Foram apreendidos 1.771 perfumes durante uma operação de fiscalização do Procon Goiás realizada, nesta terça-feira, 5, em um atacadista de eletrônicos e variedades no Setor Coimbra, em Goiânia. Os produtos, de origem aparentemente árabe, apresentavam indícios de falsificação e estavam sendo comercializados sem atender às exigências legais.

Segundo o Procon Goiás, os frascos não continham informações em português sobre fabricação, validade ou composição. Além disso, os responsáveis pelo estabelecimento não apresentaram notas fiscais que comprovassem a origem dos itens. A empresa também não possuía cadastro ativo junto à Receita Federal para atuar na venda de cosméticos.

Com base no Código de Defesa do Consumidor, especialmente nos artigos 6º e 39, que garantem ao consumidor informações claras e proíbem a comercialização de produtos em desacordo com normas regulamentares, os perfumes foram apreendidos. O estabelecimento foi autuado e terá 20 dias para apresentar defesa.

O superintendente do Procon Goiás, Marco Palmerston, destacou que produtos de procedência desconhecida podem representar riscos à saúde, como alergias, problemas respiratórios e até intoxicações. Ele reforçou a necessidade de verificar rótulos e adquirir cosméticos apenas em locais confiáveis.

O Procon orienta que consumidores fiquem atentos a preços muito abaixo do mercado e confirmem se o produto possui registro válido na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Também recomenda exigir a nota fiscal no momento da compra, documento que serve como garantia em caso de reclamações.

As denúncias e dúvidas podem ser encaminhadas ao Procon Goiás pelo telefone 151 ou pelo número (62) 3201-7124. As reclamações também podem ser registradas pelo Portal Expresso, disponível no site oficial do governo estadual (www.go.gov.br).

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