Bastidores
[caption id="attachment_67528" align="aligncenter" width="620"]
Giuseppe Vecci em entrevista ao Jornal Opção | Foto: Renan Accioly[/caption]
O deputado federal Giuseppe Vecci, do PSDB, cotado para assumir a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, teria dito a um colega de Parlamento que a única secretaria que, no momento, lhe interessa é a da Fazenda. Mas esta será ocupada por Fernando Navarrete. Portanto, ele vai ficar em Brasília.
Os deputados federais Célio Silveira (PSDB), Thiago Peixoto (PSD) e Giuseppe Vecci (PSDB) foram sondados para ocupar cargos de secretários na equipe do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), mas sinalizaram que, se forem oficialmente convidados, não vão trocar a Câmara dos Deputados pelo governo. Os parlamentares afirmam que contam com uma estrutura razoável em Brasília. Por exemplo: eles têm 16 milhões de reais — do Orçamento Geral de União — para distribuírem em emendas para as prefeituras administradas por prefeitos aliados. O fato é que Heuler Cruvinel (PSD) é cotado para assumir a Secretaria de Desenvolvimento. Porque o governador Marconi Perillo fez um compromisso com Ciro Nogueira de que vai manter Sandes em Brasília.
O deputado federal Thiago Peixoto defende a presença de Jardel Sebba no governo de Marconi Perillo. “Com sua experiência de ter sido presidente da Assembleia Legislativa e também como prefeito, o médico Jardel Sebba (PSDB) poderia melhorar a interlocução política do governo com a sociedade e dentro do próprio governo”, afirma Thiago Peixoto. “Jardel é uma das lideranças mais qualificadas da nossa base política.” Líderes da base costumam sugerir que a ação política precisa ser mais desconcentrada. Jardel Sebba, pelo vínculo estreito com o tucano-chefe, poderia se tornar quase uma espécie de porta-voz do governo, ao menos na ação política.
Nas conversas com o prefeito eleito de São Paulo, João Dória Júnior, do PSDB, a secretaria da Fazenda do governo de Goiás, Ana Carla Abrão Costa, não economizou elogios à competência do governador Marconi Perillo.
Ana Carla frisou que, além de inteligente, o tucano-chefe é comprometido com o ajuste fiscal, com uma ação governamental efetiva e cada vez menos onerosa para a sociedade. A doutora em economia pela USP sublinhou que Marconi Perillo separa bem o que é política e o que é economia. E faz o que precisa ser feito para tornar o governo mais ágil, menos travado pela economia e não é um gastador inveterado, desses que contribuem para aumentar o déficit público.
Se Iris Rezende for eleito prefeito, o marqueteiro Jorcelino Braga — secretário da Fazenda do governo de Alcides Cidinho Rodrigues — deve ser o homem-forte de sua equipe.
Jorcelino Braga deve assumir a Secretaria de Finanças ou a Secretaria de Governo. O objetivo é fazer um limpa, demitindo todos os petistas comissionados, e caçar os esqueletos da gestão do prefeito Paulo Garcia, do PT. O que se quer é denunciar os supostos malfeitos do PT e, ao mesmo tempo, enrolar o prefeito judicialmente.
Iris Rezende tomou uma birra espantosa de Paulo Garcia. Sempre que ouve o nome do prefeito, fecha a cara e fica irritado. Aliados do peemedebista costumam chamar o prefeito de “esbirro de Marconi Perillo”.
De um peemedebista pós-irista: “A ex-deputada Iris Araújo informou aos seus seguidores mais próximos que, se Iris Rezende for eleito prefeito de Goiânia, vai disputar mandato de senadora em 2018”
O peemedebista avalia que se trata de uma candidata forte, desde que tenha estrutura. Mas acrescenta: “Pessoalmente, apoio dona Iris, mas nossos correligionários sustentam que ela se comporta como uma força desagregadora”.
Numa chapa com Ronaldo Caiado para governador, Iris Araújo para senadora, o que sobra para o grupo de Maguito Vilela e Daniel Vilela, do “PMDB Renovação”? Segundo o peemedebista, “sobra a vice”. Resta saber se os Vilelas vão aceitar serem escanteados sem mais nem menos.
Sem Ernesto Roller (PMDB), eleito prefeito de Formosa, e Adib Elias (PMDB), eleito prefeito de Catalão, a Assembleia Legislativa tende a ficar mais tranquila — quase um parque de diversões.
Se Iris Rezende for eleito, a Assembleia também perde o Major Araújo, que mantém um relacionamento agressivo com alguns deputados, notadamente Tales Barreto.
Deputados estaduais do PMDB, liderados por José “Goiás Real” Nelto e Bruno Peixoto (cada dia mais parecido com o cantor português Roberto Leal), começam a fazer as contas de quantos cargos terão na Prefeitura de Goiânia — se confirmada a vitória de Iris Rezende. Eles querem fazer uma verdadeira “ocupação”.
Bruno Peixoto e José Nelto já avisaram que querem cargos de proa. Mas Iris Rezende já definiu duas prioridades: Agenor Mariano e Samuel Belchior vão ocupar secretarias das mais relevantes.
Lívio Luciano deve ser buscado no Tocantins para ocupar a Secretaria de Finanças. Samuel Belchior deve ficar na articulação política.
Andrey Azeredo, se não conseguir ser eleito presidente da Câmara Municipal, é cotado para uma secretaria, talvez a de Finanças, se Lívio Luciano persistir em continuar “exilado” no Tocantins, onde é um dos mandachuvas do governo de Marcelo Miranda, do PMDB.
[caption id="attachment_77349" align="aligncenter" width="620"]
Thiago Peixoto na Câmara[/caption]
O economista Thiago Peixoto voltou há pouco tempo para a Câmara dos Deputados, em Brasília, mas já é um dos deputados federais goianos mais influentes e atuantes.
Thiago Peixoto tem pautado sua ação com participação nos grandes debates do Legislativo. A PEC 241 e as mudanças no Ensino Médio foram alguns dos temas debatidos pelo parlamentar, sempre com amplo conhecimento de causa.
O alto clero o Congresso Nacional já está de olho no deputado esbelto, de falta mansa e ideias claras e precisas, que sempre debate com competência e de modo civilizado.
Carlos Sampaio, o notável deputado do PSDB de São Paulo, tem de ficar atento. Se brincar, Thiago Peixoto o supera.
O que se comenta nos bastidores é que a prefeita da Cidade de Goiás, Selma Bastos, pode trocar o PT por um partido da base do governador Marconi Perillo — como PSDB, PSD, PPS ou PSB.
Ressalve-se que a prefeita sempre manteve uma grande paixão pelo PT. É petista de carteirinha, mas não concorda com a roubalheira da cúpula. É da banda ética do partido.
O deputado José Antônio, recém-eleito prefeito de Itumbiara, decidiu se casar, antes de tomar posse, com a jovem Fernanda.
Fernanda é uma garota de Itumbiara.
Virmondes Cruvinel diz que se elegeu deputado estadual, em 2014, com o apoio de apenas três prefeitos. Na eleição deste ano, contribuiu para eleger dez prefeitos.
Virmondes Cruvinel é um dos mais atuantes parlamentares e dos que mais dão assistência às suas bases político-eleitorais. Não é daqueles políticos que, passadas as eleições, desaparecem das bases.
O corpo básico da campanha de Vanderlan Cardoso admite que a participação da senadora Lúcia Vânia (porém, teria arranjado dinheiro para a campanha junto ao presidente do PSB, Carlos Siqueira) e Marcos Abrão, mesmo no segundo turno, não foi lá essas coisas. “Eles quase não foram vistos na campanha”, afirma um aliado de primeira hora do postulante socialista.
Comenta-se, entre vanderlanistas, que Lúcia Vânia não gostou de ver tantas marconistas na campanha de Vanderlan Cardoso. A senadora teria reclamado que o marconismo se apropriou da candidatura do líder do PSB.
Frederico Jotabê, que integrava o time dos jornalistas cujo esporte predileto era criticar o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), foi nomeado para a assessoria de imprensa do vice-governador e secretário de Segurança Pública, José Eliton (PSDB). É o mais novo “tucano” da praça.
Há quem aposte que Luiz Bittencourt, do PTB, e Francisco Júnior, do PSD, se tivessem a possibilidade de chegar ao segundo turno, teriam feito uma campanha mais competitiva do que a de Vanderlan Cardoso. Eles seriam mais assertivos nos debates e entrevistas. O que se comenta, nos bastidores do governo, é que Vanderlan demorou muito a se mostrar mais posicionado e assertivo.



