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Uma descoberta subaquática feita na costa sudeste do México pode revolucionar a compreensão científica sobre a vida em ambientes extremos, na Terra e além dela. Pesquisadores mexicanos anunciaram a identificação de um gigantesco buraco azul — sumidouro submerso de origem natural — na baía de Chetumal, no estado de Quintana Roo. Batizado de Taam Ja’ (“águas profundas”, em maia), o local atinge 274,4 metros de profundidade, o que o torna o segundo maior do mundo nesse tipo de formação.
O estudo, publicado na revista Frontiers in Marine Science, foi conduzido por cientistas do Colégio da Fronteira Sul (Ecosur), com base em expedições realizadas em setembro de 2021. A existência do sumidouro foi inicialmente relatada por pescadores da região e confirmada após medições detalhadas feitas por mergulhadores e equipamentos oceanográficos.
Além da impressionante dimensão, superior à do famoso Grande Buraco Azul de Belize —, Taam Ja’ chamou a atenção da comunidade científica pelos organismos que habitam suas profundezas. Segundo os autores do estudo, essas formas de vida adaptadas a condições extremas podem fornecer pistas valiosas sobre possíveis organismos extraterrestres e sobre os processos que permitiram o surgimento da vida na Terra, há bilhões de anos.
O buraco azul apresenta uma área de 13.690 metros quadrados e paredes quase verticais, com inclinação de até 80 graus. Sua boca está localizada a menos de cinco metros da superfície do mar, e o interior exibe mudanças bruscas de temperatura e salinidade, o que contribui para a formação de um ecossistema singular.
Os pesquisadores destacam que a origem geológica da estrutura e sua biodiversidade ainda precisam ser investigadas com mais profundidade. A próxima etapa dos estudos será voltada à análise da diversidade microbiana e à identificação das espécies que conseguem sobreviver nesse ambiente extremo.
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Uma ave, antes comum, tem chamado a atenção de moradores em Santa Bárbara, na Região Central de Minas Gerais. Com penas longas, canto forte e o comportamento cada vez mais parecido com o de um galo, ela deixou de botar ovos, e assim, virou atração no galinheiro da família de Bruna Gomes. O vídeo foi compartilhado e despertou a curiosidade de quem assiste.
A nova estrela do terreiro ganhou até nome: Galolinha. O apelido, portanto, mistura o passado de galinha poedeira com a aparência e atitudes que lembram as de um galo. “Essa não pode ir pra panela”, brincou Bruna, sobrinha do dono do galinheiro.
De acordo com ela, as mudanças começaram há cerca de seis meses, após a morte do único galo do local. “No galinheiro do meu tio tem umas vinte galinhas. E só ela tá diferente. As penas foram crescendo aos poucos e nunca mais ela botou”, contou.
O que diz a especialista em aves?
Para entender o fenômeno, o g1 consultou a médica veterinária Marcela Ortiz, especialista em aves. Ela explicou que, embora o ideal fosse examinar a ave, há registros científicos semelhantes. “Se a ave realmente botava ovos e agora passou a apresentar características masculinas, uma das explicações possíveis é o ginandromorfismo, algo parecido com o hermafroditismo em humanos”, disse.
De acordo com a veterinária, nas aves, só o ovário esquerdo funciona. Já os testículos, se existirem, ficam internamente. Assim, um desequilíbrio, como a perda do galo, pode ter provocado a inatividade do ovário e estimulado a produção de testosterona por um testículo antes inativo.
“É um caso raro. Fiquei curiosa sobre o comportamento das outras aves. Imagino que sejam bem resolvidas e aceitaram bem a condição do colega”, comentou Marcela, em tom descontraído. Conforme Bruna confirmou: “No galinheiro do meu tio não tá tendo briga entre elas, não. Aceitaram numa boa.”
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