A revista IstoÉ estava a serviço de Daniel Vorcaro, do Banco Master, via a Entre Investimentos?
12 setembro 2026 às 21h00

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Daniel Vorcaro, do Banco Master, contaminou a política, o Judiciário e a imprensa. Blogs e influencers receberam dinheiro para promover e proteger os negócios do banqueiro-presidiário. Em alguns casos, descaradamente.
Repórteres têm explorado pouco os negócios de Daniel Vorcaro com a imprensa, concentrando-se, por vezes, na aliança do banqueiro com influencers. Talvez a parte mais visível. Mas quanto realmente o dono do Master gastou com jornais, revistas e emissoras de televisão?
Agora, dada uma decisão judicial, fica-se sabendo que a revista “IstoÉ”, do grupo IstoÉ Publicações, também tinha ligações com o Banco Master.
Acionada pelo Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, a Justiça decidiu, de acordo com o Portal dos Jornalistas, garantir “uma reserva preventiva de crédito do Banco Master para pagar salários e benefícios atrasados de profissionais demitidos da IstoÉ Publicações”.
É preciso explorar, de maneira mais ampla, a ação altamente contaminadora de Daniel Vorcaro na imprensa do país. Quem realmente escapou de seus tentáculos?
Investigações mostraram que a Entre Investimentos, controladora da IstoÉ Publicações, e o Banco Master mantinham relações financeiras. O repórter Victor Félix, do Portal dos Jornalistas, informa que a Justiça do Trabalho descobriu “indícios de conluio fraudulento” da Entre Investimentos com o Banco Master. O empresário Antônio Carlos Freixo Júnior, do grupo Entre/IstoÉ, fez repasses para Daniel Vorcaro e vice-versa. Freixo Júnior, por sinal, decidiu fazer delação premiada.

O juiz Frederico Monacci Cerutti, da 6ª Vara do Trabalho de São Paulo, sentenciou que “o liquidante extraoficial do Banco Master reserve os valões devidos aos trabalhadores no Quadro Geral de Credores”.
A ação judicial cobra “o pagamento de salários atrasados de abril e maio deste ano, verbas rescisórias, depósitos e multa do FGTS, além de vale-refeição e multas previstas na CLT. Além disso, o Sindicato requisitou indenização por dano moral individual e por dano moral coletivo”.
O advogado do Sindicato dos Jornalistas, Raphael Maia, afirma que a Justiça “já reconheceu haver provas e indícios suficientes de que o grupo Entre e o Banco Master agiram em conluio de interesses, atraindo a responsabilidade solidária pelos pagamentos dos trabalhadores”.
Há um aspecto não discutido na reportagem do Portal dos Jornalistas, dado o foco ser outro: estaria evidenciado que a revista “IstoÉ” estava a serviço do Banco Master — quer dizer, de Daniel Vorcaro — por meio da Entre Investimentos? Tudo indica que sim.
Por isso, é preciso explorar, de maneira mais ampla e detida, a ação altamente contaminadora de Daniel Vorcaro na imprensa do país. Quem realmente escapou de seus tentáculos?


