Houve, sem qualquer apoio da grande imprensa, no dia 31 de ou­tu­bro passado, uma solenidade comemorativa dos 70 anos do envio da Força Expedicio­nária Brasilei­ra (FEB) à Itália. Aconteceu no Monu­mento aos Pracinhas, no Aterro do Flamengo, no Rio de Janeiro.

Única força sul-americana a participar do combate ao nazismo, era talvez a menos preparada e equipada para uma guerra, de todas as que compunham as tropas aliadas. Além disso, lutava num clima totalmente diverso daquele que conhecia. Contudo, cumpriu seu dever, realizou todas as tarefas que lhe foram confiadas. Ombreou com o exército mais rico e bem aparelhado que existia — o dos EUA — e lutou contra o mais fanático e de melhor armamento no mundo, o alemão.

Olhados com desconfiança pelos americanos e ingleses a princípio, vistos como caipiras, os brasileiros haviam se tornado soldados e oficiais respeitados quando a guerra acabou.
Nas comemorações pelos 60 anos do fim da guerra, na Norman­dia, em 2005, o governo brasileiro, isto é, Lula da Silva, não compareceu.

Na cerimônia da semana passada, ao que parece, não compareceram nem Dilma Rousseff, nem Celso Amorim, ministro da Defesa, nem Enzo Perri, comandante do Exército. Um tapa na cara dos 25.334 brasileiros que lutaram na Europa, e uma cusparada nos 467 que morreram em combate e foram enterrados em Pistóia.