Brasília está grávida do rumor de que Jaques Wagner será o novo presidente da Petrobrás.

A ser verdade, nossa governanta será mais teimosa do que aparenta, e ainda mais do que contam seus auxiliares mais próximos, sujeitos às suas constantes trovoadas. Não terá ela nada aprendido de bom como nada terá esquecido de ruim de seu passado a serviço de Marx.

Jaques Wagner tem exatamente o perfil oposto àquele que a Petrobrás de hoje, cambaleante, roubada, descapitalizada, mal gerida, exige. A Petrobrás precisa de um técnico competente, conhecedor do setor petrolífero, e não de um político-sindicalista, como é o ex-governador da Bahia.

Afinal, foram dois político-sindicalistas que geriram (?) no passado a empresa, e foi em sua gestão que ela desceu ladeira abaixo: José Eduardo Dutra e José Sérgio Gabrielli.
A Petrobrás está a pedir alguém atuante, dinâmico, e não dizem isso de Jaques Wagner. Sequer terminou seu curso de engenharia, que abandonou pelo meio, e no governo da Bahia ficou famoso pelas vezes que viajou para fora do Estado, para o exterior inclusive.

Finalmente, o novo presidente há que exibir uma honestidade exemplar e cobrá-la dos companheiros de direção. Nesse quesito não ouvi restrições a Jaques Wagner. Mas não seria o suficiente. Eu diria mesmo que a presidência da empresa, se a presidente Dilma Rousseff quiser que ela ganhe a confiança indispensável para enfrentar os desafios administrativos, policiais e econômicos que estão por vir, não poderia ser entregue a um político. Muito menos a um político “companheiro” e próximo dos ameaçados de comparecer em breve ao interior das prisões.