Irapuan Costa Junior
Irapuan Costa Junior

Alguns jornalistas não usam tinta na caneta. Usam bílis e devem escrever com a mão esquerda

O “gabinete do ódio”, que a esquerda aponta no campo conservador, está mesmo é no meio dela, esquerda

De Aveiro, Portugal — Quando a esquerda afirma seu amor ao proletariado e ao campesinato, está tentando nos fazer engolir dois engodos, um de verbo, outro de objeto.

Na verdade, os esquerdistas professam mesmo é um ódio sem limites aos empresários, que chamam “capitalistas” e aos fazendeiros, ou “latifundiários”, como usam falar. Nunca, jamais, em tempo algum um regime comunista mostrou esse amor proclamado pelos humildes, embora tivesse, em dezenas de nações “socialistas”, largas oportunidades de demonstração. Já o ódio, esteve sempre presente, como parceiro inseparável do regime, sem uma única exceção. Como mostrou o Gulag, como mostraram Stálin, Mao Tsé-tung, Nicolae Ceauşescu, Pol Pot, Fidel Castro e tantos outros torturadores e assassinos dos regimes de esquerda.

Mao Tsé-tung, da China, e Ióssif Stálin, da União Soviética: seus regimes comunistas mataram cerca de 100 milhões de pessoas no século 20 | Foto: Reprodução

Agora, no Brasil, o ódio extravasa em dois sentidos: a mente esquerdista odeia não só empresários urbanos e fazendeiros, mas todos aqueles que não compartilham suas ideias, por um lado, e por outro, não só comunistas partidários, mas simpatizantes em vários setores da sociedade, mormente na imprensa, passaram a adotar o procedimento de odiar ao extremo os conservadores, que eles preferem chamar de “fascistas”.

A advogada e jornalista mineira Claudia Wild, que hoje vive na Alemanha, mas escreve para jornais brasileiros, publicou no “Hora Extra”, em janeiro de 2018, excelente artigo sobre o tema, com o título “O discurso de ódio das esquerdas e sua relativização”. Eu o recomendo aos interessados.

Claudia Wild: jornalista | Foto: Reprodução

Claudia dá muitos exemplos do exercício do ódio nos esquerdistas tupiniquins. Como o do “professor” Mauro Iasi, integrante do PC do B, que pregava num encontro de esquerdistas “uma boa bala, numa boa espingarda e uma boa cova para os conservadores”. Ou outro “professor”, Paulo Ghiraldelli, desejando que a jornalista Rachel Sheherazade fosse estuprada, por ter divulgado notícias anti-esquerdistas.

Marilena Chaui e Eliane Cantanhêde

A “professora” Marilena Chaui, em presença de Lula da Silva e na televisão, declarava “ódio à classe média”. João Pedro Stédile, o chefão do MST, é o exemplo acabado do ódio encarnado. As ações que promoveu ao longo de sua carreira foram sempre no sentido da destruição, da quebradeira, do incêndio, do roubo e das mortes. As recentes manifestações promovidas a favor do governo, expressivas, com enorme comparecimento, inclusive de crianças, absolutamente pacíficas, foram classificadas, pela imprensa militante, como “atos antidemocráticos”.

Já as demonstrações mirradas, promovidas pelas esquerdas, pornográficas e selvagens, onde não faltaram depredações de lojas e agências de bancos, para essa imprensa, eram “atos antifascistas”. O ódio aos conservadores cega os esquerdistas, que já não conseguem ver o roubo extremo de Lula da Silva e asseclas ao proletariado brasileiro, e o querem volta na Presidência da República.

Marilena Chaui, filósofa | Foto: Ivone Perez

A punhalada recebida pelo presidente Bolsonaro, ainda em campanha, foi festejada em vários setores da esquerda, onde até hoje se lamenta que não lhe tenha dado cabo da vida. Por oportuno, é bom que se diga, quando Lula da Silva e depois Dilma Rousseff foram diagnosticados com câncer, nenhum conservador (ou “fascista”, como eles dizem), se alegrou com isso, ou fez qualquer menção jocosa.

O “gabinete do ódio”, que a esquerda aponta no campo conservador, está mesmo é no meio dela, esquerda. À época da doença de Lula da Silva, o jornalista representativo dos conservadores, Reinaldo Azevedo, fez mesmo um compungido artigo, desejando ao ex-presidente uma completa recuperação. Reinaldo, que apelidou Lula, terminava sua página conclamando: “Força, Apedeuta”.

Para quem não se lembra, apedeuta, ou ignorante, era Lula da Silva e Reinaldo Azevedo, hoje convertido à esquerda, era “fascista”. É isso, leitor: ódio é com eles mesmos, os da canhota.

Ao leitor mais avisado não passa despercebido o ódio destilado pelos redatores dos principais jornais, à exceção dos mais preparados, equilibrados e com bastante sentido da realidade, como J. R. Guzzo, Alexandre Garcia, Claudio Humberto, Augusto Nunes e alguns outros. Há mesmo os que exageram nos ataques, julgam ter uma influência que não têm, e mais e mais se enfurecem ao ver que sua diatribe não tem efeito e não derruba presidentes, e nem sequer ministros.

A jornalista Eliane Cantanhêde “demitiu” meia dúzia de vezes, em seus artigos, o ministro da Economia, Paulo Guedes. Desistiu, ao ver que ele continua firme e no cargo e nem deve saber quem ela é.

Mario Sergio Conti

O jornalista Mario Sergio Conti, que gosta de citações clássicas para parecer culto, escreveu recentemente um artigo colérico contra os militares, alvos preferenciais do ódio esquerdista, com o título de “O diabo veste farda”. Além de colérico, desrespeitoso e baixo. Escreveu outro contra o presidente, com o título de “Porco, ogro, aborto”. Pelos títulos, o leitor pode imaginar o conteúdo raivoso de um e de outro escrito. Pensei em reproduzir aqui alguns trechos, mas resolvi não fazê-lo em respeito ao leitor. Quem não se repugnar com linguagem baixa, destabocada, que leia os artigos do Conti. O primeiro atacando as Forças Armadas, instituições exemplares e que cultivam os valores que na história moderna se mostraram indispensáveis para a convivência, o respeito, a valorização do homem e seu desenvolvimento físico e intelectual; o segundo, investindo contra um presidente eleito pela maioria dos brasileiros. Confesso que me causaram indignação e repulsa.

Mario Sergio Conti, jornalista | Foto: Wikipédia

Mas dou um desconto: ao que parece, o jornalista Mario Sergio Conti padece de “déficit de atenção”, uma deficiência que o impede de avaliar a realidade à sua volta, em toda sua extensão. Nos meus tempos de infância, diria minha mãe que se tratava de um “retardado”, o que hoje não é politicamente correto. Porque digo isso: três episódios ocorridos com Conti deixam entrever sua falha de percepção, todos eles relatados na revista “Veja”, pelo jornalista Felipe Moura Brasil, em junho de 2014. O título do artigo é: “O Conti do vigário”.

Conta Moura Brasil que tempos atrás, não se sabe por que artes do demo, Conti descreveu com detalhes, na revista “Piauí”, o enterro da arquiteta Maria Lucia Carvalho. Só que a moça, no dia seguinte, fez carta ao articulista, alegando que se achava ainda viva, tanto que estava em condição de escrever cartas. Vá lá saber de onde Conti tirou essa fúnebre ideia.

Em outro episódio de déficit de atenção, Mario Sérgio Conti publicou um artigo enumerando uma série de imperfeições numa biografia de José Dirceu, escrita por Otávio Cabral e editada pela Record. Acontece que a editora já havia percebido os erros e lançado nova edição com as correções, e Conti não havia percebido e nem entrado em contato com a editora ou com alguém mais atento.

E finalmente, conta Moura Brasil, o maior fiasco de Mario Sergio Conti: em junho de 2014, Conti viajava na ponte aérea Rio-São Paulo. E sentou-se ao lado de Wladmir Palomo, sósia do técnico Felipão e de um sósia do craque Neymar. Conti, julgando se tratar de Felipão, manteve durante o voo uma animada conversa com o sósia, que aliás atuava na TV, no programa “Zorra Total”. Palomo, ao fim da viagem, entregou a Conti seu cartão de visitas, que deixava claro não se tratar de Felipão, mas de um sósia. Mas o detalhe passou despercebido pela atenção avariada de Conti. Que publicou, em dois jornais de circulação nacional, sua conversa com o falso Felipão, como se se tratasse do verdadeiro. Foi um dos grandes fiascos da imprensa nacional, com desmentidos e explicações. Por isso, dou um desconto — mínimo — ao irreverente Mario Sérgio Conti. Que deveria respeitar mais as pessoas e instituições. Afinal, é preciso envelhecer com compostura.

2 respostas para “Alguns jornalistas não usam tinta na caneta. Usam bílis e devem escrever com a mão esquerda”

  1. Avatar Baron Camilo of Fulwood disse:

    Ótimo análise dó Governador Irapuan!

  2. Avatar Ivelta Arraes disse:

    Gostei da sua análise. Perfeito. 👏👏👏

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