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Caiado e Marconi vão disputar aliança com o PMDB tendo em vista a eleição para o governo em 2018

[caption id="attachment_72732" align="alignright" width="620"]Arquivo Arquivo[/caption] Em 2018, daqui a dois anos, quatro meses e alguns dias, o PMDB vai completar 20 anos fora do poder. O partido continua forte, mas com perspectivas de poder cada vez mais reduzidas, sobretudo por falta de renovação na cúpula. Hoje, há o nome de seu presidente, Daniel Vilela, mas ainda relativamente inexperiente. Tanto que há a dúvida: afinal, Daniel Vilela vai mesmo disputar o governo de Goiás em 2018 ou está criando uma cortina de fumaça para preparar, no final, a área para seu pai, o prefeito de Aparecida de Goiânia, Maguito Vilela, disputar a eleição? Por que, se Daniel Vilela é o novo, bancar Maguito Vilela, mesmo depois de este ter perdido duas eleições para governador, uma para Marconi Perillo, do PSDB, e outra para Alcides Rodrigues, então (2006) no PP? A tese é que, por ser experiente, o prefeito agrega mais e seria uma resposta à altura ao senador Ronaldo Caiado, do DEM. O fato é que, com certa sutileza e ainda de maneira titubeante, os jogos estão sendo montados. Na prática, sem que se diga claramente, o PMDB começa a ser disputado tanto pelo governador de Goiás, Marconi Perillo, quanto por Ronaldo Caiado. O líder do partido Democratas sabe que, embora possa até sair na frente nas pesquisas, precisa da estrutura política do PMDB, espraiada por todo o Estado e influente nas grandes cidades, como Goiânia, Aparecida de Goiânia e Jataí, para citar apenas três, para consolidar-se e tornar sua candidatura consistente e palatável. Sozinho, esbarrará no seu tradicional teto, pouco mais de 30% dos votos, talvez, e não se elegerá. Em busca do governo, Ronaldo Caiado pode oferecer a vice e duas vagas no Senado para o PMDB. Parece muito, mas num país em que o Executivo é hipertrofiado, é visto como pouco. Todos querem o governo, o poder de mando. Isto significa que o PMDB, apesar de ter apreço pelo senador, vai buscar lançar seu próprio candidato e, mesmo, vai trabalhar para obter o apoio do democrata. Está é uma face da questão. Há outro polo, articulado por um político que é uma verdadeira águia, Marconi Perillo. O tucano-chefe percebe, pelos dados e pela luta de suas várias disputas, que está cada vez mais difícil eleger o governador pela base aliada. Mesmo bons governantes, depois de certo tempo, podem perder eleições. Dotado de rara perspicácia, e sempre munido de pesquisas qualitativas e quantitativas, que examina com percuciência, entendeu que é preciso interferir no jogo, e agora. Não vai esperar 2018. Por isso tende a disputar o PMDB com Ronaldo Caiado, para reformatar não apenas sua base, mas a política do Estado. Aproximou-se de Maguito Vilela, com quem mantém um diálogo respeitoso, e tentou se aproximar de Iris Rezende. É uma operação política para o presente, mas jogando o futuro — 2018. Observe-se que o prefeito de Jataí, Humberto Machado, pode ser atraído tanto para o governo quanto para o PSDB. É parte da remontagem da base. Vanderlan Cardoso, na base, é um fato novo. Mas o objeto do desejo é mesmo o PMDB... Sem o PMDB, Ro­naldo Caiado praticamente fica fora do jogo. Já, com o PMDB, Marconi amplia a possibilidade de seu grupo ficar mais tempo no poder. É uma tentativa, inteligente, de garantir a continuidade no poder. O político longevo, em termos de poder, pensa para além da circunstância.

Iris Rezende pode barrar Caiado e disputar o governo em 2018

[caption id="attachment_50530" align="alignright" width="620"]Iris Rezende com Ronaldo Caiadoiris-rezende-e-caiado Arquivo[/caption] O senador Ronaldo Caiado (DEM) só não disputa eleição para governador de Goiás, em 2018, se Iris Rezende, se eleito prefeito de Goiânia, disser que não será candidato. O peemedebista acredita que, com Marconi Perillo fora do páreo, porque já foi reeleito, tem condições de ser eleito governador. Iris não pertence à Academia Goiana de Letras, mas se julga imortal.

Operação Hígia assombra administração do prefeito Juraci Martins em Rio Verde

[caption id="attachment_72725" align="alignleft" width="312"]2134 Juraci Martins: prefeito de Rio Verde | Arquivo[/caption] As notícias sobre um suposto desdobramento da Operação Hígia, do Ministério Público de Goiás, tira o sono de vereadores, secretários, ex-secretários e servidores da Prefeitura de Rio Verde, além do próprio prefeito Juraci Martins (PPS). Durante a semana, discussões acaloradas tomaram conta da Câmara Municipal de Rio Verde, com troca de acusações entre aliados e adversários do prefeito Juraci Martins. Uma reunião de emergência com o alto comando político da prefeitura, incluindo o deputado Lissauer Vieira (PSB), teria sido convocada para o final de semana para discutir o assunto. Deflagrada em janeiro deste ano, a Operação Hígia investiga suposta fraude na Secretaria de Saúde de Rio Verde: uma empresa farmacêutica foi contratada para fornecer materiais hospitalares ao município, mas, no entanto, não fez a entrega integral dos produtos. O fato novo, que deve vir a tona em nova fase da operação, tem a ver com a suspeita de que o dinheiro desviado teria sido usado na compra de apoios políticos, envolvendo gente graúda ligada à Prefeitura. Este é apenas mais um capítulo do triste fim da gestão Juraci Martins em Rio Verde. (Hígia, na mitologia, é a deusa da saúde.)

Anápolis comenta que Pedro Canedo deve desistir da disputa para prefeito

Pedro Canedo 3 26_MFP_135_180101fpO que mais se comenta em Anápolis é que o candidato do DEM, Pedro Canedo, estaria prestes a jogar a toalha. O postulante democrata, segundo um aliado, teme que sua honra seja enxovalhada durante a campanha. Sua passagem pela Iquego é vista “como nebulosa”. Há pelo menos dois dossiês sobre a atuação do ex-deputado. Detalhe: em termos políticos, Pedro Canedo ficou isolado, sem nenhum apoio político substancial. Se fizer um comício, terá de contratar pessoas para subir em seu palanque, para fingir que são aliados. Nem mesmo o PMDB de Eli Rosa quis ficar com o candidato do DEM, alegando que não pode navegar em canoa fura. Eli Rosa está na chapa do prefeito João Gomes, do PT, como vice.  

Marconi Perillo pode reformar secretariado e promover remanejamentos

Por que mexer em time que está ganhando? Para ganhar mais ainda. O governador Marconi Perillo pensa em promover uma reforma no seu secretariado, com o objetivo de tornar algumas áreas mais produtivas. Pode ser também que faça remanejamentos. O PTB tem pressionado menos, mas espera ser contemplado no primeiro escalão do governo. A secretaria mais cobiçada, no momento, é a de Desenvolvimento Econômico, que, desde a saída de Thiago Peixoto, está sem titular. Há quem, no PSDB, queira indicar Giuseppe Vecci. O PTB também cobiça a pasta.

Prefeito Humberto Machado deve ocupar cargo no governo do Estado em 2017 e pode ir para o PSDB

É praticamente certo que o prefeito de Jataí, Humberto Machado, vai ocupar um cargo importante no governo de Marconi Perillo. A partir de janeiro de 2017. O que ainda não está certo é se vai trocar o PMDB pelo PSDB. Humberto Machado está chateado com a cúpula do PMDB, notadamente com Maguito Vilela, que impôs a aliança do partido com o candidato a prefeito pelo DEM, Victor Priori. Os dois não se dão bem. O prefeito está insatisfeitíssimo com o partido e, por isso, tende a se aproximar, cada vez mais, do tucano Marconi Perillo.

Waldir Soares é um político firme, de oposição e por isso não deve fugir dos debates

[caption id="attachment_68263" align="alignright" width="620"]Arquivo Arquivo[/caption]     Do ponto de vista do marketing político, o deputado Waldir Delegado Soares, candidato do PR a prefeito de Goiânia, é uma prata a ser trabalhada. Ele tem méritos, como a firmeza na exposição de suas ideias e a rara capacidade de não deixar as pessoas que o ouvem indiferentes. Mas há problemas também. Ou Waldir Soares está mal orientado, sem controle, ou aceita as orientações daqueles que trabalham em sua equipe. Ressalte-se que Lula da Silva só ganhou eleição para presidente quando decidiu ouvir com atenção as orientações de profissionais de várias áreas, principalmente o marqueteiro Duda Mendonça, que sugeriu um visual mais clean, inclusive com a barba mais bem aparada e ternos sóbrios (os ternos do petista eram amarfanhados; ora parecia que o “defundo” era menor e ora que era maior). Com quase dois anos na Câmara dos Deputados — já poderia ter apresentado e conseguido a aprovação de projetos para melhorar a segurança pública do país —, e até por sua experiência como delegado, Waldir Soares não tem nada de bobo. Mas, além de dizer coisas que podem torná-lo persona non grata para a classe média, decidiu não participar dos debates, exceto quando Iris Rezende participar. Quer dizer, ele não pauta a si próprio — é pautado pelo candidato Iris Rezende. Teme, na ausência do peemedebista, que o “foto inimigo” se concentre nele — no que, possivelmente, está certo. Mas um candidato precisa enfrentar tudo, sobretudo as críticas, de frente; não pode se esconder de maneira alguma. O delegado é um político presente, firme, que não tergiversa — por isso precisa aparecer. Candidato oposicionista é o que mais ganha com os debates. O público quer vê-lo e ouvi-lo. Waldir Soares, como os demais candidatos, está sendo observado. Mas, se não aparece, como vai ser avaliado. As pessoas querem saber se tem mesmo preparo para administrar Goiânia. Os debates são oportunidades para que exponha suas projetos para melhor Goiânia. Acrescente-se que o tempo, nesta eleição, é curto e é preciso aproveitar todos os espaços para se comunicar com os eleitores.  

Há quem aposte que PSDB e PMDB vão caminhar juntos em 2018 contra Ronaldo Caiado e Iris Rezende

De um tucano histórico: “O governador Marconi Perillo pode apoiar um candidato da base para sua sucessão, que pode ser José Eliton (PSDB), e pode apostar num candidato de fora da base, que pode ser Maguito Vilela (PMDB)”. Há quem aposte que PSDB e PMDB vão caminhar juntos em 2018. Contra quem? Contra Ronaldo Caiado e aliados, talvez Iris Rezende e Iris Araújo (na vice).

Maior adversário de Cristóvão Tormin não é Marcelo Melo. É o próprio Cristóvão Tormin

Um deputado afirma que o maior adversário do prefeito de Luziânia, Cristóvão Tormin (PSD), não é o tucano Marcelo Melo. É o próprio Tormin. Suas trapalhadas ante a Justiça Eleitoral têm sido criticadas pelos próprios aliados. O prefeito foi eleito com uma base política imensa, mas agora está com uma base mais reduzida. O motivo é que não agrega. Marcelo Melo é o favorito na disputa pela prefeitura do maior município do Entorno de Brasília. Ressalve-se que, mesmo atrapalhado, Tormin controla o caixa da máquina pública. Mas o Ministério Público e a Justiça Eleitoral estão de olho no uso da máquina e dos recursos do Erário.  

Deputados goianos preocupados com delação premiada de Eduardo Cunha

O ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha garante que não fará delação premiada. Porque, se o fizer, a República cai. Porém, quando ameaça fazer delação, para não ser abandonado pelos aliados, cerca de cinco deputados federais de Goiás ficam ao menos duas noites sem dormir. O problema da delação premiada de Eduardo Cunha é que, se for feita, vai prejudicar é o próprio deputado do PMDB.  

Candidatos a prefeito de Goiânia se recusam a bancar candidatos a vereador

De um vereador dos mais experimentados: “A maioria dos candidatos a vereador em Goiânia está matando cachorro a grito. Os candidatos a prefeito estão informando que não têm como bancá-los e mesmo ajudá-los com poucos recursos. É provável que alguns abandonem o barco logo depois das candidaturas registradas”. Os candidatos a prefeito estão fugindo dos candidatos a vereador assim como, supostamente, o diabo foge da cruz. Iris Rezende (PMDB), por exemplo, prefere dialogar com o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), do que conversar com postulantes ao Legislativo de Goiânia. Falta dinheiro no mercado político.  

Jorcelino Braga, mesmo sem Alberto Araújo, será o marqueteiro de Iris, Adib, Canedo e Álvaro

O empresário Jorcelino Braga será marqueteiro das oposições em Goiânia, com Iris Rezende; em Catalão, com Adib Elias; em Anápolis, com Pedro Canedo, e em Itumbiara, com Álvaro Guimarães. Porém, não terá, desta vez, o apoio do redator Alberto Araújo. Alberto Araújo é apontado como o cérebro que fazia a produtora de Jorcelino Braga funcionar. Até hoje, desde que o ex-aliado bandeou-se para o lado da base governista, o empresário não conseguiu um substituto à altura.

Marconi Perillo e Thiago Peixoto conversam sobre eleição em Goiânia e não sobraram arestas

O governador de Goiás, Marconi Perillo, do PSDB, e o economista e deputado federal Thiago Peixoto, do PSD, conversaram, pessoalmente (acompanhado do candidato do partido a prefeito de Goiânia, Francisco Júnior) e por telefone, na semana passada. Os dois, bem-humorados, falaram sobre a sucessão em Goiânia e concluíram que não há aresta a aparar pelo fato de o PSD ter lançado candidato a prefeito da capital. O tucano-chefe gostaria de ter ampliado a aliança político-eleitoral em torno do candidato do PSB a prefeito, Vanderlan Cardoso. Mas admitiu que o PSD tem direito de lançar candidato e, sobretudo, que a eleição de Goiânia terá, possivelmente, segundo turno. Marconi Perillo e Thiago Peixoto se consideram “hermanos” políticos. Os dois têm uma identidade rara em política.

Base aliada desconfia do jogo político de Vanderlan Cardoso e cobra carinho do candidato

O empresário Vanderlan Cardoso, do PSB, é mesmo o candidato da base aliada a prefeito de Goiânia. É e não é. A base aliada quer apoiá-lo, mas desconfia de sua lealdade futura, sobretudo devido aos ataques duros que fez, entre 2010 e 2014, ao governador Marconi Perillo, do PSDB. O fato é que líderes e militantes da base aliada esperam, até com certa ansiedade, um sinal de que Vanderlan Cardoso quer mesmo vê-la engajados na campanha. Sem um gesto de carinho, sem afagos generosos, ninguém vai se engajar de corpo e alma, como um exército acostumado a grandes embates, na batalha pela conquista da Prefeitura de Goiânia. Vanderlan Cardoso é visto como “muito frio”. Mesmo sabendo que se trata de realpolitik, a base também não “fica contente” quando o postulante do PSB arrota que é independente do governo do Estado. Ora, como autônomo se o vice é Thiago Albernaz, do PSDB?!

Vanderlan precisa esquecer Senador Canedo e casar forma e conteúdo ao expor seu discurso para Goiânia

Três marqueteiros e dois pesquisadores, instados a examinar o candidato a prefeito do PSB a prefeito de Goiânia, Vanderlan Cardoso, apontaram que têm virtudes, como apreciar planejamento e gestão moderna. Mas acrescentaram que há pelo menos dois problemas que precisam ser resolvidos no curto prazo. A eleição será realizada em 2 de outubro, daqui a 49 dias — um pulinho, como dizem. O principal problema, afirmam, é que não desencarna de Senador Macedo, município muito menor do que Goiânia. Vanderlanistas contrapõem: em Goiânia, a principal referência ao postulante do PSB advém exatamente do fato de ter sido prefeito, e muito avaliado, do município do entorno da capital. De qualquer modo, é preciso mesmo focar na capital do Estado, cidade que tem problemas gigantes em várias esferas. O setor de saúde do Estado funciona bem, segundo pesquisas, mas a saúde municipal funciona mal, com atendimento apontado como precário. Outro problema é a contradição entre, digamos assim, forma e conteúdo. Vanderlan por vezes está apresentando ideias modernas para governar Goiânia, de maneira didática e precisa, mas a forma de fazê-lo gera um descompasso. O líder do PSB é moderno, mas passa a imagem de ser antimoderno, de ser absolutamente tradicional, como Iris Rezende. Os problemas de Vanderlan são, frise-se, relativamente fáceis de resolver. Mas, se não mudar, pode ser engolido pela experiência de Iris Rezende ou pelo populismo de Waldir Delegado Soares.