Irapuan Costa Junior
Irapuan Costa Junior

Mídia amplia supostos problemas e esquece pontos positivos do governo Bolsonaro

O presidente contém a inflação, articula o acordo Mercosul-União Europeia e combate a corrupção. Tais acertos são ignorados

Dura a tarefa do presidente Jair Bolsonaro: administrar, tentando ao mesmo tempo consertar um país esfacelado por décadas de corrupção, incompetência e esquerdismo.

O Congresso, que há tempos só cuida de si, não é de grande ajuda.

O Executivo encontra-se minado, com um exército de inimigos — restos do petismo — entrincheirados atrás das escrivaninhas e computadores.

O Judiciário, com as honrosas exceções de sempre, continua lento, e agora, principalmente no que respeita aos tribunais superiores, invadindo searas alheias, em vez de julgar.

A grande imprensa, com seus donos cevados nas verbas, que não saem com a prodigalidade de antes, e as redações “socialistas” furiosas pela derrota nas urnas, em incessante perseguição ao governo. Até com o corte de cabelo do presidente algum jornalista retardado implica. Como Bolsonaro é absolutamente franco nas suas falas, é tachado de boquirroto por esses profissionais, que preferem as falsidades silenciosas dos antecessores.

Falemos um pouco mais da Imprensa. Se o leitor assistir a um noticioso televisivo, como Globonews, verá um desfile de críticas ao presidente, não importando quem discorra, da decadente Eliane Cantanhêde até a nascente Andréia Sadi.

Nos jornais impressos ou eletrônicos, a mesma coisa. Luis Fernando Verissimo, Janio de Freitas, Ruy Castro, Miriam Leitão, Elio Gaspari, Kennedy Alencar, o recém-convertido à esquerda Reynaldo Azevedo, e tantos outros só comentam as falhas, reais ou imaginárias do governo Bolsonaro. São triplamente paradoxais: veem falhas de Bolsonaro até onde inexistem; não viram falhas, ainda que gritantes, nos governos de esquerda que se foram; e ignoram ou escondem os acertos do governo.

Examine comigo, leitor, alguns fatos recentes.

Eduardo Bolsonaro, Jair Bolsonaro e Donad Trump: abrindo portas nos Estados Unidos | Foto: Reprodução

1 — Eduardo Bolsonaro na embaixada

Indicação do deputado Eduardo Bolsonaro para a embaixada brasileira em Washington. O assunto tem rendido páginas de jornais e horas de rádio e TV, sempre críticas. O bordão é duplo: nepotismo! Despreparo! (por Eduardo não ser diplomata de carreira). É relativo falar em nepotismo, que o “Dicionário Aurélio” define como “favoritismo excessivo dado a parentes”.

Eduardo Bolsonaro, se indicado para o cargo de embaixador, ganhará menos do que ganha como deputado federal (aliás, o mais votado da história brasileira). Ninguém de mais confiança do presidente, que parece ter uma pauta importante de reaproximação com os Estados Unidos, que tanto interessa ao Brasil. A indicação é absolutamente legal. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aceitou a indicação com entusiasmo.

Onde o favoritismo excessivo? E onde estava a imprensa enfurecida quando Fernando Henrique Cardoso nomeou para nossa embaixada em Lisboa seu ex-ministro da Justiça, uma nulidade conhecida? Toda a imprensa de esquerda se calou, e apenas o jornalista Cláudio Humberto publicou algo. A imprensa aplaudiu a condução de nossa política externa nos governos Lula da Silva e Dilma Rousseff pelo trio Marco Aurélio Garcia-Samuel Pinheiro Guimarães-Celso Amorim, política que redundou, entre outros desastres, nos empréstimos do BNDES a Cuba, Angola, Venezuela, Nicarágua, Moçambique e outros.

2 — Helicóptero e a família do presidente

Deslocamento de familiares do presidente Jair Bolsonaro em helicóptero da FAB para o casamento de Eduardo Bolsonaro. A viagem, realizada em maio último, é malhada dia e noite pela imprensa, como se escândalo fosse. O deslocamento de parentes do presidente da República, por razões de segurança, é de responsabilidade do Gabinete de Segurança Institucional, legalmente. Assim era com a lei 13.502/1917, assim é hoje com o decreto 9.668/2019. Foi dentro da lei que o GSI agiu, ao programar e executar o deslocamento. Tempestade num copo d’água, talvez por não ser possível acusar o Presidente de desonesto.

Raquel Pacheco, a Bruna Surfistinha | Foto: Reprodução

3 — Bruna Surfistinha e Ancine

Críticas ao filme “Bruna Surfistinha”, feitas pelo presidente, foram tidas, pela imprensa esquerdista, como “censura”. Ora, disse apenas o presidente que não pode um órgão público, no caso a Ancine, prestigiar um filme que edulcora a prostituição, ou nele gastar dinheiro do Tesouro, como fez. Ouvi, na CBN, dias atrás, um longo programa de defesa do filme e da protagonista, a ex-garota de programa Raquel Pacheco. Além disso, o programa apontava Bolsonaro, por sua manifestação, como inimigo da cultura. Não bastava tachá-lo de censor. A imprensa não pode ignorar que defender a prostituição como meio de vida dá cadeia. É uma indução ao crime, prevista no Art. 228 do Código Penal. Por outro lado, quem não se lembra do filme bajulador “Lula, Filho do Brasil”, feito com dinheiro das empreiteiras da Lava-Jato, que no fundo também era dinheiro público, e que a imprensa de esquerda achou até bonitinho, embora fosse um enorme fracasso de bilheteria?

Glenn Greenwald pode ter cometido crime | Foto: Reprodução

4 — Hackers de Greenwald e o enfoque da imprensa

No mais comentado fato dos últimos dias, vemos a imprensa de esquerda numa verdadeira ânsia para fazer o juiz Sergio Moro e o procurador Deltan Dallagnol culpados de algo que nem ela mesma sabe o que é. Fala vagamente numa parcialidade na condenação de Lula, na esperança de uma anulação das penas do larápio, exercitando o ódio natural dos fanáticos contra quem mostrou os pés de barro de seu semideus.

O que é verdade indiscutível: houve invasão da privacidade das mais altas autoridades da República, o que é crime; alguns dos criminosos foram identificados e não são primários. Os criminosos passaram os dados para o suposto jornalista Glenn Greenwald, que os divulgou, o que pode também configurar crime; esse contrabando de dados foi efetuado com a colaboração da ex-deputada Manoela D’Ávila, do PC do B, o que é cumplicidade.

E muito importante: as autoridades afetadas são justamente aquelas que livraram o mais acirrado combate à corrupção que já se viu no Brasil. Que desmontaram um dos maiores esquemas criminosos já detectados no mundo. Esquema que envolvia empreiteiras, empresas estatais, fundos de pensão, bancos, políticos das duas casas do Congresso e até presidentes da República, no roubo de dinheiro público em proporções nunca vistas.

Glenn Greenwald e Lula da Silva: as grosserias do ex-presidente foram esquecidas | Foto: Reprodução

5 — Esqueceram as grosserias de Lula da Silva

Caso dos governadores “paraíbas”. Um cochicho do presidente junto de um microfone que se acreditava desligado deu aos profissionais da imprensa sinistra um verdadeiro presente. Embora não fosse nenhuma manifestação pública, mas apenas comentário jocoso, coloquial e sigiloso como todos fazem, foi tomada como pronunciamento oficial da Presidência da República. Atire a primeira pedra quem não tiver feito algo semelhante.

Chamar de paraíbas governadores nordestinos é preconceito e discriminação! Absurdo inaceitável! Bradam os jornalistas. Esses mesmos jornalistas não se preocuparam com os comentários grosseiros de Lula, como aquele sobre a “exportação de veados por Pelotas”, ou aquele outro, que, de tão desrespeitoso, não vamos repetir sobre a ministra Rosa Weber. E quanto a ser o governador do Maranhão o pior deles, não sei avaliar. Mas sendo do PC do B, se for fiel a seu partido, deve achar Stálin uma grande figura histórica, o “guia genial dos povos”. Deve admirar Enver Hoxha, o sanguinário ditador da Albânia por 40 anos, considerado paradigma pelo PC do B, e que, ao deixar o poder em 1985, deixava a Albânia convertida na maior curiosidade política europeia, por seu atraso, e pelo estado de miséria de seu povo, em meio a uma Europa adiantada e próspera. Quem tem essas ideias, não pode ser dos melhores, carece de algo mais substancial no cérebro.

Marco Aurélio Mello, ministro do STF | Foto: Carlos Humberto/SCO/STF

6 — O ministro Marco Aurélio Mello

Muito deselegantes os comentários do ministro Marco Aurélio Mello sobre o presidente falar francamente quando provocado. “Deveria usar uma mordaça” e sobre Sérgio Moro: “Espero que não seja nomeado para minha cadeira”. O ministro, ao falar de mordaça, devia estar pensando no brilhante jornalista José Nêumanne e em quando foi por ele entrevistado no programa “Roda Viva”. Mello perguntou se o jornalista não confiava na Suprema Corte de seu país. Não confio, respondeu Nêumanne. Como confiar num STF que é o paraíso dos criminosos com foro privilegiado? Que não julga? Onde estão os nove processos contra Renan Calheiros? E tantos outros engavetados?

Felipe Santa Cruz, presidente da OAB | Foto: Reprodução

7 — Presidente não hesita e responde às provocações

O presidente Bolsonaro fez um comentário sobre o desaparecimento do pai do atual presidente nacional da OAB, o petista Felipe Santa Cruz. A imprensa desabou em sua cabeça.

Vamos colocar, leitor, toda questão no real contexto: Felipe tentou a carreira política, mas não conseguiu sequer um mandato de vereador, quando concorreu pelo PT, em 2004, no Rio de Janeiro. Conseguiu ser presidente da OAB, e age como se tivesse um mandato de deputado federal pelo PT, se imiscuindo na política nacional. Acobertou o terrorista e assassino Cesare Battisti.

Desafeto do Presidente, teve ação decisiva para que a Polícia Federal não descobrisse o mandante da tentativa de seu assassinato. Conseguiu impedir a perícia no telefone dos advogados pagos para defender Adélio Bispo.

Provocado pela imprensa, o presidente afirmou ter informações de que o pai de Felipe, o terrorista desaparecido Fernando Santa Cruz teria sido executado por próprios companheiros de sua organização, a Ação Popular Marxista Leninista, por suspeita de traição, como ocorreu com vários outros terroristas. A chamada Comissão da Verdade afirma que ele foi morto pela repressão. Não nos esqueçamos: a Comissão da Verdade foi constituída apenas de esquerdistas radicais comprometidos em culpar as Forças Armadas e “livrar a cara” de terroristas e assassinos frios, como Carlos Eugênio Paz, o “Clemente” (morreu no mês passado), que assassinou muitos, inclusive companheiros seus (como Márcio Toledo Beck), suspeitos de traição ou apenas covardia. Tudo o que produziu a Comissão da Verdade é suspeito. O presidente tem elementos de informação bem posicionados dentro das mesmas Forças Armadas, a meu ver mais fidedignos.

A imprensa esquerdista acha que somente Felipe, usando a OAB, pode ter voz. O presidente não pode responder. É bom ir se acostumando. É um presidente diferente, que não hesita em contestar provocações.

8 — Imprensa não destaca aspectos positivos

Terminemos lembrando que a imprensa pouco destaque deu a coisas positivas, como o acordo Mercosul-União Europeia, desemperrado após duas décadas, como não dá à baixa inflação e à luta contra a corrupção e pela defesa da família, de que o presidente Bolsonaro não abre mão.

4 respostas para “Mídia amplia supostos problemas e esquece pontos positivos do governo Bolsonaro”

  1. Marcelo disse:

    Que mente a sua. Brilhante!

  2. Sobre a grande mídia vermelha esquerdista. ” Se a população não vê, ouve ou assiste, não se informa, e se vê, ouve ou assiste e se informa, fica desinformado!…

  3. Natalie Storelli disse:

    Ora ora, mas nem mesmo o senhor foi capaz de fazer uma matéria destacando os pontos positivos desse governo! Tudo o que li reforçou mais ainda meu asco por esse Bolsonaro, sua família e sua política desastrosa. o senhor tentou defendê-lo e ao meu ponto de vista só piorou.

  4. Adalberto Calado disse:

    Mas é difícil mesmo administrar o Brasil, tendo que ficar acobertando as maracutaias dos filhos. É um trabalho árduo.

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