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Tartaruguice: nomes de três editores demitidos permanecem na edição virtual de O Popular

Deus está nos detalhes. Portanto, aquilo que parece sem importância é revelador. No expediente de “O Popular”, na versão impressa, já não consta os nome de três editores demitidos há alguns dias — Karla Jaime, Rosângela Chaves e Wanderley de Faria. No entanto, os nomes dos profissionais permanece na versão online — o que pode configurar, do ponto de vista trabalhista, que ainda estão trabalhando na empresa. A cúpula e a redação de “O Popular” continuam dando pouca importância à versão online — daí a manutenção do nome dos editores na internet.

Jornalista Jales Naves lança ótima biografia de Otávio Lage

“Otávio Lage — Empreendedor, Político, Inovador” (Editora Naves, 351 páginas), de Jales Naves, será lançado na quinta-feira, 23, às 19h, no Salão Dona Gercina Borges Teixeira, do Palácio das Esmeraldas, em Goiânia. O livro do jornalista, que abre uma porta para novas pesquisas e estudos específicos, resulta de uma pesquisa séria e desfaz mitos. Por exemplo: quando governador, Otávio Lage não fechou a Assembleia Legislativa. A informação equivocada deriva de um livro dos professores Itami Campos e Arédio Duarte e repetido por jornalistas. A “arte” deve ser atribuída aos militares. Outros, mais desinformados, chegaram a dizer que Otávio foi nomeado pelos militares, quando, na verdade, foi eleito pelo voto dos eleitores. Jales Naves prova que, acima de tudo, Otávio Lage era um modernizador que entendeu bem seu tempo e, por isso, pôde modificá-lo — melhorando a vida dos goianienses. Era, como nota o biógrafo, um estadista. Se fosse mais ideológico, no sentir de construir não apenas as obras, mas também uma explicação detida sobre o que fez, figuraria com mais peso na história goiana. O livro, muito bem escrito, parece, por ter sido encomendado pela família de Otávio Lage, uma hagiografia. Acredite: não é. Jales, se quiser, pode aprofundar a pesquisa e apresentá-la como dissertação de mestrado em alguma universidade.

Editor da Folha de S. Paulo diz que 50 demissões resultam da crise econômica

O editor-executivo da "Folha de S. Paulo", Sérgio Dávila [foto abaixo, do UOL] divulgou uma nota sobre as 50 demissões na redação do jornal. O título colocado na nota, para efeitos editoriais, não é naturalmente de responsabilidade do jornalista, e sim da redação do Jornal Opção. Nota de Sérgio Dávila A Folha realizou nos últimos dias ajustes em sua equipe. A redução é efeito da crise econômica que afeta o País e atinge a publicidade. As negociações entre o comando da Redação e a empresa duraram semanas e tentaram preservar ao máximo os jornalistas. Em alguns casos, os cortes, sempre o último recurso, foram feitos em comum acordo com o profissional. Algumas áreas estratégicas do jornal não foram afetadas, como a reportagem da Secretaria, que até ganhou um novo integrante; a área digital, que sofreu uma reordenação interna; e o colunismo. Nós buscamos também reagrupar as editorias de equipes menores em núcleos maiores, casos de Ciência e Saúde, que passaram para Cotidiano; F5, que se incorporou à Ilustrada; e Comida, Folhinha e Turismo, agora juntos em Semanais. Reformas morfológicas estão em discussão e devem ser anunciadas nos próximos dias. Elas não envolverão novos ajustes de equipe, no entanto. A meta é tornar o jornal mais eficiente para atender às demandas do leitor, bem como otimizar o funcionamento da Redação. A Folha continua líder em seu segmento, seja em circulação, audiência ou fatia publicitária, faz parte de uma empresa sem dívidas, que integra o segundo maior grupo de mídia do País, e preserva sua capacidade de investimentos editoriais. Por mais dolorosos que sejam os cortes — e eles sempre o são —, o objetivo é adequar o jornal aos tempos atuais, de extrema competitividade pela atenção do leitor e pela verba publicitária. Contamos com vocês para esse desafio. Se tiverem dúvidas, sugestões ou críticas, não deixem de me procurar.

Guarda Civil de Aparecida de Goiânia extrapola, desrespeita a lei, prende e algema jornalista

Na ditadura, o perigo, quando se tratava do cidadão comum, nem era mesmo o general, e sim o guarda da esquina, disse um eminente político. Pós-ditadura, caracterizando que ela vive no interior de alguns (talvez vários) policiais, o guarda da esquina continua, às vezes, sendo um risco para os indivíduos. O jornalista Átila Giovani Lima Freitas [foto acima, de seu Facebook], da Fonte TV, ao acompanhar a abordagem de um jovem, em frente ao Buriti Shopping, em Aparecida de Goiânia, acabou detido, algemado e levado para o 4º Distrito Policial, em Aparecida de Goiânia, pela Guarda Civil Metropolitana. Havia algum motivo para a detenção do repórter? Nenhuma. Ele se identificou, não atrapalhou o trabalho da Guarda Civil Metropolitana e não oferecia nenhum risco. Os agentes, eles sim, não respeitaram a lei. Sequer permitiram que Átila Giovani desse um telefonema para a família ou advogado. A história é contada pelo repórter Elpides Carvalho, na edição de quarta-feira, 15, do “Diário da Manhã”.

Arnaldo Jabor é demitido pelo Estadão

Arnaldo Jabor, o cronista da classe média anti-governo, ou talvez anti-PT, além de crítico (modernizador-liberal) de comportamento — autor de textos viscerais, com frases que passaram a ser citadas com frequência nas redes sociais —, foi demitido do “Estadão” na terça-feira, 14. Em julho de 2001, afastado da “Folha de S. Paulo”, o ex-diretor de cinema foi contratado por “O Estado de S. Paulo” com estardalhaço: “Polemista nato, Jabor promete incendiar as páginas do ‘Caderno 2’ com suas inflamadas opiniões sobre política”. Pelo visto, o editor atual do jornal não pensa o mesmo. Ou a empresa. Jabor era um dos colunistas mais lidos do jornal.

Biografia conta história de Pedro o Grande, o modernizador da Rússia que precedeu Lênin e Stálin

PEDRO - O GRANDE A Editora Amarilys põe nas livrarias brasileiras o livro "Pedro O Grande -- Sua Vida e Seu Mundo" (tradução de Maurício Tamboni, 1075 páginas), do especialista Robert K. Massie. Numa prova de sua excelência, a obra ganhou o prestigioso Prêmio Pulitzer. O livro sobre o brutal modernizador da Rússia -- um pré-Lênin e Stálin -- é considerado uma obra-prima pela crítica especializada. Pedro O Grande era, a um só tempo, iluminista e, digamos, bárbaro. Robert K. Massie é autor do livro "Catarina, a Grande" (Editora Rocco).

Globo contesta texto do Jornal Opção, fala de Patrícia Poeta e diz que programas regionais continuam

“A Globo fez mexidas na grade para ampliar a programação regional. A regionalização é uma prioridade estratégica da emissora”, afirma a Globo Comunicação

Zezinha Veiga não é mais a diretora comercial da TV Goiânia Band na área de varejo

Zezinha Veiga, de 56 anos, deixou a diretoria comercial da TV Goiânia Band, mas apenas a área de varejo. A partir de 1º de abril, passou a atender os governos federal, estadual e municipais e grandes clientes de São Paulo que são anunciados no mercado goiano. Competente, Zezinha Veiga fez sucesso primeiro na TV Serra Dourada, onde trabalhou vários anos. Depois, fez um trabalho bem-sucedido na TV Goiânia. Dois publicitários disseram ao Jornal Opção que se trata de "uma profissional do primeiro time". "Craque", disseram.

Tarso de Castro é o jornalista que criou o Pasquim e namorou a atriz americana Candice Bergen

Biografia de Tom Cardoso revaloriza participação de Tarso de Castro na criação de O Pasquim, o jornal que abalou a República, e relata a paixão da atriz americana pelo jornalista

Ao contrário do que diz O Popular, Vanderlan Cardoso nem sempre fez oposição a Marconi Perillo

O repórter Luís Gustavo Rocha [foto, do seu Facebook], do “Pop”, entrevistou o empresário Vanderlan Cardoso (“Aliança com governo — ‘Há arestas a serem aparadas’”; domingo, 12), possível candidato a prefeito de Goiânia pelo PSB, em 2016, e começa assim a apresentação: “O empresário Vanderlan Cardoso, que sempre foi oposição ao governador Marconi Perillo (PSDB)”. Totalmente equivocado e o erro prova que a demissão de jornalistas experientes fez mal ao jornal. Até fevereiro de 2010, o ex-prefeito de Senador Canedo era aliado do governador Marconi Perillo e o elogiava com prodigalidade. A partir de março daquele ano, ao assumir que seria candidato a governador, é que passou a criticá-lo.

A história da criação da música “Amélia” por Mário Lago e Ataulfo Alves

Até o diretor de cinema Orson Welles se encantou com a música Amélia

Uma história de maldade que faria Dostoiévski corar

A repórter Rosana Melo, do “Pop”, publicou uma entrevista impressionante na edição de terça-feira, 7, sob o título de “Nosso problema é pessoal”. Sueide Gonçalves da Silva, de 54 anos, uma Ras­kól­nikov aparentemente sem cultura, conta por qual razão matou a cozinheira Marizete de Fátima Ma­chado, de 56 anos. A versão dominante é que a pamonharia na qual trabalhava Marizete de Fátima vendia mais do que o estabelecimento de Sueide da Silva. Na entrevista, a assassina confessa acrescenta uma nuance: “Marizete era feiticeira e fez um trabalho de feitiçaria que matou minha mãe. (...) Ela enterrou um vaso de barro no lote ao lado da minha casa há nove anos e desde então emagreci e vivo na depressão. (...) Pensei em jogar álcool nela no meio da rua, porque é assim que se mata feiticeiros desde a Inquisição. (...) Dei quatro tiros nela. Um acertou na cabeça. Depois joguei álcool e foto. (...) Arrependo de ter jogado pouco álcool. (...) Arrependo-me apenas de ter envolvido meu filho [Wilian Divino da Silva Moraes] nisso. No início pensei até em contratar alguém para matá-la, mas depois resolvi que eu mesma ia fazer isso. Eu a odeio. Ela mereceu isso”. Observe-se que Sueide Silva fala como se Marizete estivesse viva, quer dizer, não deixou de odiá-la mesmo depois de tê-la matado. Fiódor Dostoiévski, o de “Crime e Castigo”, ficaria corado com tanta maldade. Pode ser que Sueide da Silva, apoiada por algum advogado, esteja preparando a tese de “insanidade mental”? Não se sabe. Vale ficar de olho no que disse: “Tudo saiu da minha cabeça mesmo e eu não sou louca.” Isto pode dizer muito mais do que aparenta — contra e a favor.

Hélio Pólvora traduziu romance de Faulkner com mestria insuperável

[caption id="attachment_32693" align="alignleft" width="620"]Hélio Pólvora, prosador: traduziu Faulkner mas sem “desentortá-lo” Hélio Pólvora, prosador: traduziu Faulkner mas sem “desentortá-lo”[/caption] Quem leu William Faulkner em português sabe que as traduções de Hélio Pólvora são de excelente qualidade. Sua versão de “Enquanto Agonizo”, um dos mais importantes romances do escritor americano, mantém, com rara precisão, a linguagem enviesada da obra. Por que o escritor, tradutor e crítico baiano transcreveu a complexa história de Addie Bundren, uma Ulisses em busca de sua Ítaca — só que morta, mas com a história tornando-a mais viva do que nunca, e com os vivos (o marido e os filhos) parecendo fantasmas numa procissão —, com tanta felicidade? Primeiro, óbvio, porque tinha domínio total das línguas de partida e de chegada. Segundo, porque, como escritor e crítico, conhecia bem literatura, notadamente a literatura moderna, tipo James Joyce, Guimarães Rosa e Faulkner. Sente-se, na leitura de “En­quanto Agonizo”, que Faulkner está “vivo” em português. A tradução é tecnicamente irrepreensível e, ao mesmo tempo, é ricamente literária. A tradução de Wladir Dupont não é ruim, também é precisa, mas falta alguma coisa, sabe-se lá o quê. Numa formulação imprecisa, talvez seja possível sugerir, mais do que afirmar, que a versão de Hélio Pólvora é mais literária e captura os vieses de Faulkner de maneira mais milimétrica. A precisão de Wladir Dupont, quiçá derivada de sua formação jornalística, é fato, mas há uma secura talvez excessiva no texto. Sua versão, embora muito boa, é mais solene, por assim dizer. Não é preciso desentortar Faulkner para torná-lo legível. Hélio Pólvora faleceu no dia 26 de março, aos 86 anos, com escassa repercussão na imprensa. Tinha câncer e morreu de uma parada cardiorrespiratória. Ele era escritor, autor de “Os Galos da Aurora”, “Inúteis Luas Obscenas”, “Don Solidon”, “Memorial de Outono” e “Contos da Noite Fechada”. Sua literatura foi traduzida em vários idiomas, como espanhol, inglês, francês, italiano, alemão e holandês. Era jornalista — escreveu na “Veja”, no “Jornal do Brasil”, no “Correio Braziliense” e em “A Tarde”. No último, escrevia editoriais e crônicas no “Caderno 2”. Trecho de "Enquanto Agonizo" Cash, personagem de "Enquanto Agonizo" (página 191), diz: "Às vezes eu me pergunto se alguém tem o direito de dizer se um homem está maluco ou não. Às vezes eu penso que nenhum de nós é inteiramente louco ou inteiramente são, até que a maioria nos identifica de uma ou de outra maneira. Não importa muito a maneira como um homem age, e sim a maneira como a maioria das pessoas olha-o enquanto ele age". (Página 191) ["Enquanto Agonizo", de William Faulkner. 212 páginas, Expansão Editorial, 1978, tradução de Hélio Pólvora] Trecho do prefácio de Hélio Pólvora para “Enquanto Agonizo” “A tradução requer algumas palavras. O estilo de Faulkner, aqui, é direto, extremamente condensado, como se ele pretendesse carregar uma frase ou uma palavra do maior número possível de significações. O tradutor optou pela versão quase literal do texto, somente a ela fugindo quando forçado pela necessidade de clareza. O outro critério possível neste caso seria traduzir literariamente a linguagem de Faulkner; o texto ficaria mais bonito, mais fluente, mas não teria a rudeza, o coloquialismo e a feroz condensação do original. O leitor não afeiçoado a este universo deve nele procurar penetrar munido de paciência: a cena vai se esclarecendo aos poucos, à medida que falam as personagens. Certos trechos permanecerão obscuros, porque, em alguns casos, as personagens não sabem o que dizer ou como dizer. Conforme observou o próprio Faulkner, ‘ninguém procura ser obscuro só pelo prazer de sê-lo. Mas, em certos momentos, o escritor é simplesmente incapaz de encontrar um meio mais eficaz de contar a história que busca contar’”. (Página 13)  

Barbara Heliodora era uma grande crítica de teatro porque escapou ao populismo patropi

[caption id="attachment_32687" align="alignleft" width="620"]Foto: Vanor Correia/ GERJ Foto: Vanor Correia/ GERJ[/caption] Eu dizia a amigos, de brincadeira: a Barbara Heliodora — sem acento no primeiro “a” do prenome — não morre, é eterna. Aos que perguntavam se estava falando sério, eu acrescentava: “Claro, note que, com mais de 80 anos, continua escrevendo e traduzindo. Não vai morrer. Não pode morrer. É o ponto de contato de Shakespeare — e sem a fajutice da psicografia — com o Brasil”. Pois é: eu estava brincando — todos morrem, inclusive Roberto Marinho, Barbara Heliodora, Bertrand Russell e, quem sabe, José Sarney. Barbara Heliodora morreu na sexta-feira, 10, aos 91 anos, no Rio de Janeiro. Mas alguns se tornam mesmo eternos, inscrevendo seus nomes na história — ao menos na história cultural — da humanidade. Quem era o prefeito de Paris no tempo de Gustave Flaubert? Nem os franceses sabem. Mas quem não sabe que Flaubert é autor de dois romances magistrais, “Madame Bovary” e “A Educação Sentimental” (talvez seu melhor livro, porém menos emblemático, dados o tema do adultério e a crise judicial, do que o outro)? Barbara Heliodora escrevia artigos-ensaios em “O Globo” — alguns até pequenos e circunstanciais —, mas quase todos devem sobreviver, como os textos de Décio de Almeida Prado e Sábato Magaldi. A crítica teatral de Barbara Heliodora surpreendia porque não era populista, não queria agradar, mas entender e explicar o trabalho de criação, adaptação, direção, e atuação dos atores. “A crítica condescendente é um engano”, assinalava. Quando Gerald Thomas apareceu como o suprassumo da renovação teatral, com suas pirotecnias cenográficas, alguns críticos de teatro, embasbacados, teceram-lhe loas. Cheguei a pensar, lendo as “críticas” (aspas urgentes) que era uma espécie de Samuel Beckett reencarnado. Alerto: claro que não cheguei a pensar. Porém, quando li as críticas corajosas de Barbara Heliodora, concluí: tá aí uma mulher que não tem medo de denunciar empulhações da cultura inculta (e não estou insinuando que Gerald Thomas é uma empulhação, porque ele tem seu valor). Barbara Heliodora era uma educadora e, por isso, sabia que era preciso alertar o espectador sobre a qualidade, ou falta de, das obras teatrais encenadas. Suas críticas eram luminosas, enxutas, sem tergiversações. Nada de politicamente correto, mas também nada de exagero para chamar a atenção. Sua crítica era sólida — devido seu amplo conhecimento de teatro e da cultura em geral — e direta. Provocava reações destemperadas. Acredito que, se fosse homem, teria apanhado pelo menos umas cinco vezes. A Barbara Heliodora que mais me agrada é a tradutora de Shakespeare. Suas traduções são de excelente nível. Porque, além de domínio perfeito das línguas Portuguesa e Inglesa, conhecia toda a obra do dramaturgo e poeta britânico e era leitora de seus principais intérpretes. O autor de “Hamlet”, “Rei Lear” e “Otelo” era seu alimento diário — daí as traduções escorreitas. Suas versões, sem apagar a história das obras — que está vinculada à língua de seu tempo e ao teatro (daí o tom, digamos, quase declamatório) —, o tempo em que estão vinculadas, torna Shakespeare nosso contemporâneo. Desdatando-o, por assim dizer, mas sem destruir a força do tempo em que as peças foram criadas. Shakespeare fica mais vivo no português “criado” por Barbara Heliodora para torná-lo nosso contemporâneo. Não bastasse ter traduzido Shakespeare, escreveu minuciosamente — explicando-o com o máximo de clareza — sobre o bardo. Suas obras perdem quase nada — se perdem alguma coisa — para livros fundamentais de Harold Bloom e Frank Kermode (autor de uma obra seminal sobre o autor de “Macbeth”). “Falando de Shakespeare”, “Refle­xões Shakesperianas” e “Shakespeare: O Que as Peças Contam —Tudo o Que Você Precisa Saber Para Descobrir e Amar a Obra do Maior Dramaturgo de Todos os Tempos” são livros cruciais, deliciosas e, mesmo, eruditos. Se traduzidos para o inglês, Harold Bloom, que diz que Shakespeare inventou o homem moderno, por certo adoraria-os.