A biografia “Sinfonia de Minas Gerais — A Vida e a Literatura de João Guimarães Rosa”, de Eurico Barbosa, foi liberada pelo STJ

O escritor e crítico literário goiano Alaor Barbosa dos Santos escreveu “Sinfonia de Minas Gerais — A Vida e a Literatura de João Guimarães Rosa”, a primeira biografia alentada do autor do romance “Grande Sertão: Veredas” e da coletânea de contos “Sagarana”, e foi processado por sua filha, Vilma Guimarães Rosa (foto acima). Inicialmente, ela conseguiu a retirada do livro das livrarias, depois liberado pelo Superior Tribunal de Justiça. Ao mesmo tempo, começou a criticar o autor, chamando-o de “mentiroso, doido e nojento”, em entrevistas aos jornais. Frisou que a dedicatória da obra era “cínica e vigarista”, além de ter acusado o biógrafo de ter plágio de seu livro “Relembramentos: João Guimarães Rosa, Meu Pai”. O portal Consultor Jurídico publicou reportagem na segunda-feira, 8 — “Filha de Guimarães Rosa terá de indenizar autor de biografia de seu pai” —, informando que o Tribunal de Justiça de Goiás condenou-a a pagar 50 mil reais a Alaor Barbosa.

“A decisão da 4ª Câmara Civil do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás foi unânime e seguiu voto do relator, juiz substituto em segundo grau Sebastião Luiz Fleury, que reformou parcialmente sentença do juízo da 6ª Vara Cível de Goiânia. Foi determinado ainda que a sentença seja publicada, de ‘forma sintetizada por certidão circunstanciada’, nos jornais ‘O Popular’ (de Goiania/GO), ‘Folha de S. Paulo’ e ‘Correio Braziliense’, com o mesmo destaque das entrevistas publicadas em cada um e com tamanho proporcional, no prazo de 15 dias”, informa o “Consultor Jurídico”.

Vilma Guimarães Rosa foi condenada, em primeiro grau, “a pagar R$ 30 mil por danos morais”. Alaor Barbosa (foto acima) solicitou que o valor fosse aumentado. “Vilma pediu “a reforma da sentença ou, alternativamente, a redução da indenização”, anota o “Consultor Jurídico”. No entanto, o magistrado Sebastião Luiz Fleury avaliou “que estavam comprovados “a existência de ato ilícito praticado por Vilma e o dano à honra do autor, ‘restando cristalino o dever legal de indenizar’”. O juiz aumentou a indenização para 50 mil reais.