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João Gomes ressalta que Anápolis é referência na Ciência e Tecnologia | Foto: Prefeitura de Anápolis[/caption]
Anápolis recebeu a 56ª edição do Encontro Regional de Ensino de Astronomia (EREA) que foi realizado no último sábado (21). Essa foi a segunda vez que o EREA foi realizado na cidade pela Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação, em parceria com a Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA), que transcorreu na sede do Instituto Federal de Goiás (IFG).
O evento promove a capacitação dos professores da cidade e região em ensino de astronomia e ciências espaciais e também de universitários interessados pelo tema. Toda a programação foi gratuita e conta com palestras e oficinas. O professor João Batista Canalle ressalta que tudo foi preparado para que o conhecimento seja repassado. “Vamos mostrar como podemos incluir nas salas de aula um tema tão importante com materiais didáticos e também por meio da prática como, por exemplo, a observação do sol”, explica.
Segundo o secretário municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação, Fabrízio Ribeiro, nesta edição do encontro, os participantes também terão atividades lúdicas, como a instrução de como elaborar foguetes de garrafas pet. “Estamos aliando teoria e prática e assim o encontro se torna mais atrativo”, observa.
A secretária municipal de Educação, Virgínia Melo revela que Anápolis se destaca nos investimentos na rede de ensino por aliar conhecimentos em vários setores. O prefeito João Gomes destacou que a administração municipal projeta Anápolis para ser referência na área da ciência e tecnologia. “Ajudamos na construção da sede do IFG aqui na cidade que hoje é um grande parceiro na realização de eventos como este”, diz.
Resultados
Segundo a Secretaria Municipal de Ciência e Tecnologia, a prova de que esse mecanismo funciona está em Anápolis. Em 2013, apenas duas unidades escolares participaram da Olimpíada Brasileira de Astronomia (OBA), sem conquista de medalhas. Já no ano seguinte em que houve a realização do encontro na cidade, das quase 30 unidades escolares que participaram da OBA, foram conquistadas 24 medalhas, inclusive uma na Mostra Brasileira de Foguetes.Como forma de reafirmar importantes parcerias para o contínuo desenvolvimento de Anápolis, o prefeito João Gomes reuniu com a Câmara de Dirigentes Lojistas de Anápolis (CDL). O encontro entre lideranças classistas e políticas foi realizado na sede da entidade. Na ocasião foram discutidas melhorias no trânsito, em especial, o aumento do número de vagas de estacionamento no centro da cidade, para facilitar a vinda dos consumidores até o comércio local. No encontro foi colocado em pauta os investimentos feitos pela Prefeitura de Anápolis para incentivar ainda mais o desenvolvimento econômico da cidade. O presidente da CDL, Wilmar Jardim de Carvalho, observou que a Prefeitura de Anápolis tem apoiado constantemente as ações da entidade. O prefeito João Gomes destacou a importância da parceria com a CDL e disse que Anápolis atrai o interesse de empresas de todo o Brasil e também de outros países e é preciso estar atento e preparado para trazer esses investimentos para o município.
O prefeito João Gomes recebeu o resultado do primeiro diagnóstico da Situação da Criança e do Adolescente no município, feito e entregue pelas equipes da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social e do Conselho Municipal do Direito da Criança e Adolescente. O diagnóstico é um estudo completo da situação social das crianças e dos adolescentes anapolinos em todas as suas necessidades. Inédito em Goiás, o diagnóstico foi um pedido do Conselho Municipal do Direito da Criança e Adolescente e produzido por pesquisadores do programa de mestrado da UniEvangélica. Profissionais de diferentes áreas como, por exemplo, geografia e biologia, conselheiros municipais e Conselho Tutelar contribuíram com o levantamento geral sobre as políticas públicas existentes na cidade que têm o objetivo de resgatar a cidadania de jovens em situação de risco. O prefeito João Gomes destacou que é só o começo de um estudo que não pode parar. “Já surgiram bairros novos que precisam desse acompanhamento.”
Talmon Pinheiro Lima A coluna “Bastidores” (Jornal Opção 2066), ao se referir à crise institucional e financeira na OAB goiana, trouxe a seguinte nota: “A oposição ao presidente Enil Filho não está preocupada com dívidas coisa alguma. Está muito mais interessada é na disputa pela sucessão, no fim deste ano. Daí a articulação de cartas e artigos em jornais, com inocentes úteis sendo manipulados por ‘atletas do oportunismo’.” Pode deduzir-se que o autor dessa nota deva ser alguém querendo agradar à atual gestão ou que não possui a dimensão da grave crise que afeta a nossa OAB. Somente esses fatores podem respaldar o teor dessa nota, visto que quem a elaborou, desacreditou os advogados no geral, independente de serem situação ou oposição, visto que estamos todos indignados e perplexos com o rombo na Seccional, algo inédito e que era desconhecido pela maioria esmagadora da classe. A nota em si, de conteúdo tendencioso e pueril, imprópria para esse conceituado jornal, tentou fazer ilações disparatadas de que um setor da classe — a dita oposição — estaria manipulando inocentes úteis após “plantar” notinhas e artigos na mídia e faturar em cima do acontecido, e que se comportaria como “atletas do oportunismo”, conceito este absolutamente incompreensível, porque não se tem a menor ideia do significado dessa expressão. Certamente, compõe o vocabulário indecifrável de quem a cunhou. A classe toda, sim, está indignada com o rombo e a falta de transparência da atual diretoria. Essa crise dominou o noticiário da mídia goiana e foi provocada justamente pelos atuais dirigentes, que tentam e não conseguem explicar os motivos de se contraírem empréstimos vultosos, alguns sem conhecimento e autorização do conselho, e até de membros da diretoria, conforme reconheceu o então vice-presidente dr. Sebastião Macalé, que, ocupando a presidência interina, declarou que desconhecia alguns dos débitos e que foi o primeiro a denunciar a gravidade da situação. Essa talvez tenha sido a razão do preterimento do nome dele — que seria o natural — na eleição do novo presidente — e certamente a causa de sua renúncia ocorrida durante a semana. Ao contrário do que alude a nota, ninguém está se regozijando da crise. Estamos sim, preocupados. Membros do atual conselho e que pertencem ao grupo de situação, vieram a público cobrar satisfações da diretoria, exigindo que o novo presidente faça a prestação integral de contas da instituição a todos os advogados, notadamente aquelas relativas a esses empréstimos nebulosos, enquanto outros conselheiros afirmaram em sessão plenária, que aquele colegiado não teria autorizado alguns desses empréstimos. Ainda, o novo presidente concedeu entrevista e admitiu que somente o empréstimo bancário em 2012 fora aprovado, e que os outros dois empréstimos, em 2013 e 2014, foram aprovados via proposta orçamentária, à revelia do conselho, numa manobra tida por ele próprio (presidente) como discutível. A gênese de toda essa crise é suficientemente conhecida. O ex-presidente, dr. Henrique Tibúrcio, no intuito de atender seus projetos político-partidários, utilizou a OAB como trampolim, endividando-a; agora, com seu objetivo alcançado, renunciou e deixou a entidade ao deus-dará; enquanto isso, nós, advogados, que pagamos a anuidade mais cara do Brasil, estamos temerosos de que essas contas acabem sobrando para todos. Talmon Pinheiro Lima é advogado.
“Pessoas como Altair Sales deveriam ser valorizadas por sua sabedoria”
Marcelo Tadashi Okamura Parabéns, professor Altair Sales Barbosa, acredito que todos deveriam ler esta matéria (“O Cerrado está extinto e isso leva ao fim dos rios e dos reservatórios de água”, Jornal Opção 2048). Sou de Mato Grosso e aqui o agronegócio manda na política. Eu me sinto um boi na fila do matadouro, mas, até chegar no fim da linha, vou fazendo barulho ao menos para despertar alguma atenção. Pessoas como o sr. deveriam ser valorizadas pela sabedoria e entendimento da ciência. O capital não deveria vê-lo como ameaça aos seus lucros, mas como um auxiliar na perpetuação da riqueza que a natureza nos proporciona. Não é preciso ser cientista para ver que algo está errado, mas suas explicações são bastante claras e convincentes para não deixar dúvidas a qualquer argumento financiado pelos interesses das empresas. Marcelo Tadashi Okamura é artista. E-mail: [email protected]“É possível recuperar o Cerrado”
Lorene Figueiredo Eu sei que o professor tem razão. Mas toda vez que essa dor imensa e o medo aterrorizante da impotência me assola (como ao ler esta matéria-entrevista), me lembro da Floresta da Tijuca. A maior floresta urbana do mundo é artificial. Foi toda plantada por um tenente e seu escravo, após o esgotamento do solo da então fazenda de café. A vontade (sem conhecimento científico) de dois homens e aquela floresta venceram a monocultura. É possível recuperar o Cerrado. É possível recuperar o mundo. Vamos em frente, pois não temos nada a perder, não mais. E-mail: [email protected]
Angela Merkel e François Hollande se empenham para evitar uma guerra que se mostra cada vez mais inevitável
Há quem pense que a degradação da capacidade militar para interromper a campanha feroz já é suficiente
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Deputado estadual Carlos Antônio quer Solidariedade no protagonismo | Foto: Y. Maeda[/caption]
O Solidariedade (SD) vai lançar candidatura à Prefeitura e articula criação de bloco político com objetivo de eleger pelo menos seis vereadores nas eleições de 2016. O partido, que é liderado pelo deputado estadual Carlos Antônio, em breve vai anunciar a criação do bloco político denominado G5, formado por três grandes partidos e dois médios, que promete chegar ao período eleitoral do ano que vem com capilaridade política. O parlamentar não revela quais são as siglas que vão compor o agrupamento partidário, mas, nos bastidores, informações dão conta de que o PT do prefeito João Gomes e o PMDB seriam as legendas de maior envergadura para constituir esta frente.
De acordo com Carlos Antônio, a candidatura à prefeitura é um ponto no qual o partido não abre mão. Ele afirma que seu nome tem sido ventilado juntamente com outros quadros do SD que também estariam angariando espaço para o projeto ao Executivo. Diante da atual conjuntura política, levando em conta que a sigla do parlamentar tem participado da atual administração — Ilmar Lopes da Luz é o secretário municipal de Obras —, tudo indica que, no afunilamento do processo eleitoral, a situação pode ser outra.
Se de fato o Solidariedade anapolino caminhar ao lado do PT, dificilmente o prefeito João Gomes abrirá mão da cabeça de chapa. Deste modo, Carlos Antônio seria empurrado para a vice do atual prefeito, vaga esta que ainda está em aberto e tem sido alvo de especulações e movimentações até mesmo dentro do PT. Inclusive lideranças da oposição tem apostado que o SD não caminharia sem o PT em 2016 e, muito menos, ofereceria resistência para a cabeça de chapa ao petista numa eventual aliança.
Meta de seis vereadores
Em relação às eleições para o Legislativo, o SD trabalha para lançar uma chapa com 53 candidatos à Câmara Municipal, sendo que três deles — Amilton Filho, Mauro Severiano e Vespasiano dos Reis — vão disputar a reeleição. Carlos Antônio afirma que a maioria dos quadros que vão à disputa pelas vagas no Legislativo é predominantemente formada por nomes com experiência eleitoral. “O time de 53 candidatos será de nomes expressivos, de lideranças que já disputaram eleições”, diz. De acordo com o vereador Amilton Filho (SD), o partido busca uma coligação ampla para fazer uma bancada recorde na Câmara. Em 2012, o grupo político de Carlos Antônio — à época no PSC — fez quatro vereadores. Agora, a meta será repetir o feito e avançar sobre pelo menos duas vagas. No último pleito, Amilton obteve 2.965 votos, terminando aquela eleição como o mais bem votado de sua sigla e o segundo no quadro geral de Anápolis. “Carlos Antônio é o candidato à prefeitura e nós vamos trabalhar para fazer no mínimo seis vereadores”, ressalta.
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Luiz Lacerda é nomeado novo secretário de Assuntos Parlamentares | Foto: Prefeitura de Anápolis[/caption]
A Prefeitura de Anápolis deu posse ao novo titular da Secretaria Municipal de Assuntos Parlamentares, o vereador licenciado, Luiz Lacerda (PT). Ele terá a função de mediar a relação entre os poderes Legislativo e Executivo nas matérias de interesse da cidade.
O documento de posse foi assinado pelo prefeito João Gomes (PT) e pelo novo secretário, Luiz Lacerda. O presidente da Câmara Municipal, Lisieux José Borges, classificou como “embaixador da Câmara” o novo titular da secretaria.
“Temos certeza que a escolha do nome do nosso companheiro Luiz Lacerda vem para fortalecer o intercâmbio entre o Legislativo e o Executivo”, afirmou. O deputado federal Rubens Otoni (PT) disse que o prefeito valoriza o Poder Legislativo. “Luiz Lacerda é um vereador entendido, que ajudará em muito esta relação entre os poderes em prol da cidade”, disse o deputado federal.
O novo secretário, Luiz Lacerda, que antes de se licenciar ocupou a presidência da Câmara, se disse privilegiado em poder fazer parte da equipe que tem trazido resultados significativos à população anapolina. “Os resultados desta administração vêm da estreita relação entre os poderes Legislativo e Executivo nos últimos anos. Nosso papel é dar continuidade a esta harmonia benéfica à cidade”, destacou.
O prefeito João Gomes reafirmou a importância do trabalho conjunto entre a Prefeitura de Anápolis e a Câmara Municipal. “A cidade avançou muito e as nossas conquistas têm a participação dos nossos vereadores”, pontuou o prefeito, mencionando que a administração está ainda mais preparada para continuar fazendo as transformações que a cidade precisa. “De mãos dadas com a Câmara é que estamos de mãos dadas com a cidade”, finalizou.
No miniauditório do Centro Administrativo, o prefeito João Gomes (PT) se reuniu com o presidente da Liga Anapolina de Desportos, José Maria Gonçalves, e com representantes do futebol amador de Anápolis. A reunião que também contou com a presença do secretário municipal de Esportes e Lazer, Ademir Marinho, debateu sobre as melhorias necessárias para garantir que o campeonato amador seja realizado com toda a estrutura necessária. Após ouvir as reivindicações da categoria, foram debatidas possíveis ações. A Prefeitura de Anápolis apoia os times com repasses financeiros e com manutenções dos campos. Neste ano, foram licitados R$ 100 mil para os devidos reparos no Estádio Zeca Puglise onde também acontecem os jogos. O prefeito João Gomes destacou que a política de incentivo ao esporte em Anápolis sempre foi forte e a meta é continuar com os investimentos. “É claro que precisamos avaliar o que tem sido feito e atender na medida do possível.”
Dando prosseguimento à política de relacionamento com membros da Assembleia Legislativa, o prefeito João Gomes recebeu em seu gabinete, o deputado estadual Simeyzon Silveira (PSC). Reafirmando o bom relacionamento entre os agentes políticos, o deputado se colocou à disposição do município nas matérias de interesse da cidade. Também estavam presentes no encontro os vereadores pelo PSC no município, Wederson Lopes e Jerry Cabeleireiro. Na oportunidade, o deputado eleito fez o compromisso com o município, reafirmando a disposição em trabalhar pelos interesses da cidade. “Reservarei parte das emendas em benefício deste importante município goiano”, disse o deputado. João Gomes ressaltou a importância de celebrar parcerias com os políticos que podem contribuir com o desenvolvimento da cidade. “Todos os nossos deputados têm a responsabilidade com Anápolis. É a nossa cidade que fomenta boa parte da economia do Estado e deve receber feedback dos líderes estaduais”, pontuou o prefeito.
Promover e incentivar a prática reflexiva de arte contemporânea. É com esta pretensão que se apresenta o projeto Rede Anapolina de Arte / Teia Anapolina de Artes Visuais. A proposta consiste na realização de oficinas abertas à participação de artistas e estudantes de arte anapolinos e, também, de cidades próximas, que têm Anápolis como referência na difusão das artes visuais no Estado de Goiás. As inscrições, gratuitas, podem ser feitas no período de 30 de janeiro a 20 de fevereiro, pelo e-mail [email protected]. Para conduzir e fomentar o debate sobre o universo da arte contemporânea estão escalados Divino Sobral, Luiz Mauro e Edney Antunes, três profissionais de competência reconhecida. As oficinas estão organizadas em módulos que compreendem dois finais de semana para cada um dos convidados desenvolverem seus respectivos temas. A produção e curadoria do projeto Rede Anapolina de Arte/Teia, desenvolvido com subsídios do Fundo Municipal de Cultura de Anápolis (Prefeitura/Secretaria Municpal de Cultura), e do Fundo de Arte e Cultura do Estado de Goiás, é do curador independente Paulo Henrique Silva. Ele explica que o ciclo de debate e reflexão proposto por ele não ficaria completo sem um resultado palpável dessas oficinas, afinal trata-se de uma abordagem sobre artes visuais e, por este motivo, todos os participantes serão convidados a produzir trabalhos que, posteriormente, serão catalogados e apresentados ao público em exposição na Galeria Antônio Sibasolly, unidade da Secretaria Municipal de Cultura de Anápolis.
(“That was Laura, but she's only a dream”) Saio de Goiânia, mas Goiânia não sai de mim. Se perto, toda cidade é melhor que a minha. Se longe, nenhuma cidade é páreo pra minha. (Pode-se substituir “cidade” por “mulher” e se chegará à mesma -- e melancólica -- conclusão.) São Paulo, por um megaexemplo, é o maior barato. Mas na minha Goiânia a comida é barata, e a água, abundante. (Como o amor da mulher amada, que era pouco e se acabou.) Que os novos bandeirantes não me ouçam, não me leiam, não me interroguem. Terá sido uma profecia a bravata do Anhanguera? Desembarco na Estação Tietê. Por certo havia um rio por lá. O Tietê? Agora há só uma estação sem chuvas e muitos paulistanos perdidos. Aliás, para cada estação – sem chuvas, diga-se -- há muitos paulistanos perdidos. Estação da Luz, enigma que o autofalante me decifra. Pra quê tanta escada, meu Deus! Cadeirantes de todas as estações, uni-vos. Em Goiânia não há metrô nem autofalante, mas tampouco há escadas. Nem calçadas., Ai de mim que sou andante! E romântico. Agora é Estação Ana Rosa, sussurra o pregão. E eu me lembro da mulher amada: “que é da Rosa nos cabelos?” Não é hora. Mulher amada em Goiânia não há mais: já era. Por Deus, sem mais nem menos? “Estação Paraíso”, avisa a anódina voz. Terei perdido o meu para sempre? “Senhora, por que me abandonaste?” Vila mariana. Viva Mariana! Eis uma rima fácil para uma vaga esperança. “...saída à esquerda do vagão”. Será a Praça da árvore? Ainda bem que não ando só: dois vagabundos, o Nei e eu, vagões adentro, vagões afora. Vagamundo! Na Praça da Árvore chove uma chuvinha imaginária a que costumam chamar garoa. Não dá pro gasto, mas já é um alento. No bar do Pincel, os amigos do Nei me desenham um coração corintiano. É falso, mas não deixa de ser um coração-reserva, já que o titular anda meio mal das pernas. Falar em pernas, com um par daquelas eu ia até pra Irlanda. Mas a proverbial sisudez das beldades paulistanas – será solidão? -- me faz querer voltar mesmo é pra minha Ítaca sem Penélope. Ah, as mulheres de Goiânia! Ah, uma mulher em Goiânia. Sigo sendo um gavião fiel. Enquanto leio a “Ode Marítima”, descemos a Santos: lá sou amigo do Nei. Praia, sol e cerveja. E os novos amigos de infância me protegem do excesso de praia, de sol, de cerveja. E de cidades, e de saudade... São Paulo, cidade dos excessos. Até a falta d’água é um excesso. E o recesso da chuva, e a chuva, quando vem. “Em Goiás não havia navios e tivemos de inventar tudo, até as palavras”, me explica o poeta exilado. Ele agora reinventa ideias de esquerda para um Partido vivo – e canhoto, graças a Deus. O poeta Adalberto Monteiro me abre a casa, me dá do melhor vinho, arranca-me a verdade e me acalenta o combalido coração – o titular – com versos assim: “Renascer (por Adalberto Monteiro) O encanto fugiu, avoou e se acabou. Não há o que fazer, nem mesmo ouvir um tango. No amor o desencanto Equivale à morte. Ele expele, Afasta, finda, sepulta, crema. Com a mesma força que o encanto Atrai, aproxima, entrelaça. Por ora não há nada a fazer Senão ocupar-me da terrível tarefa De retirar milhares de camadas de ti Que se fixaram em mim. De tanto dormires sobre o meu peito, A máscara do teu rosto ficou moldada Por sobre o meu coração. Quando, novamente, o infortúnio atravessar Uma faca enferrujada na minha carne Não terei as tuas mãos para sacá-la De minhas entranhas. Quando for lua cheia Não te terei ao lado, Para aos berros anunciá-la a ti Como se estivesse a anunciar a descoberta De um astro novo. Inúteis as lágrimas. Dispensável pôr –me de joelhos. Se alegre, se saltitante, À tua frente, como um potro adolescente, Deixei de te encantar, Não seria com a espinha dobrada E os olhos nevados de sal Que eu faria o teu coração Novamente bombear Carinho por mim. Nada a fazer. Exceto aprender, com a aurora A renascer”. E eu, paulistano só por um instante, me perco a cada estação, a ver navios que não há – posto que jamais os tenha visto. Só os invento, porque sou goiano. Renascerei?
Benyamin Netanyahu discursará pela terceira vez no Capitólio americano e isso pode não ser nada bom
Arthur de Lucca Gostei da entrevista do professor Dione Antonio de Carvalho (edição 2065). Como não poderia deixar de constar, estava lá a frase-clichê: “Tudo o que fizemos até hoje, nos últimos 30 anos, para resolver esse problema, em qualquer lugar do mundo, esteve ligado à política da guerra ao tráfico. E uma coisa que ficou clara é que isso não funcionou.” Parecia que eu estava lendo a “Superinteressante”, em que o editor-chefe é um incansável defensor da legalização. Faltou ser mencionado o Uruguai, aquela potência de país de 3 milhões de habitantes que está dando exemplo ao mundo. O que eu queria saber do sr. Dione é minha incompreensão, quando ele afirma: “quando legalizamos já se desarticula uma atividade criminosa. Isso é certeza: vai acabar com o tráfico, embora não com o uso”. Então, o que os traficantes irão fazer? Pleitear uma das 396.993 vaguinhas de emprego criadas pelo governo PT–PMDB em 2013? Arthur de Lucca é representante comercial.
“Vanderlan seria o Márcio Lacerda de Goiás”
Di Almeida Acabo de ler o Editorial da edição 2065 do Jornal Opção. Vanderlan Cardoso (PSB) é, sem dúvida alguma, o melhor nome para prefeito de Goiânia. A aliança mais coerente seria mesmo PSB–PSDB, tendo em vista que ambos os partidos são da oposição em nível federal. O Vanderlan seria o Márcio Lacerda [prefeito de Belo Horizonte pelo PSB]. E — político habilidoso, com bom discurso e sendo um gestor experimentado — tem muita chance de vencer. Jayme Rincón (PSDB) deveria continuar o bom trabalho na Agetop [Agência Goiana de Transporte e Obras]. E-mail: [email protected]“Por esse modelo inescrupuloso, a morte virá por inanição”
Elcival Machado
Sob o prisma de algumas teorias científicas, parece obvio que o mundo um dia acabará. O sol é uma estrela e por isso vai morrer um dia. Crescerá exageradamente e, ao se aproximar da Terra, destruirá toda forma de vida. Depois, transformar-se-á em uma estrela do tipo anã branca. Mas isso é para daqui a bilhões de anos.
Na atual circunstância, em relação à matéria “Para qual planeta o seu neto vai se mudar?” (Jornal Opção 2065), creio que, em função do modelo de desenvolvimento econômico adotado em nosso planeta, a tendência é a destruição dos rios, lagos e florestas para a plantação de cereais e criação de gado, o acúmulo de riquezas de alguns e os superávits nas balanças comerciais dos países. Não me considero malthusiano, mas avalio que esse modelo inescrupuloso (que destrói a fauna e a flora silvestre) tem levado à exaustão os recursos naturais e, consequentemente, poderá haver catástrofes grandiosas que deverão diminuir consideravelmente a capacidade produtiva do planeta e, com isso, a ausência de bens de consumo essenciais à vida humana. A morte virá por inanição. Então beberemos areia e comeremos pedra até o toque das trombetas do juízo final.
Elcival Machado é sociólogo.
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Elismar Veiga lidera grupo que pretende fazer cinco vereadores em Anápolis[/caption]
Das 23 vagas na Câmara Municipal de Anápolis, o G3, grupo formado pelo PHS, PSD e PEN, promete trabalhar para ocupar pelo menos cinco nas eleições para o legislativo do ano que vem. O triunvirato de partidos que deve fechar em torno da candidatura de Elismar Veiga (PHS) à prefeitura, tem como meta avançar sobre o Legislativo municipal na tentativa de reverter a atual situação no qual nenhuma das siglas possui um representante na Casa.
Faltando mais de um ano para as eleições municipais, o G3 começou a se movimentar para chegar com capilaridade e com melhores condições eleitorais para enfrentar a máquina petista do prefeito João Gomes (PT) e o PSDB do governador Marconi Perillo e do deputado federal Alexandre Baldy. O grupo vai promover uma série de seminários nas diversas regiões da cidade em busca da consolidação do projeto político. São nesses encontros que os dirigentes do partido acreditam que será possível a formação dos times que vão entrar na disputa eleitoral.
Segundo Elismar Veiga, a ideia é que cada partido que compõe a frente oficialize pelo menos 34 candidaturas a vereador numa chapa pura. Porém, se houver necessidade de formar uma coligação, o plano se voltará para formação de uma frente de 46 candidatos. Todavia, tudo isso será definido no ano que vem, já que está em conversação a adesão de mais dois partidos que podem entrar no agrupamento político tornando-o em um possível G5. “Os seminários vão ajudar os partidos e os integrantes do grupo a formar seus times para disputar as eleições proporcionais”, diz Elismar Veiga.
O consciente eleitoral na última eleição em Anápolis ficou em oito mil votos. Segundo Elismar Veiga a meta do PHS é conquistar cerca de 22 mil votos para eleger três vereadores. Não será uma tarefa fácil, porém o dirigente partidário acredita que a movimentação e a iniciativa do grupo, de antecipar o debate eleitoral por meio do diálogo com a população pelos seminários, poderá render dividendos políticos no futuro próximo. “Esses seminários serão o termômetro da participação popular e estamos animados e confiantes da resposta positiva dos anapolinos.”

