Euler de França Belém
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A defesa de Eduardo Cunha tem um cheiro forte de velório político

Existe uma defesa real, articulada pelos aliados. Mas fica-se com a impressão de que estão entendendo que o presidente da Câmara dos Deputados está “passando”

Os políticos, como todos os seres humanos, têm duas faces — a pública e a privada. Um pouco de hipocrisia, com a necessidade de guardar a verdade numa bolsa, é o que torna o convívio possível entre os homens. Por isso, as defesas do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB), feitas por políticos e até líderes sindicais, sugerem duas coisas — uma evidente e outra escondida.

Primeiro, a defesa não é falsa, pois Eduardo Cunha é mesmo um líder de seus grupos — políticos, religiosos e, aparentemente, empresariais.

Segundo, as defesas tem um quê de funeral, de admissão de que algo — ou alguém — está morrendo. Têm cheiro de velório político.

A Operação Lava Jato começa a limpar tanto que até um colunista da “Veja” parece assustado com a quase “captura” de Eduardo Cunha.

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Donizete Santos

Segundo na sucessão da presidência do país, se aceita a denúncia pelo STF, o presidente da Câmara Federal passa à condição de réu; incompatível com o cargo que ocupa. Contudo, diferente do que acontece nos países politicamente evoluídos, duvido que Cunha renuncie à sua trincheira. Se o fizer, será “renunciado” pela pressão de aliados, que não são poucos. Até o veredicto do STF, se aceita ou não a denuncia contra Cunha, a fumaça do “tiroteio” não nos permitirá vislumbrar quem serão os mortos, os feridos e os ilesos dessa refrega. Apesar de alguns juristas afirmarem que, na condição de réu,… Leia mais