Bastidores
O PSD de Vilmar Rocha e o PSDB do governador Marconi Perillo fecharam aliança em Pirenópolis. O objetivo é conquistar a prefeitura para fazer uma administração moderna, pois Nivaldo Melo fez o impossível para provincianizar uma cidade que, por receber pessoas de todos os lugares do país, notadamente de Brasília, é, por excelência, cosmopolita. O candidato a prefeito é Luiz Armando Pompêo de Pina, do PSD, com um vice do PSDB.
O presidente do PSD, Vilmar Rocha, e o deputado federal Thiago Peixoto, do PSD, afirmam que Heuler Cruvinel será o próximo prefeito de Rio Verde. Thiago Peixoto frisa que Heuler Cruvinel é um político moderno, tem visão de mundo e adquiriu, com seus dois mandatos de deputado federal, experiência nacional. “Ele sabe os caminhos para buscar recursos e, sobretudo, quer colaborar para modernizar Rio Verde. É um político que acredita em planejamento e projetos.” Vilmar Rocha corrobora: “Heuler é um sopro de renovação na política de Rio Verde. É um político arrojado e, sobretudo, determinado. Ele, uma vez eleito, vai mudar a face econômica, cultural, social e política do município. Ele é o símbolo do novo”.
A deputada federal Magda Mofatto (PR), se Waldir Soares (PR) não for para o segundo turno na eleição para prefeito de Goiânia, tende a subir no palanque de Iris Rezende (PMDB), e não no de Vanderlan Cardoso (PSB). Por quê? Porque, como quer disputar mandato de senadora, não vai fortalecer a senadora Lúcia Vânia (PSB), que deve disputar a reeleição em 2018. Claro que se trata de uma tendência, pois evidentemente o primeiro turno ainda será disputado daqui a vários dias. Mas a lógica do comentário acima é quase irretorquível, apesar de possíveis contestações da parlamentar. O que se disse sobre a líder política de Caldas Novas nada tem a ver com deslealdade; o fato é que Magda Mofatto é uma outsider, e não se liga, de maneira definitiva, a nenhum grupo político. No momento, está tentando constituir e consolidar uma corrente política, com um objetivo definido: cacifar-se para a disputa de uma vaga no Senado, em 2018.
[caption id="attachment_72064" align="alignright" width="620"]
Fotos: Fernando Leite e Renan Accioly/ Jornal Opção[/caption]
A luta da base aliada é para colocar o candidato do PSB a prefeito de Goiânia, Vanderlan Cardoso, no segundo turno. Uma vez lá, os luas cinzas de sua campanha apostam que, como a polarização se torna compulsória, o empresário tem chances reais tanto de derrotar Iris Rezende, do PMDB, quanto Waldir Soares, do PR. Trabalha-se com a hipótese de que o ex-prefeito de Senador Canedo vai destronar o delegado-deputado e enfrentará o peemedebista.
[caption id="attachment_72356" align="alignright" width="620"]
Foto: Alexandre Parrode/Jornal Opção[/caption]
A base aliada avalia que a escolha do deputado Major Araújo para a vice do candidato a prefeito de Goiânia pelo PMDB, Iris Rezende, significa que prevaleceu a corrente que propaga o ódio sistêmico. O militar é bancado por um trio, o senador Ronaldo Caiado (DEM), a especialista em culinária Iris Araújo (PMDB) e o marqueteiro Jorcelino Braga (PRP), com dois objetivos: fustigar o candidato do PR a prefeito, Waldir Soares, e atacar o governador Marconi Perillo (PSDB).
A política de Goianésia é qualitativa. Oposição e situação se criticam, por vezes até se atacam com certa aspereza verbal, mas há um grau de civilidade raro noutros municípios. Tanto que PSDB e PMDB negociaram, durante alguns meses, a possibilidade de lançar um candidato a prefeito do PSDB, Robson Tavares, e um vice do PMDB, Mara Naves. Dadas as contradições típicas da política, o acordão, que seria um embrião para uma aliança maior, no Estado, não vigorou. O PSDB decidiu manter a candidatura do prefeito Jalles Fontoura, com Robson Tavares, do PSDB, na vice. O PMDB banca o deputado Renato de Castro — parente dos fundadores da cidade —, com o empresário Carlos Veículos, do DEM, na vice. São quatro políticos qualitativos e com condições técnicas de governar bem a cidade. Jalles enfrenta o desgaste de ser prefeito num tempo de crise estrutural. Os problemas nacionais “explodem” nos municípios, que são tanto o pulmão quanto o coração do país. Mas é um político experimentado e respeitado na cidade. Renato de Castro tem a virtude de ser o novo e o problema de não ter experiência em gestão. Comenta-se que, apesar de respeitado, seu vice teria atuado como agiota, o que, dizem, representa desgaste.
[caption id="attachment_50916" align="alignright" width="620"]
Arquivo[/caption]
Há um consenso de que todos os candidatos a prefeito de Goiânia, inclusive Iris Rezende, vão detonar o deputado Waldir Delegado Soares, candidato do PR a prefeito.
A tese predominante é: uma vaga para o segundo turno está praticamente garantida — é de Iris Rezende, do PMDB. O que está em jogo é, portanto, a segunda vaga. Por isso as equipes de Vanderlan Cardoso, do PSB, de Francisco Júnior, do PSD, e de Adriana Accorsi, do PT, por mais que falem em fazer campanhas propositivas, vão trabalhar para arrancar o “escalpo” — eleitoral, claro — de Waldir Soares, o segundo colocado nas pesquisas de intenção de voto.
Acredita-se que, tornando-se alvo, Waldir Soares, perdendo as estribeiras, vai atacar de maneira desordenada, o que pode levá-lo a se tornar o Ciro Gomes de Goiânia.
[caption id="attachment_72660" align="alignright" width="620"]
Iris Rezende e Marconi Perillo: sob a batuta de Michel Temer, quase passaram a andar juntos[/caption]
Iris Rezende confidenciou a dois aliados graúdos, um jovem e um histórico, que arrependeu-se de ter dado ouvidos a Iris Araújo — conhecida em Brasília como Maquiavel da culinária — e a Ronaldo Caiado, hoje seus guias políticos, e não ter aceitado o apoio do governador de Goiás, Marconi Perillo. Até o presidente Michel Temer queria a aliança.
Na conversa, entabulada no seu escritório, Iris Rezende admitiu que seus aliados subestimaram a capacidade de o governador Marconi Perillo rearticular-se e, rapidamente, montar outro jogo político. Ao colocar o PSDB e outros partidos de sua base política para apoiar Vanderlan Cardoso, candidato do PSB a prefeito de Goiânia, o tucano-chefe surpreendeu o irismo.
O irismo considerava Vanderlan Cardoso, que não tinha estrutura política adequada para um embate duro na capital, uma espécie de “frango de granja quase morto”. Com o apoio da base governista, o postulante do PSB se tornou um dos galos mais robustos da rinha política. Sem querer, por articular mal, o irismo fortaleceu o líder socialista.
[caption id="attachment_66014" align="alignright" width="620"]
Giuseppe Vecci | Foto: Renan Accioly/Jornal Opção[/caption]
Quem ouviu o deputado federal e economista Giuseppe Vecci (PSDB) criticar o PSD na semana passada ficou com a impressão — errada, por certo — de que o adversário a ser enfrentado, no dia 2 de outubro deste ano, é Francisco Júnior, deste partido, e não Iris Rezende, do PMDB, e Waldir Soares, do PR. Como outros políticos, escolheu o alvo errado.
O Doutor Óbvio manda dizer que, para ganhar a eleição para prefeito de Goiânia, o candidato bancado por Giuseppe Vecci, Vanderlan Cardoso, precisa “remover” Iris Rezende e Waldir Soares — e não Francisco Júnior. Este, ao menos até agora, parece que já foi “removido” pelos eleitores.
Um pedido de abertura de CPI para investigar a Secretaria de Comunicação da Prefeitura de Rio Verde está em fase de coleta de assinaturas na Câmara Municipal. É necessário um mínimo de sete assinaturas para se abrir a Comissão Parlamentar de Inquérito. Na sexta-feira, 12, a notícia que corria nos corredores do Legislativo da cidade é que oito vereadores já tinham se manifestado a favor do requerimento. A CPI, se for aberta, deverá investigar as gestões do ex-secretários Danilo Moraes e Lissauer Vieira (PSD), com base em denúncias de favorecimento no encaminhamento de verbas. Vereadores sugerem que o Ministério Público contribua com uma investigação a respeito dos recursos da comunicação.
O colunista Leandro Mazzini diz que a ex-presidente, se definitivamente cassada, “irá dedicar sua agenda livre a causas nacionais e internacionais”
O PSD entregou documentação incompleta e fora do prazo legal à Justiça Eleitoral
O deputado afirma que não vai deixar o PPS, vai bancar vários prefeitos do partido no interior, mas não tem como deixar de apoiar o projeto de sua mãe
Homens passaram de carro e atiraram no gabinete do prefeito, que despachava com o secretário César da PC
Comentou-se que o jornalista e radialista teria desistido por problemas de saúde. “Na verdade, é candidatíssimo”, afirma o marqueteiro
[caption id="attachment_31654" align="alignleft" width="620"]
Jorge Kajuru: candidato a vereador em Goiânia pelo PRP | Foto: Divulgação[/caption]
Circulou durante todo o dia o comentário de que o jornalista e radialista Jorge Kajuru havia desistido de disputar mandato de vereador em Goiânia. “Não desistiu. Jorge Kajuru é candidato a vereador”, afirma Jorcelino Braga, presidente regional do PRP.
A versão que circula na cidade dá conta que Jorge Kajuru teria desistido em decorrência de problemas de saúde. “Na verdade, Kajuru é candidatíssimo”, insiste Jorcelino Braga.

