Parquinho no Jardim Goiás em Goiânia terá areia trocada por causa de bicho geográfico
15 julho 2026 às 10h01

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Um parque infantil localizado na rua 71 do Jardim Goiás foi interditado por conta da contaminação por bicho geográfico na areia. Foi posto um aviso para que as crianças não entrem no local, normalmente, esse tipo de contaminação acontece através das fezes de animais domésticos ou de rua que já estejam infectados.
A Comurg informou que já está sabendo da situação e irá encaminhar uma equipe para realizar a substituição da areia com objetivo de prevenir e garantir as condições adequadas para o uso da população. Enquanto a areia estiver sendo substituída o parquinho ficará temporarimaente fechado.
Para compreender melhor como funciona o processo de contaminação, sintomas e prevenção, o Jornal Opção entrevistou a dermatologista Cássia Gomes. A médica nos explica que o bicho geográfico pode ser cahamdo de forma genérica de verme, o nome científico é ancilostomídeo, é um prganismo que habita o intetsino de gatos e cachorros.

A contaminação do ser humano acaba ocorrendo através do contato direto com a pele do ser humano “Essa larva que é uma parte jovem do verme, do bicho, ele fica ali no ambiente e consegue, em condições favoráveis, penetrar diretamente na pele”. Sobre os sintomas, a dermatologista explica que começa como uma lesão na pele trazendo coceira e vermelhidão.
A doutora conta “Os pacientes, eles chegam incomodados com a coceira, às vezes, é um quadro ali que fica coçando há muito tempo e ele pensa que é uma picadinha de inseto”. Para chegar ao característico desenho de mapa (razão do nome bicho geográfico) demora cerca de cinco dias
Em relação aos riscos, Cassia explica que o verme em si não apresenta grandes riscos, mas “o que pode acontecer é de dar uma infecção secundária e aí virar um negócio mais grave. Assim, por exemplo, pega uma bactéria de infecção ali no local, faz um abscesso e você pode fazer uma infecção generalizada”.
Ela afirma que, normalmente, é um quadro simples e que o tratamento costuma ser feito por via oral e é resolvido em até 3 dias. Ela alerta para que os pacientes não tentem fazer a retirada por conta própria com pinça. Para se prevenir, a melhor maneira é evitar contato com areia de locais públicos.
Cassia conta que já dermatologista há mais de dez anos e tem percebido um aumento dessa contaminação “Então, assim, uma coisa que a gente não via, que eu vejo muito agora é a questão do beach tênis. Muita gente tendo esses quadros e nas localizações atípicas, que a gente não via antes, por exemplo, eu já peguei paciente com lesão na região abdominal”.
Já a prevenção no local é proibir, quando possível, a entrada de animais de rua ou domésticos e realizar a troca da areia com certa periodicidade.
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