Ao Jornal Opção, o consultor em estética automotiva, Rafael Gonçalves, explicou, nesta terça-feira, 28, os principais cuidados necessários para preservar a pintura dos veículos em regiões de clima seco, como Goiás, onde a exposição ao sol e à poeira é intensa durante boa parte do ano.

Segundo Rafael, os primeiros sinais de desgaste aparecem quando a pintura começa a perder o brilho e a cor original. “A pintura vai ficando amarelada. Ela vai perdendo aquela cor e o brilho que tem, que seria o verniz. Outro ponto que desgasta demais também é a seiva de árvore e as fezes de passarinho. É um conjunto de ações que desgasta a superfície dos veículos”, afirmou.

Além da cera tradicional, existem outras opções de proteção. “Hoje em dia temos algumas ceras com durabilidade e tecnologia de 6 a 18 meses. Temos o vitrificador, que é uma película de proteção contra intempéries químicas. E temos o PPF, que é o mais novo. Às vezes é um pouco mais caro, mas o mercado tem aberto bastante espaço para o PPF, que é como se fosse uma película de proteção”, explicou.

Sobre a periodicidade correta para polimento e vitrificação em regiões de clima seco, Rafael explicou que o ideal é cuidar o quanto antes. “Tem muita gente que faz esses cuidados assim que sai da concessionária. Porque uma vez que eu queimei o verniz, eu não consigo recuperar sem uma agressão razoável de polimento. Eu vou ter que desgastar um pouco o verniz para conseguir fazer o nivelamento da pintura novamente”, disse.

Consultor em estética automotiva, Rafael Gonçalves | Foto: Acervo Pessoal

Ele também diferenciou os cuidados entre veículos mais expostos ao sol e aqueles que ficam guardados. “Quanto mais exposto, mais proteção ele precisa e uma proteção de qualidade. Veículos que ficam no tempo, na chuva, têm pintura, borrachas e vidros danificados. Já um carro que fica na garagem necessita de uma atenção diferente”, ressaltou.

O especialista explicou que não existe um tempo fixo para manutenção, pois depende do produto aplicado. “Temos ceras com proteção UV de 6 meses, 12 meses ou 18 meses. É preciso procurar um profissional qualificado que dê segurança sobre o tempo contratado”, completou.

Segundo ele, entre os erros mais comuns cometidos ao lavar o carro em casa, é a falta da pré-lavagem. “O que a gente mais vê é que, com a poeira e a terra do ambiente, a pessoa já começa esfregando. Não faz a pré-lavagem, que é jogar espuma, bater um jato de água para tirar a sujeira mais pesada, e depois fazer a esfregação. Aí acaba esfregando e vira igual uma lixa”, explicou.

Para remover rapidamente fezes de pássaros ou seiva de árvores, Rafael recomendou produtos da linha profissional. “São os xampus levemente alcalinos. Eles têm um poder bacana de remoção da gordura e da seiva de árvore e também atuam bem na terra”, disse.

A conservação da pintura também influencia diretamente no valor de revenda dos veículos. “Quando a gente vai vender um carro e sabe que alguém cuida dele, parece que tem até fila de espera. Além de ter um valor agregado maior ou perder menos na depreciação, conseguimos girar esse veículo muito mais rápido que o normal”, afirmou.

Capas automotivas e películas protetoras também são eficazes. “Ajudam demais, porque você não resseca os plásticos internos. Essa película protetora com proteção é indispensável, ainda mais num clima como o nosso”, finalizou.

Leia também:

Veja como ficou o apartamento do jornalista morto por uma amiga no Setor Bueno, em Goiânia

“Resultados discretos”: Número de homens que procuram rinoplastia aumenta em consultórios

Disputa interna dos partidos abre espaço para que pré-candidatos apresentem propostas antes da campanha; entenda a lei