Delegação de Trump descarta todos os presentes e itens dados pela China antes de deixar o país
16 maio 2026 às 21h37

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O presidente Donald Trump já está nos Estados Unidos depois da visita de dois dias à China. E, ao que parece, o encontro com o presidente Xi Jinping foi positivo para as duas maiores economias do mundo. Mas, antes de embarcar rumo a Washington, uma cena chamou atenção durante a saída da comitiva americana: todos os integrantes da delegação, incluindo o presidente Trump, jogaram, no lixo, todos os itens que foram recebidos durante a visita oficial.
Crachás, credenciais, celulares descartáveis, cartões de acesso, presentes e outros objetos fornecidos pelas autoridades chinesas foram deixados numa caçamba de lixo, no aeroporto de Pequim. Pode até parecer ingratidão ou, no mínimo, falta de educação. Na verdade, a medida faz parte do protocolo de segurança e contraespionagem adotado pelo governo dos Estados Unidos em viagens diplomáticas para países considerados de alto risco em cibersegurança.
Durante a visita, toda comitiva utilizou celulares descartáveis que foram preparados pela CIA especificamente para esta missão, evitando contato com dispositivos pessoais.

Os telefones particulares ficaram guardados dentro do Air Force One, armazenados em bolsas de Faraday, que são feitas com capas especiais que bloqueiam todos os sinais eletromagnéticos como Wi-Fi, Bluetooth, GPS, 5G, NFC, criando um “escudo” ao redor dos dispositivos, evitando invasões, espionagem digital ou rastreamento.
Há anos que o serviço secreto dos EUA demonstra preocupação com o avanço da inteligência chinesa e suas possíveis ações, como monitoramento eletrônico, clonagem de dados e interceptação de conversas diplomáticas.
Por isso, apesar da imagem da caçamba de lixo cheia, até a tampa, de “presentes”, protocolos como a destruição de equipamentos e o descarte imediato de materiais utilizados em viagens internacionais se tornaram rotina para as delegações dos EUA. Nesta missão na China, a cautela foi redobrada. A ordem do governo foi direta — “nada vindo da China entra no avião”.
Apesar dos sorrisos, banquetes e cerimônias públicas, Washington enxerga Pequim como uma ameaça global em inteligência, tecnologia e espionagem. Não confiam sequer num crachá “made in China”.
Assim que o Air Force One partiu, o olhar das autoridades chinesas disse tudo. O país coloca um enorme peso cultural e diplomático por trás dos presentes que dão aos líderes estrangeiros. Cada item é selecionado deliberadamente e devolvê-los ou descartá-los é visto como uma ofensa grave. A China deu a Trump tudo que pôde e a América deixou tudo em Pequim — sem olhar pra trás.



