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Com Iris fora do páreo, PMDB e PSDB podem se unir em 2018 contra Ronaldo Caiado

[caption id="attachment_67498" align="alignright" width="620"]Governador Marconi Perillo e prefeito Maguito Vilela | Foto: Humberto Silva Governador Marconi Perillo e prefeito Maguito Vilela | Foto: Humberto Silva[/caption] Há quem aposte que em 2018 se terá um novo cenário político em Goiás, sobretudo se Iris Rezende não for candidato a prefeito e, principalmente, se for derrotado. Se for eleito, fica forte e tende a bancar Ronaldo Caiado para governador. Mesmo se o senador não sair do DEM; o peemedebista acredita que pode convencê-lo a se filiar ao PMDB, porque o DEM praticamente inexiste em Goiás. Porém, se Iris Rezende estiver fora do páreo, o cenário pode ser outro. O grupo de Maguito Vilela não tem ranços pessoais em relação ao governador de Goiás, Marconi Perillo. Por isso, não será nada surpreendente se PSDB e PMDB marcharem unidos em 2018, com um dos partidos indicando o candidato a governador e o outro, o vice. Unidos, certamente, enfrentarão Ronaldo Caiado, do DEM.

Michel Temer disse que referências a Ana Carla Abrão são positivas

[caption id="attachment_32229" align="alignright" width="620"]Secretária da Fazenda, Ana Carla Abrão: “Optamos pelo déficit porque a dívida não é um problema” Secretária da Fazenda, Ana Carla Abrão[/caption] O presidente Michel Temer comentou com pelo menos dois políticos de Goiás que as referências sobre a secretária da Fazenda, Ana Carla Abrão, são “positivas”. O núcleo duro do governo Temer sugere que a indicação de Ana Carla Abrão poderia agradar tanto o PSDB do governador Marconi Perillo quanto o PSB da senadora Lúcia Vânia. Há, por fim, o fato de Ana Carla ser mulher. O primeiro escalão precisa de mais mulheres, porque o governo Temer está sob pressão da sociedade. Mas, se a economista for indicada — ela contesta a informação de que tenha sido sondada —, não será porque é mulher, e sim porque é competente e afinada com as ideias do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. Além de que, embora seja uma indicação técnica, agradaria a aliança política. Doutora em economia pela USP, Ana Carla tem sido chamada de “a Maria Sílvia de Goiás” (Maria Sílvia é a competente presidente do BNDES, convocada para corrigir os erros cometidos pelo economista Luciano Coutinho).

Ana Carla Abrão aceitou cargo em Goiás para cacifar-se para projetos nacional

[caption id="attachment_62421" align="alignright" width="620"]Secretária Ana Carla Abrão em entrevista ao Jornal Opção | Foto: Renan Accioly / Jornal Opção Secretária Ana Carla Abrão em entrevista ao Jornal Opção | Foto: Renan Accioly / Jornal Opção[/caption] Na semana passada, a imprensa de São Paulo, notadamente a “Folha de S. Paulo”, noticiou que Ana Carla Abrão é cotada para o Ministério do Planejamento. Ana Carla Abrão aceitou a incumbência de dirigir a Secretaria da Fazenda de Goiás com a finalidade de ganhar experiência pública e, em seguida, galgar postos na administração federal. Pode se tornar política? Pode. Mas seu objetivo é se tornar uma executiva de primeira linha no plano nacional. Uma ministra da Fazenda ou mesmo do Planejamento. Ou presidente do Banco Central.

UPA de Catalão é uma obra consagradora. Crítica da oposição pode ser o fatal tiro no pé

O governador Marconi Perillo participou da inauguração da Unidade de Pronto Atendimento de Catalão, na semana passada. A UPA é uma das maiores do país. A obra, tida como consagradora, assustou a oposição, que, ao falar mal dela, pode acabar dando um tiro no próprio pé. A inauguração da UPA de Catalão contou com show da dupla sertaneja Israel e Rodolfo.

Geneilton de Assis não é poste. Mas precisa entender que não é Humberto Machado

[caption id="attachment_68292" align="alignright" width="620"]Arquivo Arquivo[/caption] Geneilton de Assis, pré-candidato a prefeito de Jataí, visitou a redação do Jornal Opção na semana passada. Não se trata de um poste. É um jovem articulado e que formula suas ideias com precisão e clareza. Pode surpreender o favorito, Victor Priori, do DEM. Inteligente e perspicaz, Geneilton de Assis sabe, porém, que não é o prefeito Humberto Machado. Ele tem de convencer o eleitorado de que não será teleguiado, de que terá autonomia. Um prefeito bem avaliado como Humberto Machado, que é competente e sério, transfere votos? Sim. Mas o candidato tem de fazer a sua parte, tem de provar que será um passo adiante, e não o repeteco da gestão anterior.

A verdade: Maguito Vilela banca candidatura de Victor Priori em Jataí

[caption id="attachment_68290" align="alignright" width="620"]Maguito Vilela e Victor Priori Maguito Vilela e Victor Priori[/caption] O prefeito de Aparecida de Goiânia, Maguito Vilela (PMDB), apesar dos desmentidos de alguns aliados, banca mesmo a candidatura de Victor Priori (DEM) para prefeito de Jataí. Motivo: pode ser candidato a governador em 2018, operando uma grande aliança política — ele gostaria de incluir até o PSDB —, e planeja contar com o apoio da estrutura política e, sobretudo, financeira do democrata.

Só Maguito Vilela pode retirar Ronaldo Caiado do páreo em 2018. Daniel Vilela não tira

Há quem aposte que, se o PMDB bancar a candidatura do deputado federal Daniel Vilela para governador, em 2018, o senador Ronaldo Caiado, por não considerá-lo experimentado e forte, também será candidato. Porém, se Maguito Vilela se apresentar como candidato, o democrata tende a sair da disputa. Vale lembrar que, em 1994, foi derrotado pelo peemedebista.

Temeristas sugerem que Ronaldo Caiado não sabe ser governo. Sabe ser apenas oposição

[caption id="attachment_41896" align="alignright" width="620"]Ronaldo Caiado foi o entrevistado do programa Roda Viva da última segunda-feira. Posições firmes marcaram a participação | Foto: reprodução / Roda Viva Foto: reprodução / Roda Viva[/caption] O senador Ronaldo Caiado não parece mais tão entusiasmado com o governo do presidente Michel Temer. O democrata, mais focado na Comissão do Impeachment, também não estaria agradando o governo. Os temeristas sugerem que Ronaldo Caiado não sabe ser governo, sobretudo não saber defender o governo. Parece que é um “eterno oposicionista”. “Parece mais líder de um UNE da direita do que um líder maduro, compromissado com um projeto de poder”, afirma um peemedebista. Publicamente, temeristas elogiam Ronaldo Caiado. Nos bastidores, começam a criticá-lo. Mas todos admitem que se trata de um político qualitativo.

Se for para o segundo turno, Iris Rezende vai enfrentar uma muralha de praticamente todos os partidos

[caption id="attachment_57748" align="alignright" width="620"]O ex-prefeito Iris Rezende, o deputado federal Waldir Soares e o governador Marconi Perillo se encontram antes do início do evento na Asmego | Foto: Gabinete de Imprensa Foto: Gabinete de Imprensa[/caption] No segundo turno na disputa pela Prefeitura de Goiânia, se Iris Rezende tiver passado para a etapa seguinte, contra qualquer outro candidato, vai enfrentar um frentão político. Pode terçar forças contra o peemedebista os seguintes partidos: o PSDB do governador Marconi Perillo, o PR de Waldir Soares, o PTB de Luiz Bittencourt, o PT de Paulo Garcia e Adriana Accorsi, o PP de Sandes Júnior e Wilder Morais, o PHS de Eduardo Machado, o PSD de Francisco Júnior e Vilmar Rocha, o PSB de Vanderlan Cardoso e Lúcia Vânia, o PPS de Marcos Abrão. Até o PT vai virar-lhe as costas, sobretudo porque Iris Rezende articula, de seu escritório, petardos nada inocentes contra a gestão de Paulo Garcia, que agora chama de “filhote de Marconi Perillo”.

Republicano, Marconi leva o petista Paulo Garcia para conversar com ministro tucano

O governador de Goiás, Marconi Perillo, do PSDB, foi o articulador do encontro do ministro das Cidades, Bruno Araújo (PSDB), com o prefeito de Goiânia, Paulo Garcia, do PT. O petista elogiou o tucano-chefe, que apresenta como “republicano”. Iris Rezende, do PMDB, não faria o mesmo.

PT deve apresentar, a partir de julho, o dossiê das dívidas deixadas por Iris Rezende

Na campanha de outubro, sobretudo se Iris Rezende for candidato a prefeito, o petismo vai criar coragem e deve apresentar o dossiê das dívidas do peemedebista. Assim como Iris Rezende está colocando “artilheiros” (Agenor Mariano na linha de frente) para “atirar” no prefeito Paulo Garcia, o PT vai escalar seus “artilheiros” para metralhar a candidatura do peemedebista. Até o asfalto “sonrisal” será apontado e criticado. Petistas garantem que Iris Rezende fez asfalto de baixa qualidade e deixou para Paulo Garcia pagar e, sobretudo, restaurar.

Primeiro-ministro da Igreja Católica, Robson Oliveira banca Tayrone di Martino para secretaria

Bancado pelo padre Robson Oliveira, reitor do Santuário do Divino Pai Eterno de Trindade e uma espécie de primeiro-ministro da Igreja Católica em Goiás, o vereador Tayrone di Martino, do PSDB, se prepara para trocar a Câmara por um cargo no secretariado do governador Marconi Perillo.

Crise entre Lúcia Vânia e Vanderlan Cardoso tem a ver com candidatos a vereador. Ele não abre o cofre

As relações entre o pré-candidato a prefeito de Goiânia, Vanderlan Cardoso (PSB), e a presidente do PSB, senadora Lúcia Vânia, não são exatamente ruins — chegam a ser cordiais. Mas aliados da senadora continuam dizendo que Vanderlan Cardoso “desaparece” — “está sempre na Bahia” ou “enfurnado em Senador Canedo” — e não atende os candidatos a vereador. Já aliados do pré-candidato afirmam que ele não vai repassar dinheiro para candidatos a vereador. Aliás, alguns deles, que se apresentam como postulantes, ainda não estão nem definidos.

Três grupos se preparam para criticar a gestão de Lúcio Flávio na OAB com mais acidez

Já há praticamente três grupos contra a gestão do presidente da Ordem dos Advogados do Brasil-Seção de Goiás, Lúcio Flávio. O primeiro, e mais óbvio, é a OAB Forte, que está se reorganizando, de maneira discreta, para começar a criticar as possíveis falhas da gestão de Lúcio Flávio. O grupo pretende fazer críticas consistentes e responsáveis, indicando, se necessário, que não há avanços. O grupo mais perigoso, porque atuante, é o de Leon Deniz. Recentemente, um aliado de Leon Deniz, ao renunciar à presidência de uma comissão importante da OAB, saiu atirando. Novos passos poderão ser dados. O grupo avalia que Lúcio Flávio está se tornando marconista, o que não procede. O presidente não foi eleito para fazer oposição política, e sim para defender os advogados. O leondenizismo é ligado ao PMDB. O terceiro grupo apoiou Lúcio Flávio, mas não se sente contemplado por sua gestão. Sente-se, na verdade, excluído. Portanto, a partir de agora, vai abrir as baterias críticas. Lúcio Flávio, nesta perspectiva, estaria isolado no poder, com um grupo restrito de amigos e aliados.  

O militar Renato Montalvão Simões, de 34 anos, atende ocorrência e é assassinado

O aspirante cumpriu “o juramento militar realizado ao ingressar na corporação, qual seja o de garantir a ‘segurança da comunidade, mesmo com o risco da própria vida’"