Studart entendo ser oportuno ressalvar a desconfiança despertada por seus trabalhos. É conhecida sua prática de afirmar ter conhecimento de documentos e informações ainda hoje secretos, relatar acontecimentos que nunca estiveram presentes nos depoimentos colhidos pelas várias caravanas de familiares e pelo Ministério Público Federal, em 2001, na região do Araguaia, assim como por diferentes pesquisadores do tema. Exemplo: em seu artigo “A Guerra Acabou”, publicado no jornal O Estado de São Paulo, em 06/07/09, (p. A2) afirma que “(…) três guerrilheiros que se entregaram, foram poupados e receberam novas identidades: Hélio… Leia mais