Bastidores

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Recuo de Abelardo Vaz prejudica Roberto Balestra

O ex-prefeito de Inhumas Abelardo Vaz (PP) retirou sua candidatura a deputado estadual. Motivo: o PP está no chapão da base. As chances de eleição eram poucas. O fato, porém, prejudica o deputado federal Roberto Balestra (PP), que fica sem dobradinha na região. Balestra também é de Inhumas. Por isso, ele deve bancar Celsinho Borges à Assembleia Legislativa. Celsinho foi candidato a vice-prefeito de Inhumas na chapa de Rondinelly Barros, também ligado a Roberto Balestra, em 2012. Perderam para o atual prefeito Dioji Ikeda (PDT).

Chapão do PP prejudicou, e muito, candidatos da proporcional

[caption id="attachment_9096" align="alignright" width="300"]Roberto Balestra: nem ele conseguirá tirar o PP do chapão | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção Roberto Balestra: nem ele conseguirá tirar o PP do chapão | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção[/caption] O ex-prefeito de Inhumas, Abelardo Vaz (PP), não foi o único a desanimar na última hora, entre outras causas, devido ao chapão. É certo que Gilda Naves, de Silvânia; e Pedro Canedo, de Anápolis, também. Roberto Balestra tenta reverter o quadro. Para membros de outros partidos da base, a tentativa é apenas para “inglês ver”. Um aliado do governador diz: “Se o José Eliton, que é presidente do partido e vice-governador, não consegue...”. Cilene Guimarães, do PP de Jataí, também desistiu, mas por outro motivo: Jataí tem candidatos demais. São pelo menos quatro. “Com tantos candidatos, havia o risco de não eleger nenhum. Mas, se continuasse, o chapão me preocuparia”, afirma. Fora isso, Cilene foi convidada por Marconi Perillo para assumir a Secretaria de Articulação Política no lugar de Sérgio Cardoso, que deixou o cargo para participar da campanha do governador.

Foco da campanha de Vanderlan Cardoso será apresentar propostas

[caption id="attachment_2425" align="alignright" width="300"]Vanderlan Cardoso quer correr na contramão para sair na frente dos outros candidatos | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção Vanderlan Cardoso quer correr na contramão para sair na frente dos outros candidatos | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção[/caption] O candidato do PSB ao governo, Vanderlan Cardoso, passou os últimos dias da semana passada con­ver­sando com seu pessoal da área de informática. Acontece que ele lança, no dia 7, o site de sua campanha. Deverá se chamar “vanderlancardoso40”. Inicialmente, será um site de notícias e plano de metas. O plano é esse: focar no plano de metas e apresentar, à população, suas propostas. Vanderlan acredita que esse será o seu diferencial em relação aos outros candidatos, sobretudo em relação a Iris Rezende. O pessebista espera que, enquanto todos os outros governadoriáveis estejam atacando uns aos outros, ele saia na frente apresentando ao povo o que acredita para mudar a cara de Goiás. O slogan de sua campanha: “Segurança para mudar.”

Aécio Neves é favorito para campanha presidencial

[caption id="attachment_9090" align="alignleft" width="300"]Ao não poupar crítica ao governo do PT, Aécio Neves sai na frente na corrida por Brasília Ao não poupar crítica ao governo do PT, Aécio Neves sai na frente na corrida por Brasília[/caption] Nas últimas pesquisas de intenção de votos para presidente da República, a petista Dilma Rousseff, que disputa a reeleição, tem despontado. Seguindo seu rastro vêm o tucano Aécio Neves e o pessebista Eduardo Campos. Porém, um presidente de partido, que não apoia Aécio, garante que será ele a vencer o pleito. A opinião do político é baseada na seguinte questão: o ex-governador de Minas Gerais não tem poupado críticas ao governo de Dilma, enquanto Campos, aliado à figura de Marina Silva, tem se mostrado comedido nas críticas. “O povo não quer alguém que poupa críticas. O Eduardo, ao poupar Dilma e o PT, está entregando as eleições nas mãos de Aécio”, diz o político. Veremos.

Marina Silva será a “vice” com maior moral dessas eleições

[caption id="attachment_3680" align="alignleft" width="300"]Foto: Renato Araújo/ABr Foto: Renato Araújo/ABr[/caption] A chapa do PSB, encabeçada por Eduardo Campos, ganhou força com a entrada de Marina Silva, representante do partido “não-oficial” A Rede. Podem dizer que ela expulsou Ronaldo Caiado, mas não podem esquecer que ela, como candidata a presidente, aglomerou 20 milhões de votos. Não é pouco. Baseado nisso, Marina será a vice com maior espaço dentro de uma chapa majoritária. Fontes garantem que todo o projeto de marketing de Campos traz Marina exatamente ao seu lado. As reuniões do partido, realizadas em São Paulo, são assim. O tamanho da fonte dos materiais impressos. O tamanho das fotos. O espaço de fala nos programas. É tudo igual. Ou seja, o candidato à presidência é, de fato, Campos-Marina e não Eduardo Campos.

Não à politização do transporte público

Existe uma máxima entre aqueles que vivenciam os bastidores do transporte público: “É preciso dar caráter técnico ao processo.” Acontece que as grandes empresas e consórcios que cuidam do transporte público têm forte sustentação política. Assim, parte da sociedade organizada defende a criação de uma agência reguladora formada por técnicos e com a presença das prefeituras da Grande Goiânia. A questão: “O modelo atual foi bom, mas já tem 20 anos. É preciso mudar.”

Base deverá eleger maior parte dos deputados estaduais

O deputado estadual Fábio Sousa (PSDB) calcula que a base aliada ganhe 11 ou 12 cadeiras na Câmara Federal. Incluindo ele, obviamente. Além dele, cogita-se que a base eleja, por ordem de votação: Alexan­dre Baldy; Magda Mofatto; Antônio Faleiros; Célio Silveira; Jovair Arantes; João Campos; Thiago Peixoto; Heuler Cruvinel; e Roberto Balestra. Os deputados com maior chance na oposição são: Iris Araújo, a Dona Iris; Daniel Vilela; Pedro Chaves; e Lucas Vergílio (filho do candidato a vice na chapa de Iris Rezende, Armando Vergílio). Do PT, aqueles com maiores chances para a Câmara Federal, são dois: Rubens Otoni e Olavo Noleto.

“Voto-camarão” deve favorecer Ronaldo Caiado

[caption id="attachment_9081" align="alignright" width="300"]Professor Silvio Costa: “Voto-camarão é aquele em que o eleitor corta a cabeça e aproveita o corpo” Professor Silvio Costa: “Voto-camarão é aquele em que o eleitor corta a cabeça e aproveita o corpo”[/caption] Alheio às chapas proporcionais, o professor de teoria política Silvio Costa usou uma expressão, no mínimo curiosa, para definir certo tipo de escolha que o eleitor pode fazer, tendo em vista as estranhas alianças partidárias. O professor aponta para o voto-camarão: aquele em que o eleitor corta a cabeça e aproveita o corpo. Refere-se, principalmente, à chapa encabeçada pelo PMDB. O eleitor pode votar no democrata Ronaldo Caiado para o Senado, desprezando o peemedebista Iris Rezende e votando no tucano Marconi Perillo ao governo. Sob esse prisma, Marconi deve ter muitos votos atrelados à figura do ruralista Ronaldo Caiado, mesmo que os dois estejam em chapas adversárias e com forte rivalidade. A aliança entre DEM e PMDB tende a beneficiar muito mais o líder do primeiro. Há quem aposte que o ruralista irá moderar as críticas ao governo e a Marconi. Uma forma de não perder os muitos votos que ele tem de eleitores da base aliada. Se for bem eleito ao Senado, como é a previsão geral, Ronaldo Caiado se torna, automaticamente, candidato ao governo em 2018, dado o quadro de esvaziamento que teremos.

Parecia fácil, mas Vanderlan teve dificuldades para montar equipe

Fato é fato. Até o último momento, Vanderlan Cardoso (PSB) teve muita dificuldade para formar chapa proporcional, embora ele dissesse que tinha mais de 150 nomes.

Nome qualificado, Edward Madureira pode se mostrar uma frustração na política

  edward madureiraGG jornal opcao - FERNANDO LEITEEdward Madureira, tido no início da pré-campanha como um possível puxador de votos para o PT, parece ter esvaziado. Um nome qualificadíssimo, por sinal, mas que pode ser uma frustração. Pelo menos para as eleições deste ano.

Criptonita eleitoral

A largada para a disputa pelo governo de Goiás mal começou e já surgem sérios comentários sobre desconhecidas relações de poderosos grupos políticos com grandes empresas. Nos bastidores da política o assunto do momento é a empresa Alusa que presta serviço de iluminação.

Schreiner fecha com Vilmar Rocha e rejeita qualquer aliança com Ronaldo Caiado

josemariofaeg Para não restar dúvida, o candidato a deputado federal José Mário Schreiner (PSD) mandou confeccionar cartazes e santinhos com sua fotografia ao lado do deputado federal Vilmar Rocha (PSD) e do governador Marconi Perillo (PSDB). Como o deputado federal Ronaldo Caiado (DEM) havia declarado seu apoio à candidatura de Schreiner, acreditou-se que o produtor rural e ex-líder classista o apoiaria para senador. O ex-presidente da Federação da Agri­cultura do Estado de Goiás (Faeg) apoiaria Caiado se ele fosse candidato da base de Marconi. Agora, com as chapas definidas, vai apoiar Vilmar Rocha para senador. Caiado está fora de seus planos. É definitivo. Há, porém, quem acredite que, nos bastidores, Schreiner vai trabalhar para Caiado, o que, politicamente, será considerado uma traição. Porque ele pertence ao partido de Vilmar Rocha.

Júnior Friboi está mais próximo de Marconi Perillo do que de Iris Rezende

[caption id="attachment_8438" align="alignleft" width="620"]Júnior Friboi: sua estrutura financeira e política é cobiçada por candidatos | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção Júnior Friboi: sua estrutura financeira e política é cobiçada por candidatos | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção[/caption] O empresário Júnior Friboi disse aos seus aliados e amigos que “deu um tempo na política” e que vai esperar o quadro ficar mais “nítido” para se posicionar. Entre os seus aliados há três grupos. Um deles planeja reaproximá-lo do candidato do PMDB a governador, Iris Rezende. No momento, Friboi rejeita a orientação e diz que prefere manter-se à distância — alegando que o decano peemedebista o atraiu para o PMDB e, em seguida, o “enganou”. Dizia-lhe, nos encontros pessoais, que não seria candidato e articulava, pública e privadamente, contra a postulação do empresário, sugerindo que ele não tinha experiência política suficiente para derrotar um expert como o governador Marconi Perillo. Um segundo grupo tentou aproximar Friboi do candidato do PSB a governador, Van­derlan Cardoso. Porém, por inabilidade, Vanderlan (supostamente acatando sugestão de Jorcelino Braga) vetou os dois nomes sugeridos pelo empresário: Francisco Gedda e Leo­nardo Veloso (PRTB). Os vanderlanistas disseram havia gravações de conversas entre Gedda e o empresário Carlos Cachoeira. Ao Jornal Opção, Gedda disse que conversou com Cachoeira, mas não trataram de negócios. A história de que teria adquirido uma fazenda via Cachoeira é contestada pelo deputado do PTN. O terceiro grupo ligado a Friboi, do qual participam Fre­derico Jayme e Marcelo Melo, trabalham para aproximá-lo do governador Marconi Perillo. O apoio a Iris parece que está descartado. Friboi não descarta uma reaproximação com Vanderlan. Mas, com o objetivo de derrotar Iris, afigura-se como tese cada vez mais dominante o apoio a Marconi. Portanto, dada a polarização e se depender de um grupo de aliados, como o citado Frederico Jayme, Fri­boi está cada vez mais próximo de declarar apoio ao tucano-chefe. O que deve ocorrer, se ocorrer, logo depois da Copa do Mundo de Fu­tebol ou em agosto.

Partidos elegem seus favoritos para deputado federal em Goiás. Mas pode ocorrer surpresa

[caption id="attachment_8441" align="alignleft" width="620"]Giuseppe Vecci, Thiago Peixoto, Alexandre Baldy, Rubens Otoni e Olavo Noleto: altamente competitivos pra eleição de outubro | Fotos: Fernando Leite/Jornal Opção Giuseppe Vecci, Thiago Peixoto, Alexandre Baldy, Rubens Otoni e Olavo Noleto: altamente competitivos pra eleição de outubro | Fotos: Fernando Leite/Jornal Opção[/caption] Definidas as chapas majoritárias dos partidos, como PSDB (Marconi Perillo), PMDB (Iris Rezende), PSB (Vanderlan Car­doso) e PT (Antônio Gomide), vai começar uma guerra furiosa nos bastidores entre os candidatos a deputado federal. Como os jornais dão mais importância à disputa majoritária, pouco se comenta sobre a disputa legislativa. Porém, nesta área, nem os aliados são inteiramente aliados. Muitas vezes, os aliados são os principais adversários. Na semana passada, o Jornal Opção consultou integrantes dos partidos mais consolidados e pediu que citassem quais de seus candidatos têm chances efetivas para deputado federal. Há poucas surpresas, mas o PMDB, que esperava eleger quatro deputados federais, tende a fazer apenas três. A desistência de Marcelo Melo, do Entorno de Brasília, enfraqueceu o partido numa região estratégica. A seguir, a lista, formulada pelos partidos, é exposta em ordem alfabética: 1 — Alexandre Baldy — Tem estrutura sólida, é jovem e fez uma gestão competente na Secretaria da Indústria e Comércio. PSDB. 2 — Antônio Faleiros — Rearticulou a estrutura da saúde pública em Goiás. Um dos nomes do governador Marconi Perillo. PSDB. 3 — Daniel Vilela — O apoio do prefeito de Aparecida de Goiânia é decisivo. Maguito Vilela é seu pai. PMDB. 4 — Eduardo Machado (Walter Paulo, PMN, ou Dário Paiva, PSL). PMN. Integra a Chapinha. 5 — Flávia Morais — Saiu fortalecida ao compor com o chapão que apoia o governador Marconi Perillo. PDT. 6 — Giuseppe Vecci — Principal responsável pelo planejamento do governo. Um dos nomes de Marconi Perillo. PSDB. 7 — Iris Araújo — Tem um general eleitoral na sua campanha, o marido Iris Rezende. PMDB. 8 — João Campos — O voto evangélico e o apoio de setores da Polícia Civil são seus principais suportes. PSDB. 9 — José Mário Schreiner — Tem apoio dos produtores rurais. Relação com Ronaldo Caiado é um complicador. PSD. 10 — Jovair Arantes — Faça chuva ou sol, sempre um candidato competitivo. Municipalista. PTB. 11 — Magda Mofatto — Suas estruturas financeira e política são sólidas. PR. 12 — Marcos Abrão — Bancado pela senadora Lúcia Vânia, é um nome competitivo. PPS. 13 — Olavo Noleto — É o nome da presidente Dilma Rousseff em Goiás. PT. 14 — Pedro Chaves — É um municipalista nato. PMDB. 15 — Roberto Balestra — Dono de sete mandatos, é muito forte eleitoralmente. PP. 16 — Rubens Otoni — O deputado federal é tido como imbatível. PT. 17 — Thiago Peixoto — É uma das estrelas da base governista. PSD. A lista acima não indica que os citados serão vitoriosos — afinal, a eleição será realizada apenas em 5 de outubro. Mas são apontados como favoritos por seus próprios partidos. Surpresas acontecem e há outros nomes fortemente cotados, como San­des Júnior (PP), Lucas Vergílio (Solidariedade), Fábio Sousa (PSDB), Waldir Soares (PSDB), Célio Silveira (PSDB), Heuler Cruvinel (PSD), Gilvan Máximo (PRB) e Valdivino Oliveira (PSDB).

Maguito e Iris Rezende vão tentar emplacar o deputado mais bem votado: Iris Araújo ou Daniel Vilela

[caption id="attachment_8431" align="alignleft" width="300"]Iris Araújo e Daniel Vilela: guerra para ser o mais bem votado pra deputado | Fotos: Fernando Leite/Jornal Opção Iris Araújo e Daniel Vilela: guerra para ser o mais bem votado pra deputado | Fotos: Fernando Leite/Jornal Opção[/caption] O candidato a governador pelo PMDB, Iris Rezende, e o prefeito de Aparecida de Goiânia, Maguito Vilela, travam uma batalha pouco visível, exceto para aqueles que observam os bastidores com atenção. Recentemente, Maguito articulou, com certa desenvoltura, a candidatura de Júnior Friboi a governador pelo PMDB. Era uma aposta no futuro. Como o empresário foi “atropelado” pela máquina irista, o prefeito aderiu à campanha de Iris. Mesmo se for eleito, especialmente pela idade (80 anos), o decano peemedebista não tem futuro político, mas Maguito tem para si e para seu filho, o deputado estadual Daniel Vilela, que postula, em 5 de outubro deste ano, mandato de deputado federal. Maguito sabe que Iris prioriza a campanha de sua mulher, a deputada federal Iris Araújo — que deve ser uma das mais votadas, senão a mais votada. O prefeito vai priorizar a campanha de Daniel, com o objetivo de torná-lo o mais bem votado do PMDB. Maguito aposta em dois rumos. Primeiro, fortalecidos Daniel e seu sobrinho, Le­andro Vilela, que disputará a Prefeitura de Jataí, em 2016, poderá ser candidato a senador, em 2018. Segundo, se não disputar o Senado, poderá bancar Daniel, o novo, para o governo em 2018.