Bastidores
O presidente do PHS, Eduardo Machado, espécie de golden boy dos marineiros nacionais — como o deputado Walter Feldman —, está cada vez mais colado na candidata do PSB a presidente da República, Marina Silva. Se esta for eleita, pode virar ministro. Eduardo Machado aposta suas fichas, todas elas, que, no segundo turno, com o apoio do PSDB de Aécio Neves, Marina Silva vai ser eleita presidente da República. Aécio não vai fazer oposição a socialista, ao contrário do que diz. O líder do PHS avalia que o escândalo da Petrobrás — do qual só apareceu a ponta do iceberg — vai ser decisivo no segundo turno. Porque, na etapa seguinte, Marina Silva terá espaço tanto para ser propositiva quanto para explorar os escândalos do governo Dilma Rousseff. O Petrolão pode ser uma pedra no caminho da candidata petista.
O Marimar — movimento de apoio a Marina Silva e a Marconi Perillo em Goiás — surpreende pela quantidade de adesões. O movimento já está parecendo partido político. Na semana passada, até ex-petistas se prontificam a apoiá-lo. E há petistas, dos chamados “éticos” e “não contaminados”, entusiasmados com a candidata a presidente do PSB.
Uma coisa é praticamente certa. No primeiro turno, o prefeito de Anápolis, João Gomes, do PT, está firme, absolutamente leal, ao lado candidato do PT a governador, Antônio Gomide. Espalham dezenas de fofocas sobre o relacionamento dos dois, mas a única coisa que é verdadeira é que, apesar das diferenças de estilo, eles se dão bem e se respeitam. Sem contar que, em 2016, o prefeito vai precisar tanto de Gomide quanto de seu irmão, o deputado federal Rubens Otoni, para disputar a reeleição. Agora, se o segundo turno for entre Marconi Perillo, do PSDB, e Iris Rezende, do PMDB, não resta a menor dúvida: João Gomes ficará ao lado do tucano-chefe. Em nome de uma amizade e aliança antiga com Marconi. Mas também porque Anápolis não tolera Iris Rezende.
Que não se enganem os críticos do prefeito de Anápolis, João Gomes. Ele trabalha de sol a sol. Chega na prefeitura às 7 horas, e até mais cedo, e só vai embora para casa a partir das 21 horas. E está sempre andando pela cidade, verificando as ações de sua equipe. Sem contar que às vezes sai para alguma atividade extra. O petista é uma máquina para trabalhar. Aos que perguntam porque seu trabalho não aparece tanto, Gomes diz, com seu estilo apressado e ágil, que, no momento, quem tem de brilhar não é ele, e sim o candidato do PT a governador, Antônio Gomide. Para não ofuscar o candidato, prefere ficar nas sombras. Depois das eleições, com a prefeitura azeitada, João Gomes pretende se divulgar de maneira mais adequada.
Retirando Aguimar Jesuíno, candidato a senador, e Elias Vaz, candidato a deputado estadual, o PSB de Goiás é apontado como caiadista. Vanderlan Cardoso, embora diga o contrário, para não ser apontado como infiel partidariamente, apoia Ronaldo Caiado (DEM) para senador. E nem é mais por debaixo dos panos.
A partir do próximo ano, Vanderlan Cardoso e Marina Silva não estarão filiados ao mesmo partido, o PSB. Vanderlan deve continuar no PSB e Marina vai migrar, com vários integrantes do Partido Socialista Brasileiro, para o partido Rede Sustentabilidade.
O grupo de Vanderlan Cardoso vai rachar no segundo turno — se ele decidir embarcar na candidatura de Iris Rezende. No caso, claro, de ocorrer segundo turno. O prefeito de Senador Canedo, Misael Oliveira, não apoia Iris Rezende nem que a vaca tussa em aramaico. Integrante do PDT, vai subir no palanque do tucano-chefe, Marconi Perillo. Pelo menos um líder do PSC, historicamente ligado a Marconi, vai apoiá-lo. O grupo de Vanderlan vai rachar se ele decidir apoiar Iris, na hipótese de segundo turno
É quase certo que Jayme Rincon será candidato a prefeito de Goiânia, pelo PSDB, com o deputado Sandes Júnior (PP) na sua vice. Virmondes Cruvinel Filho (PSD) também é cotado para vice de Rincon, assim como a vereadora Cristina Lopes (PSDB). Detalhe: os três aceitam ser vice de Rincon numa boa, sem sacrifício.
A turma do marketing de Iris Rezende recomenda que o candidato, nas entrevistas, se comporte com mais calma. Ele não está deixando os jornalistas falarem. E, como fala demais, sem pausa, está salivando muito. Aos 80 anos (81 em dezembro), Iris está se comportando como amador. Dimas Thomas, um dos poucos que tem coragem de dizer a verdade ao candidato do PMDB, tem de alertá-lo. O peemedebista está fora de controle, excessivamente agressivo.
Após os compromissos políticos no Entorno do Distrito Federal, Lucas Vergílio foi para Itaberaí, no Centro Goiano, onde participou de evento político com o Movimento Feminino e demais lideranças do PMDB, como o deputado estadual e candidato à reeleição, Wagner Siqueira (PMDB), e o coordenador da campanha do candidato a governador Iris Rezende (PMDB), o ex-deputado federal Barbosa Neto (PMDB). O evento ocorreu na casa da tradicional moradora de Itaberaí, Dona Mirna (mãe de Barbosa Neto), e reuniu cerca de 300 mulheres. Em seu discurso, Lucas lembrou que o deputado federal Armando Vergílio trouxe emendas superiores a 1 milhão de reais que foram convertidas em investimentos para a cidade. “Podem ficar tranquilos, pois Itaberaí vai ter um deputado federal de verdade que vai defender os interesses desta cidade na Câmara Federal.”
Uma das principais bandeiras políticas do candidato a deputado federal, Lucas Vergílio (SD), é pela defesa dos interesses do setor de seguros, da previdência privada complementar aberta, saúde e de capitalização na Câmara dos deputados em Brasília. O jovem de 27 anos, empresário do setor, é o atual vice-presidente do Sindicato dos Corretores de Seguros, de Capitalização e de Previdência Privada no Estado de Goiás (Sincor-GO) e representante da Federação na Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). O deputado federal Armando Vergílio (SD), pai de Lucas, fez muito pela área no Congresso Nacional, sendo dele uma das maiores atuações para aprovação do novo Supersimples, conhecido regime simplificado de tributação destinado às micro e pequenas empresas, que beneficia diretamente o segmento de corretagem de seguros. As corretoras foram inclusas na Tabela 3 do Simples Nacional graças aos esforços políticos de Armando. Lucas Vergílio tem a incumbência de seguir nas lutas iniciadas pelo pai, e sua primeira tarefa, caso eleito, será a de dar continuidade aos trabalhos tocados por Armando como a regulamentação do Projeto de Lei nº 3555/2004 que reformula, contextualiza e atualiza as normas gerais dos contratos de seguro privado vigentes no País. O jovem candidato também vai dar prosseguimento aos trabalhos levados afinco por Armando em defesa da aprovação do Projeto de Lei nº 7.052/14, que estabelece parâmetros para a contratação do VGBL Saúde, de extrema importância para a sociedade brasileira.
De um friboizista juramentado: “Júnior Friboi recomenda: ‘Iris Rezende é prejudicial à saúde democrática do PMDB”. O friboizista diz que, se pudesse, colocaria a frase no estatuto do PMDB.
O candidato do PMDB a governador de Goiás, Iris Rezende, decidiu que vai aumentar o tom das críticas ao governo de Marconi Perillo. O grupo de Iris avalia que as críticas deram resultado, estabilizando o quadro eleitoral, e que os peemedebistas estão conseguindo atrair o governador Marconi Perillo para a “guerra”.
José Roberto Arruda, do PR, barrado pelo TSE, deve retirar sua candidatura a governador do Distrito Federal na segunda-feira, último dia para se processar a troca de candidatos. Arruda, líder nas pesquisas, é ficha suja, mas recorreu ao STF. Porém, como sabe que não tem escapatória, estuda lançar Flávia Arrudinha, ou Flávia Furação (ela foi a moça do tempo na televisão), para governadora. Seria uma forma, se ela for eleita, de ele governador indiretamente, como uma espécie de primeiro-ministro plenipotenciário.
O vice-prefeito de Goiânia, Agenor Mariano, irista juramentado, afirma que a aliança entre PMDB, DEM e Solidariedade elege pelo menos quatro deputados federais, possivelmente Iris Araújo, Daniel Vilela, Pedro Chaves e Lucas Vergílio. “Mas não será surpresa se elegermos mais um. José Rico, Paulo do Valle e Tatiana Lemos são bons nomes”, afirma.

