A capital goiana, que neste ano comemora 89 anos desde sua fundação, é uma referência no acolhimento de migrantes. De acordo com o Índice de Reposição Populacional do IBGE, entre 2005 e 2015, para cada 10 pessoas que partiram de Goiás para outro lugares, 23 chegaram ao estado buscando uma vida melhor. Segundo o último Atlas do Censo Demográfico, Goiânia é a segunda capital que mais atrai migrantes no País – perdendo apenas para Brasília.

O processo começou ainda no período de construção da nova capital de Goiás. Projetada para acolher inicialmente 50 mil pessoas, Goiânia recebeu 4 mil trabalhadores oriundos principalmente de Minas Gerais e Nordeste quando a cidade era construída, nos anos próximos da fundação em 1933. 

Com crescimento acelerado e sustentado, o processo migratório de trabalhadores da construção civil continua até hoje. O mestre de obras da GPL Incorporadora, Manoel Lopes de Oliveira, saiu de Correntina-BA aos 20 anos de idade buscando uma vida melhor em Goiânia ao lado de sua esposa. A escolha pela capital se deu por um convite de seu irmão que já vivia aqui e sabia que as condições de trabalho e renda eram mais favoráveis do que trabalhando na zona rural de seu município. 

Manoel afirma: “Cheguei nesta cidade no dia 01 de janeiro de 79, ao lado de minha mulher que estava grávida, hoje já estamos aqui há 44 anos, aqui nasceram meus 3 filhos e netos, formei minha família”. Desde sua chegada o mestre de obras do empreendimento Citizen Home, trabalhou na construção civil, começou como ajudante de servente sem saber o que era um cavalete. Há 22 na GPL salienta que, “A empresa ocupa um lugar muito importante em sua vida pois na empresa que ele teve oportunidades de aprendizado e crescimento”.

“Quando cheguei aqui, Goiânia tinha era ainda uma moça jovem, a cidade envelheceu e  inovou, posso dizer que aqui mudou muito, hoje está muito mais bonita do que naquela época. Muitas praças, shoppings e edifícios bonitos foram construídos, e me orgulho em saber que tenho uma participação em todo esse desenvolvimento”.

Já Delvânio Próspero Bispo, 33 anos, veio de Avelino Lopes-PI há 10 anos, decidiu se mudar para a capital a convite de um familiar que já morava aqui. Chegou na cidade e começou trabalhando com fundação por 7 anos, após isso se tornou pedreiro e também faz parte do quadro de colaboradores da GPL Incorporadora. “Sou casado, tenho um filhinho de 2 anos e só tenho a dizer que Goiânia é bom demais, para mim não tem nem palavras, só agradecer, aqui já consegui minha casa e hoje tenho uma profissão”. 

A capital hoje é quase um “coração de mãe” para pessoas dos mais variados estados que buscam melhorar suas condições de vida e de suas famílias. As histórias quase que se repetem, algum parente ou conhecido se muda primeiro, consegue se estabelecer por aqui e acaba transformando Goiânia em sua cidade do coração, e nesse fluxo um a um acaba trazendo grande parte de seus entes queridos para definir a cidade como sua casa.