Bastidores
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Foto postada pelo repórter em seu Instagram[/caption]
A candidatura de Djalma Araújo (Rede) à Prefeitura de Goiânia deve favorecer um candidato a vereador: Elder Dias, do PTC. A questão é que os dois têm base na Vila Itatiaia, cujo eleitorado é muito bairrista. Em 2008, Elder foi o segundo mais votado no bairro, ficando atrás apenas de Djalma. À época, o primeiro estava no PMN e o segundo no PT. Com Djalma fora do páreo, Elder aposta que conseguirá se viabilizar.
O candidato tem um grupo de apoiadores formado por professores, líderes de entidades, advogados, profissionais liberais, entre outros. Para ele, isso mostra uma posição diferente, que não é a tradicional do político como “salvador da pátria”, que decide por si.
"Nossas decisões são tomadas em grupo. E fazemos isso para mostrar aos eleitores que eles precisam participar mais e serem coautores, inclusive de uma candidatura. As pessoas não podem ser apenas representadas por um vereador; elas devem participar. Queremos valorizar, para além do discurso, as pessoas e mostrar a elas que político não é autoridade, mas alguém que está no cargo por um determinado período para servir à sua comunidade", relata.
Redator-chefe do Jornal Opção, Elder Dias está licenciado para participar da campanha.
PTB, PSD e PTN se unem e criam terceira via para a disputa da Prefeitura de Anápolis
O senador dá provas de que está pensando numa articulação mais ampla e de longo prazo, sobretudo na disputa para o governo em 2018
O senador Ronaldo Caiado, presidente do DEM em Goiás, recuou, decidiu não apoiar a candidatura de Marlúcio Pereira, do PSB, e voltou a apoiar o candidato do PMDB a prefeito de Aparecida de Goiânia, Gustavo Mendanha.
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Prefeito Maguito Vilela e vereador Gustavo Mendanha | Foto: reprodução / Facebook[/caption]
A recomposição se deu a partir de um almoço entre o líder do partido Democratas e o prefeito Maguito Vilela, do PMDB, na residência do primeiro. Os dois conversaram amistosamente e Ronaldo Caiado decidiu reavaliar a posição do vereador Manoel Nascimento, que não queria apoiar Gustavo Mendanha. A alegação do vereador é que, como o PT vetou um vice do DEM, o partido deveria romper a aliança. Porém, pensando numa futura composição para o governo em 2018, o senador optou por manter o apoio a Gustavo Mendanha.
Os democratas de Aparecida, exceto Nascimento, querem composição com o postulante do PMDB. Um deles disse ao Jornal Opção que o vereador fazia oposição a Maguito Vilela até março deste ano.
Léo Mendanha trabalha com Iris Rezende para tentar manter o apoio do senador e do DEM ao candidato do PMDB, Gustavo Mendanha
O presidente do PSD, Vilmar Rocha, e o deputado federal Thiago Peixoto estão dispostos a bancar o deputado para prefeito de Goiânia
Reunião no Palácio das Esmeraldas leva toda a base para o candidato do PSB a prefeito de Goiânia
Thiago Albernaz, Anselmo Pereira e Manoel Oliveira são três políticos cotados para vice do candidato do PSB
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Arquivo[/caption]
O samba do crioulo doido chegou à política de Goiás? Não é bem assim. Política é articulação, em variados sentidos, e por isso soa, por vezes, como confusão e excesso. Quem não articula, em vários níveis, costuma estrumbicar-se. Por isso, quem está de fora, e não consegue compreender as facetas e singularidades da vida política, fica, não raro, com a impressão de que há, mais do que certo delírio, uma loucura coletiva entre os políticos. Trata-se de um engano. O que ocorre de fato é que, a partir de determinado momento, dadas as datas-chaves, como a das convenções, a política acelera-se. Aí, além dos balões de ensaio convencionais — a vida é frequentemente avessa ao planejamento totalizante —, há as jogadas reais. Ao final, assenta-se tudo, ou quase tudo, e prevalece, quase sempre, o bom senso.
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O que se está sugerindo com o arrazoado acima? Que, na impossibilidade de uma aliança do PSDB com o PMDB — porque 2018 está acopladíssimo com 2016 —, o alto tucanato tende a fechar uma aliança com Vanderlan Cardoso, candidato do PSB a prefeito de Goiânia. O PSDB lançará, tudo indica, seu vice — que pode ser tanto Thiago Albernaz, dado ao fato de ser jovem e neto de Nion Albernaz, ex-prefeito da capital (de rara excelência), ou o presidente da Câmara Municipal de Goiânia, Anselmo Pereira. O deputado estadual Manoel Oliveira também estaria à disposição.
A senadora Lúcia Vânia (presidente do PSB) e Vanderlan Cardoso devem conversar com o governador Marconi Perillo na sexta-feira, 5.
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O tucano Professor Alcides pode receber apoio do DEM. Presidente municipal do partido, Fábio Camargo, nega[/caption]
Às vésperas da convenção do DEM em Aparecida de Goiânia, o partido pode "mudar de lado". Políticos da cidade afirmam que a sigla, que até o momento está na coligação de Gustavo Mendanha (PMDB), caminha para fechar com Professor Alcides. As informações dão conta de que o presidente do municipal do DEM, Fábio Camargo, que é secretário do Meio Ambiente do prefeito Maguito, poderia até ser destituído. Fábio, porém, nega as informações.
Fábio diz que o DEM foi o primeiro partido a apoiar o PMDB e a candidatura de Gustavo e que, portanto, não há possibilidade de voltar atrás, a não ser que seja por intervenção. "Em todas as reuniões que fizemos com o senador Ronaldo Caiado, ele deixou o partido livre para decidir seu caminho e, na última reunião que fizemos com nossos 38 pré-candidatos a vereador, nenhum demonstrou vontade de apoiar o Professor Alcides. Então, a única possibilidade do partido compor com o PSDB é se houver intervenção, o que acabaria com toda a democracia", relata.
A convenção do DEM em Aparecida é nesta sexta, às 18h. O evento acontecerá na Chácara do Passarinho, ao lado do Rodeio Show.
[relacionadas artigos="71779"] O deputado federal Giuseppe Vecci anunciou que não será mais o candidato da base do governo à Prefeitura de Goiânia. O comunicado foi feito ao governador Marconi Perillo (PSDB) na manhã desta quarta, 3. Nos bastidores, falava-se sobre a desistência de Vecci há mais de um mês. O deputado, que é profissional um competente, não conseguiu se viabilizar, embora tenha trabalhado para isso. Os partidos da base não se uniram a seu nome. Por isso, Vecci deixou a disputa. Logo após ser informado pelo próprio Vecci, Marconi intensificou suas articulações para "achar uma solução", visto que as convenções devem ser realizadas até a sexta, 5. Consta que Jayme Rincón (PSDB) está auxiliando Marconi nas conversas e o anúncio da solução encontrada pode ser feito ainda nesta quarta.
O médico Luiz Alberto (PSD) será o vice na chapa do ex-prefeito Gil Tavares (PRB) na disputa pela prefeitura de Nerópolis. Dr. Luiz se lançou no início do ano como candidato a prefeito, mas às vésperas das convenções, aceitou a aliança com Gil Tavares, que é apontado como favorito. A união PRB-PSD fortalece a oposição ao atual prefeito Fabiano Luiz (PSDB) que, como a maioria dos prefeitos, sofre com a rejeição popular. Fabiano fez muitas articulações para ter Dr. Luiz como seu vice, mas o médico preferiu compor com Gil. Agora, Gil e Dr. Luiz contam com uma ampla chapa de vereadores e com apoios políticos importantes, como o do Secretário das Cidades, Infraestrutura e Meio Ambiente, Vilmar Rocha (PSD) e dos deputados federais Thiago Peixoto (PSD) e João Campos (PRB).
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Fábio Sousa e Lucas Calil são cogitados para disputar a Prefeitura pela base governista[/caption]
Com a praticamente certa desistência do pré-candidato do governo para a Prefeitura de Goiânia Giuseppe Vecci (PSDB), o governador Marconi Perillo está pensando em um nome alternativo para apresentar nas eleições deste ano. É o que dizem políticos ligados ao governo.
Segundo informações, o governador já tem conversado com alguns políticos que teriam condições de surpreender nas urnas, aqueles que poderiam ser um "curinga", isto é, fazer uma boa campanha e crescer na reta final com chances de vitória. Dois nomes cogitados são o do deputado federal Fábio Sousa (PSDB) e o do deputado estadual Lucas Calil (PSL).
Nesse sentido, o governador tem conversado com os presidentes dos partidos da base aliada que tinham firmado compromisso de apoiar Vecci e pedido a eles para não "fechar com ninguém" e aguardar a solução do governo. Essas articulações mostram que o governo não tem um interesse imediato em apoiar a candidatura de Vanderlan Cardoso (PSB) e que deve mesmo lançar candidato próprio.
PSD e PTB, que têm pré-candidatos, continuam tentando entrar em acordo com o restante da base para receber o apoio do governo. As conversações continuam até a próxima sexta.
Os presidentes do PV e do PEN em Aparecida de Goiânia, Lorena Ayres e Cleber Coelho registraram sua coligação proporcional. São 38 candidatos. A coligação pretende emplacar três dos 25 vereadores do município. [relacionadas artigos="71187"] As duas siglas também fazem parte da coligação majoritária da base governista em Aparecida, que é composta por PSL, PMN, PMB, PV, PTN, PEN, Rede, PTdoB e Pros e que terá como candidatos Professor Alcides Ribeiro (PSDB) e Coronel Silvio Benedito (PP). "Respeitamos a igualdade e queremos mudar os legisladores de nossa cidade, apoiamos irrestritamente Professor Alcides e Coronel Silvio, sempre a favor de nossa gente, pois avançar é preciso", afirma Lorena, do PV.
Aliança entre os então adversários chama atenção na cidade. Em postagens recentes, o ex-petista tecia críticas pesadas à atual administração
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Vanderlan Cardoso durante entrevista ao Jornal Opção[/caption]
Serão definidas, nesta semana, todas as candidaturas à Prefeitura de Goiânia. E o prolongar das negociações tem nome, ou melhor, lugar: Senado. Eis a situação: em 2018, há duas vagas para senador — Ronaldo Caiado (DEM) ocupa a terceira vaga e cumpre seu mandato de oito anos. Uma vaga está “garantida” para Marconi Perillo, que não pode se reeleger ao governo e deve se tornar novamente senador. Pelo lado da base, resta uma vaga, que já está sendo disputada.
Na fila estão: Lúcia Vânia (PSB), que é senadora; Vilmar Rocha (PSD), que foi o candidato na última eleição; Wilder Morais (PP), que assumiu a vaga de Demóstenes Torres; Roberto Balestra (PP), que há tempos quer disputar o cargo; Magda Mofatto (PR), que já se postula à vaga; e Jovair Arantes (PTB), que pode se colocar na disputa, caso não consiga se eleger presidente da Câmara no ano que vem.
Nesse cenário, Lúcia e Vilmar são os atores principais. O presidente do PSD joga para assegurar o lugar. Em Aparecida, como informou esta coluna na última edição, à revelia da base estadual que está unida em torno da candidatura do Professor Alcides (PSDB), o PSD declarou apoio ao candidato do prefeito Maguito Vilela (PMDB) — Vilmar e Maguito têm se reunido com frequência. Já Anápolis e Goiânia estão ligadas: Vilmar e Jovair teriam entrado em acordo.
Em Goiânia, Luiz Bittencourt (PTB) seria o vice de Francisco Júnior (PSD); em troca, o PSD abriria mão da candidatura de Olegário Vidal em Anápolis para apoiar o candidato do PTB, Roberto Naves. Em Anápolis, o acordo está concretizado e a aliança já foi, inclusive anunciada: Roberto terá como vice Márcio Cândido, do PSD — Vilmar e Jovair estavam presentes no dia do anúncio. Em Goiânia, por outro lado, ainda não houve anúncio da aliança e o motivo é justamente a continuação das conversas para uma possível união da base.
Feita a contextualização, podemos entrar nos argumentos que levam à afirmação do título. Na capital, está mais que certo que Giuseppe Vecci não será candidato. Deve assumir a secretaria de Desenvolvimento, que ainda está vaga após a saída de Thiago Peixoto (PSD). Vislumbrando a possibilidade de ter o apoio da base para seus candidatos, Vilmar e Jovair aguardam o desenrolar das conversas, que devem se estender até o dia 5.
Porém, muitos da base querem compor com Vanderlan Cardoso (PSB), pois acham que ele é o candidato com maiores chances de vencer a eleição. Vanderlan, entretanto parece não querer firmar a aliança, embora saiba que precisa do apoio de alguma grande estrutura para vencer seu principal concorrente, o Delegado Waldir (PR). Entra em jogo, então, a figura de Lúcia Vânia. Lúcia é a presidente do partido e pode firmar posição pela aliança e, ainda, fazer o acordo para assegurar sua reeleição ao Senado com o apoio de Marconi.
Embora diga que deixou a articulação por conta de Vanderlan, políticos da base afirmam que a senadora poderá intervir. Por isso, as chances de Vanderlan ser o candidato da base é grande. De quebra, a aliança prejudicaria Waldir, que não deverá fechar aliança com o PMDB — Daniel Vilela também quer Vanderlan. Seria uma jogada de mestre, que poderá ser definida no dia 5.
Há resistências? Sim. Afinal, Vanderlan não representa o projeto da base, mesmo que seja apoiado por ela. Porém, um acordo dessa magnitude é maior que as rusgas existentes entre o pessebista e os partidos. Além disso, se Marconi entrar no jogo, como deverá fazer, dificilmente os partidos se negarão a fazer parte.
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Deputada estadual Adriana Accorsi | Foto: reprodução/ Facebook[/caption]
Há um mantra para as eleições deste ano: candidatos do PT sofrerão o desgaste do partido em nível nacional — sobretudo o afastamento da presidente Dilma Rousseff — e, por isso, terão mais dificuldades. Porém, esse mantra, embora tenha um vasto campo de verdades, pode não se mostrar tão assertivo assim. Em eleições municipais, o voto é mais ligado à figura do candidato, à sua capacidade de gestão, do que ao partido ao qual é filiado. Isso explica porque vários candidatos petistas estão bem avaliados em pesquisas tanto de capitais quanto no interior.
Em Goiânia, a candidata petista Adriana Accorsi sofre mais com o desgaste do atual prefeito da capital do que com o de sua sigla. Aliás, praticamente todos os candidatos apoiados por atuais prefeitos enfrentarão certa rejeição. Isso porque quase não há prefeitos bem avaliados. A crise foi mais acentuada nos municípios e os prefeitos são os que mais sofrem as consequências dela.
Porém, o presidente metropolitano do PT, deputado Luis Cesar Bueno não vê a questão dessa maneira. Para ele, o prefeito Paulo Garcia tem se recuperado nos últimos meses e isso ajudará Adriana. “Não temos gastado com publicidade para divulgar nosso governo, mas quando começar a campanha todos verão que seremos eleitos”, diz.
O deputado relata que Paulo Garcia tem se recuperado e deverá se recuperar mais nos próximos meses. “O prefeito revitalizou a Praça Cívica, construiu 53 Cmeis, revitalizou a Marginal Botafogo, está construindo a extensão da Marginal Cascavel, fez um programa de mobilidade com ciclovias e está construindo o BRT. E há muitas outras obras. A população verá isso”, argumenta.
A convenção do PT, que acontece no dia 5, na Assembleia Legislativa, confirmará a coligação com: Pros, PTC, PCdoB, PMN, PPL, PTdoB e PEN. As conversas com outros partidos, inclusive grandes siglas, continuam até o dia da convenção. O diálogo é para definição da vice, que não será do PT.
Adriana, que foi a segunda deputada estadual mais votada em Goiânia, diz que já fez dezenas de reuniões (cinco em cada região de Goiânia), e que tem sido bem recebida pela população, principalmente devido à sua atuação como delegada, algo que pesa a seu favor, dado que a segurança pública será um ponto importante neste pleito. Tanto que Luis Cesar é assertivo em dizer que a eleição será polarizada entre os dois delegados, Adriana e Waldir (PR).
Para isso, quando a campanha começar, daqui a uma semana, Adriana terá que mostrar a que veio. Se fizer uma boa campanha, a deputada tem boas chances. “Pode crescer e acabar virando a eleição”, diz um pesquisador. “Se Vanderlan repetir o fraco desempenho de suas campanhas ao governo, isso a ajudará”, arremata.

