Irapuan Costa Junior
Irapuan Costa Junior

Reforma da Previdência beneficia brasileiros e incentiva o crescimento econômico

Pelo menos parte do Congresso está imbuído de uma consciência cidadã de que a reforma é vital para o país

Parte dos parlamentares sabe que é preciso fazer reformas para o país voltar a crescer, e o mais rápido possível | Foto: Reprodução

Vimos na cidade de Valparaíso de Goiás, na semana passada, um retrato da angústia do país com o desemprego. Uma rede de supermercados abriu na cidade 300 vagas para funcionários, com salário de 1.200 reais. Surgiram 6.000 pretendentes, muitos dos quais portadores de diploma de curso superior e muitos outros que passaram mais de 24 horas na fila para entrega de seus currículos. Pais e mães de família em busca de trabalho para o sustento dos seus.

Um quase desespero para garantir, honestamente, a alimentação, a roupa, o transporte, o material escolar dos filhos e o medicamento dos pais velhinhos. Algo de cortar o coração do mais empedernido dos egoístas. Quem vê esse quadro e tem um mínimo de discernimento — e sentimento — só pode torcer para que, o mais logo possível, seja votada a Reforma da Previdência, para que novamente se instaure a confiança dos investidores, equilibre o governo suas contas e volte também a investir. Para que venha a poupança externa, que existe, é abundante e nos faz falta. Só assim veremos reverter esse quadro de aflição, tão tocante.

Tenho um sentimento, um tanto indefinível, é verdade, de que a consciência nacional já sente a necessidade dessa e de outras reformas para tomarmos nosso rumo de nação. E de que o Congresso, mais e mais fica imbuído dessa consciência. Nem todo o Congresso, é verdade. Existem os conscientes, e já decididos a dar o seu voto pela reforma. Existem os conscientes, mas decididos a votar contra e trabalhar contra.

Explico: estes são os que se acumpliciaram com os governos desastrados de Fernando Henrique Cardoso para cá, até chegar à devastação dilmista. Eles só poderão sobreviver se o país se destroçar ainda mais. Por isso, concorrem para a destruição. Estão abrigados no PT, no PC do B, no PSOL, no PSB e em vários partidos. Alguns são bastante conhecidos, como Ivan Valente, Alessandro Molon, Jandira Feghalli, Maria do Rosário, Gleisi Hoffman. Outros nem tanto, agem nas sombras.

E existem os pouco esclarecidos, com dificuldade de entender o que se passa no Brasil. Esses (perdoai-os pai, não sabem o que fazem) são presa para os esquerdistas da demolição. Acreditam em modificações populistas que inviabilizariam a reforma, como a aposentadoria precoce para algumas classes, sem a devida contrapartida. Bonito, tocante, mas inviabilizante.

Finalmente, existem os que sequer se inteiram do que se passa, mas interessados que estão em si próprios. Querem negociar o voto com o governo. Querem “ganhar o seu”, à custa do sofrimento dos mais angustiados e necessitados. Que o mal seja vencido!

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