Euler de França Belém
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400 integrantes do MST invadem gráfica do jornal O Globo

Os manifestantes picharam o parque gráfico da empresa da família Marinho. O ato faz parte da Jornada Nacional de Lutas das Mulheres sem Terra

MST invade parque gráfico do jornal O Globo | Foto: MST

Quatrocentos  membros do Movimento dos Sem-Terra (MST) — a maioria mulheres — invadiram na quinta-feira, 8, o parque gráfico do jornal “O Globo”, em Duque de Caxias, na região metropolitana do Rio de Janeiro. Eles picharam móveis, vidros e paredes da gráfica. Chegaram a tentar pôr foto num totem do jornal, mas não conseguiram.

O MST informa que participaram do ato integrantes do Levante Popular da Juventude, do Movimento dos Atingidos por Barragens e do Movimento dos Pequenos Agricultores. A invasão integra a Jornada Nacional de Luta das Mulheres Sem Terra. O lema do grupo é “quem não se movimento não sente as cadeias que a prendem” (frase da filósofa e política alemã Rosa Luxemburgo).

A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), a Associação Nacional de Editores de Revistas (Aner) e a Associação Nacional de Jornais (ANJ) repudiaram a invasão.

Nota conjunta da Abert, da Aner e da ANJ

“A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT), a Associação Nacional de Editores de Revistas (ANER) e a Associação Nacional de Jornais (ANJ) repudiam com veemência a invasão promovida pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MTST) ao parque gráfico do jornal O Globo, na manhã desta quinta-feira, no Rio de Janeiro.

“Cerca de 400 integrantes do MTST ocuparam o local, levando baderna e vandalismo às instalações. Muitos dos manifestantes, armados com facões, fizeram pichações em vidraças, sofás, paredes e no piso do jornal, além de atearem fogo em pneus.

“É inadmissível que um grupo, que se diz defensor de causas sociais, ameace e ataque profissionais e meios de comunicação que cumprem a missão de informar a sociedade sobre assuntos de interesse público.

“Atos criminosos como este são próprios de grupos extremistas, incapazes de conviver em ambiente democrático, e não pautarão os veículos de comunicação brasileiros.

“A Abert, a ANJ e a Aner condenam o ataque e pedem às autoridades uma rigorosa apuração do fato, com a punição dos responsáveis, para que vandalismos como este não voltem a se repetir.”

Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão, Associação Nacional de Editores de Revistas E Associação Nacional de Jornais.

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