Opção cultural
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Foto: Divulgação[/caption]
A expedição Deriva do Bem nasceu em 2008 e, de lá para cá, tem reunido um grupo de pessoas que propõem um encontro com a cidade, utilizando da fotografia como forma de expressão da memória. A atividade teve início com uma disciplina optativa do curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Estadual de Goiás (UEG). O objetivo era que os alunos caminhassem pelo centro da cidade para conhecer e reconhecer seu traçado histórico. Em 2010, ainda que a disciplina tenha deixado de ser oferecida, o projeto continuou com o professor Bráulio Vinícius Ferreira.
Neste ano, a edição será no setor sul e tem como tema “Poros dos Jardins Invisíveis” com o objetivo de promover o encontro de pessoas no setor e afim de uma experiência urbana sensorial para perceber os elementos que compõem o bairro e que, cotidianamente, não são vistos.
Serão dois momentos: na sexta-feira, 19 de junho, acontece um bate-papo com a participação do arquiteto e urbanista Manoel Balbino, do médico e professor João Batista Alencastro Veiga, e do poeta e produtor cultural Carlos Brandão, no teatro de arena da área 3 da Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO); na manhã do sábado, 20, o Bosque dos Pássaros será o lugar de encontro dos participantes para que realizem uma caminhada para coleta de litros de leite.
Bora participar?
Diferente das frases críticas, comuns da fase adulta, crianças e adolescentes respondem palavras de carinho
Anderson Fonseca
Especial para o Jornal Opção
“Qual é o poder de uma palavra?” Foi com essa pergunta que iniciei minha aula de Língua Portuguesa nos 2º e 3º anos do Ensino Médio de uma escola pública da qual sou professor. As respostas foram muitas, das transformações sócio-políticas às mudanças de temperamento e as relações afetivas; raras as que se voltaram para a poesia.
O substantivo “poder” foi o gatilho para focar-me nos sentimentos e no quanto as palavras alimentam as emoções e os julgamentos do homem. Nossa ótica está limitada às palavras que conhecemos e é a partir desse universo linguístico que definimos os sentimentos, as relações afetivas e a nós mesmos.
As palavras que usamos representam nosso universo interior. Como diziam nossos avós, “a boca fala do que o coração está cheio”. Se estiver cheio de rancor, as palavras sairão ásperas; se estiver cheio de dor, sairão pesadas de tristeza; se alegre, exultantes; se pacificado, sairão suaves. Mas esse coração, antes, foi cultivado com esse universo de palavras. Elas germinaram, e o fruto colhido foi uma boca repleta delas.
Depois de ter-lhes dito isso, expliquei a importância das palavras na formação do sujeito e a necessidade de, nas relações humanas, praticarmos o ato de dizer palavras que levem a boas ações. Lamentei, como adulto, o quanto em minha idade elas fazem falta. Quando a infância é abandonada e devemos carregar o fardo da responsabilidade por nossas escolhas, as palavras que geralmente ouvimos são de natureza crítica. Nenhuma de carinho, consolo, motivacional. Nenhum sorriso. O tempo é escasso, não sobra, às vezes, sequer para ouvirmos, quanto mais dizermos. A consequência é óbvia: um espaço preenchido por pessoas, contudo, ausente de palavras. E se saem palavras, estão cheias de vazio.
O verdadeiro, aquela que gostaríamos de ouvir, encontra-se distante, em uma região utópica. Assim que terminei de falar, pedi aos alunos que escrevessem no caderno a seguinte pergunta: “Quais palavras você gostaria de ouvir?”. Pedi que fossem sinceros. Depois de 15 minutos, recolhi os textos. De 173 alunos, as respostas se repetiram mostrando o quanto todos apresentavam a mesma necessidade. Estas são as palavras que meus alunos gostariam de ouvir:
- Você é muito especial para mim.
- Pode contar comigo.
- Você é capaz.
- Nunca desista de seus sonhos.
- Nossa! Como você faz falta.
- Não se preocupe. Tudo irá ficar bem.
- Você é forte.
- Você não é um fracasso.
- Me dê um abraço.
- Parabéns.
- Obrigado!
- Você conseguiu!
- Você me faz bem.
- Não me importa o que você é, e sim, o que me transmite.
- Vá em frente, você consegue.
- Boa sorte.
- Sempre estarei ao seu lado.
- Diga a verdade.
- Eu te compreendo.
- Me abrace forte.
- Eu te perdoo.
- Tenho orgulho de você.
- Acredite em si mesmo.
- Achei em você o que faltava em mim.
- Te adoro!
- Você é um bom amigo.
- Desculpe.
- Seja feliz.
- Eu quero te ouvir.
- Senti sua falta.
- Você faz toda a diferença.
- Sorria!
- Não se abale!
- Bom trabalho!
- Eu te admiro.
- Você pode chegar aonde quiser.
- Você é um grande amigo.
- Você é o melhor filho do mundo.
- Você ganhou um ano de pizza grátis!
- Eu acredito em você.
- O som do silêncio.
- Que me entendessem, pois penso diferente dos outros.
- Chuva, depois o som do violoncelo.
- Que todas as pessoas do mundo são boas.
- Nossa! Você é engraçado.
- Gosto muito de você.
- Você é único. Jamais haverá alguém como você.
- Você não pode consertar o mundo, mas pode consertar sua vida.
- Está tudo bem.
- Eu te amo.
Ao lê-las fiquei emocionado com a sinceridade, eram frases que eles não escutavam de seus pais, seus amigos; frases que dizem a si quando desejam escutá-las. Outro dia compartilhei com todos e eu vi nos olhos a faísca de emoção humana ser resgatada. Desde então, tenho visto cultivarem boas palavras uns com os outros. Mas a experiência me levou a pensar o quanto seria bom que todos dissessem ao outro as palavras que ele mesmo gostaria de ouvir.
Paulista radicada na Itália, Vera Lúcia extrai das raízes do cotidiano o lirismo que desvela a força motora do sistema social das grandes cidades brasileiras
A Segunda Pátria, novo livro do professor universitário e crítico literário paranaense, mostra a realidade do Brasil de Getúlio Vargas, caso o regime do totalitarista Adolf Hitler tivesse se alastrado até a América Latina
Sob a influência de Robert Altman, Paul Thomas Anderson adapta para as telas o livro “Vício Inerente”, do escritor norte-americano
Mimosa já é uma delícia, não é mesmo? Daí, imagina a festa candanga + Caetano + Gil + Bethânia + Gal bem ali no Martim Cererê. Imaginou? É muito amor! Acontece que, dessa vez, a edição ganha a noite da capital goiana.
A festa reúne chefs da cidade e food trucks com delícias quentes, frias, doces, salgadas e também vegetarianas e saudáveis. Vai rolar ainda um bazar cultural com artesanato, acessórios, roupas, peças de decoração, vinis novos e usados e muita, mas muita literatura.
O line-up nem precisa comentar, certo? Nas boas palavras de Caê: “Com amor no coração/ Preparamos a invasão/ Cheios de felicidade/ Entramos na cidade amada/Alto astral, altas transas, lindas canções/ Nossos planos são muito bons”. Ó, pode se achegar a partir das 20h, no sábado, 6. Os ingressos para a Mimosa Doces Bárbaros, no Martim, custam 15 mangos.
- “Ta Teno!”, neste domingo, 7, o Sarau do Grande Hotel. Realizado pela Secult Goiânia e Coletivo 207, a edição traz a exposição de Rabiscos & Escarros de Heitor Vilela, um pocket show com Queisalmim, a música instrumental de Wagner Sean e o tradicional Palco Aberto. É às 19h.
- Para quem quer fazer uma capa bacana para o próprio livro, fica ligado, pois o designer gráfico e diretor de arte Carlos Sena ministra um curso de Projeto e Produção Gráfica de Capa de Livro. Das 18h30 às 22h, dos dias 2 e 3 de junho. Mais informações: www.espacoculturama.com.br.
O Projeto Mazombo ganha o Teatro do Centro Cultural da Universidade Federal de Goiás (CCUFG), na noite desta terça-feira, 2. São novas canções, novos poemas, canecas, molduras e ímãs de geladeira. Formado por Hugo Vaz, Lucas Adorno, Danilo “Conan”, Thiago Verano, André Pettersen e Pedro Bernardi, o grupo traz suas diversas referências musicais mais convidados. Os ingressos custam R$ 20, a inteira.
O Inter UFG deste ano planeja trazer cinco dias com muitas atrações. A festa começa na quarta-feira, 3, véspera do feriado prolongado, e só termina no domingo, 7. No primeiro dia, a programação garante a noite das baterias na Sol Music Hall. No dia seguinte, o Clube Ferreira Pacheco garante a diversão. O final de semana começa com Gabriel “O Pensador”, também na Sol Music Hall. A Valesca Popozuda — isso mesmo! — anima o sábado; e, no domingo, acontecem as finais dos jogos, além dos tradicionais jogos etílicos, com uma sunset para terminar o dia e também, para tristeza geral, o feriado. Todos os dias são open bar e os ingressos já estão no segundo lote, no valor de R$ 150.
Livro: O Cortador de Hóstias
Pirenópolis, 1918: o livro da goiana Clara Dawn conta a história de Flor Maria, que elabora uma vingança contra o algoz, que a abusava sexualmente quando criança.
Autor: Clara Dawn
Preço: R$ 35 -- Livres Pensadores
Música: How Big, How Blue, How Beautiful
O 3º trabalho de estúdio de Florence + The Machine bem resume o que a vocalista, Florence Welch, tem vivido: um momento grande, mais calmo, azul e muito bonito.
Intérprete: Florence + The Machine
Preço: R$ 47,90 -- Island Records
Filme: Hoje Eu Quero Voltar Sozinho
Baseado em “Hoje eu não quero voltar sozinho”, este conta a história de Leonardo, um adolescente cego que, ao conhecer Gabriel, descobre sentimentos até então desconhecidos.
Direção: Daniel Ribeiro
Preço: R$ 39,90 -- Imovision
Sexta-feira é dia de que mesmo? Não, calma, ainda não é sobre a cervejinha, nem o happy hour com os amigos, encontrar a namorada ou o namorado, nada disso. Sexta é dia de? Descansar. Claro, descansar também. Só que tem mais, sexta é dia de? Ufa, já estava quase desistindo. Muito bem! Segue, então, as músicas que mais embalaram esta galerinha do lado de cá. Portanto, aumenta o som e cheers! Beirut – Port of Call Gusttavo Lima – Diz Pra Mim Nicolas Jaar – El Bandido Paradise Lost – Beneath Broken Earth Queen – Radio GaGa Sublime with Rome – Wherever You Go The Raconteurs – Blue veins Tiê – Piscar o Olho Wild Nothing – Shadow Willow Smith – Whip My Hair
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Fotos: Marcus Camargo[/caption]
“É, só eu sei
Quanto amor
Eu guardei
Sem saber
Que era só
Pra você”
Só Tinha de Ser Com Você – Aloysio de Oliveira/Tom Jobim
As canções de Elis & Tom vibram nos palcos do Teatro Sesi e botam os bailarinos numa dança para lá de bonita. Eleito, em 2010, pela já saudosa Revista Bravo como um dos 10 melhores espetáculos de dança do século, “Só Tinha de Ser Com Você” traz a coreografia de Henrique Rodovalho no corpo de oito bailarinos, ao som da bossa do álbum de 1974.
Nasceu da música mesmo, já que o disco tocara a infância e adolescência do diretor. “‘Só Tinha de Ser Com Você’ desperta sensações”, diz. E foi no ano de 2005 que viveu sua estreia. Para quem ainda não viu, é uma ótima oportunidade para começar mais que bem o final de semana. Afinal, Elis + Tom + Quasar tem como ser melhor? Tudo bem, se você levar seu par, ah!, aí não tem jeito mesmo, fica melhor!
Os movimentos abstratos, macios e suaves numa articulação fragmentada de braços e pernas deitam na bossa, “evita exagero, escapa do óbvio”. Pode ir, que numa mistura de suas memórias, com seja qual for sua canção favorita (será que dá para escolher só uma?), a dança com toda a poesia de Tom & Elis criam uma coisa nova, que só assistindo para saber (sem dúvida, da Quasar, o espetáculo é meu favorito).
Então, não perde. Já é na noite desta sexta-feira, 29. Pode se achegar perto das 20h, horário do espetáculo. O ingresso custa R$ 20, a inteira. O Teatro Sesi fica perto do Clube Antônio Ferreira Pacheco.
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Fotos: Divulgação[/caption]
O espetáculo “Lendas Indígenas e Afro-brasileiras” ganha os palcos do Teatro Basileu França na noite desta sexta-feira, 29. O cantor André Campelo e o pianista Vagner Rosafa se intercalam e fundem, às vezes, suas músicas às projeções executadas pelo diretor de projeção, animador gráfico e VJ (vídeo jockey) Paulinho Pessoa.
De forma lúdica, a pela traz um repertório da escola nacionalista brasileira junto a uma pesquisa antropológica com base na cultura popular, por meio das lendas e mitos, unindo linguagens musicais e animações audiovisuais com as duas temáticas dos principais povos formadores da cultura brasileira. A vontade é de fortalecer a memória existente de ambas manifestações culturais.
“Lendas Indígenas e Afro-brasileiras” foi contemplado pela Lei de Incentivo Estadual e, além de ter sido apresentado em festivais nacionais, foi patrocinado pelo Ministério das Relações Exteriores para uma turnê, em Portugal, e para as comemorações de 07 de setembro, promovidas pela Embaixada Brasileira, no Panamá.
Serviço
Data: 29 de maio
Horário: 20h
Local: Teatro Basileu França
Entrada Franca
Quem não curte uma boa feijoada ao som dum sambinha para lá de brasileiro, apetecido com uns bons goles de caipirinha? Já dá até para imaginar que uma “Maravilha” dessas é sábado, não é mesmo? Pô, acertou! Sabe mais? Quem está organizando esse rolê é a mesma galera que fez o “Churrascão”, no Cererê. Foi bom de-mais! Daí, que justamente para dar continuidade àquela gostosura toda, o Caio Alê, a Carol Maia e o Lucas Manga, a galera por trás da Festa Bapho e El Club, traz o Retetê “Maravilha” para a de boíssima casa/loja Mapi 49.
A música fica por conta dos DJs Raul Majadas, Adam Mendes e Niela. As fotos quem cuida é a Foxes – pode arrasar no look. Bebidas: além da caipirinha, tem Sol Premium e Espumante. Ó, se liga que, diferente do Churrascão, esse é um evento com ingressos limitados. Corre para Mapi 49, Ambiente Skate Shop ou Eleonora Hsiung, no Flamboyant, e descola seu passe, que custa 40 mangos, com direito a feijoada à vontade. Está servido? A gente se encontra lá!
Se você perdeu o "Churrascão", ao menos já espiou o registro da galera do Fermento? Está imaginando o "Maravilha", não é?
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Reprodução[/caption]
A banda britânica Led Zeppelin deve voltar aos estúdios para gravar canções inéditas e cair na estrada para uma turnê especial. Bom, ao menos foi o que disse o jornalista José Norberto Flesch, do jornal paulista Destak. Segundo ele, a turnê terá os remanescentes Robert Plant, Jimmy Page, John Paul Jones e o filho de John Bonham, Jason Bonham.
Após a morte de John, em 1980, a banda deu um tempo, reaparecendo apenas dois anos depois com o último álbum de inéditas, intitulado “Coda”. Em 2007, eles se apresentaram ao vivo pela última vez, numa homenagem a Ahmet Ertegun, o fundador da gravadora da banda, a Atlantic Records. Ertegun havia falecido um ano antes.
Os shows do Led Zeppelin estão confirmados para 2016, com produção da Live Nation. Já dá para ficar extasiado, não é mesmo?

