Zacharias Calil lamenta que secretário não tenha dado valor ao projeto que beneficia agentes de saúde

O deputado federal do DEM afirma que, enquanto o país aplaude seu projeto, secretário diz que é apenas mais um projeto

O deputado federal Zacharias Calil conseguiu um feito, recentemente: teve um projeto aprovado, em tempo recorde e com o apoio de toda a Câmara dos Deputados (o parlamentar é filiado ao DEM, mas até os petistas trabalharam pela aprovação). O Projeto de Lei 1409/2020 prioriza a saúde dos trabalhadores que atuam no combate à pandemia do novo coronavírus. Os trabalhadores na área de saúde, os que estiverem em contato direto com portadores ou possíveis portadores da Covid-19, também terão prioridade para fazer testes de diagnóstico. E os empregadores ou contratantes deverão fornecer — gratuitamente — os equipamentos de proteção individual. “Poderia capitalizar a vitória para mim, mas optei por explicar aos meus colegas que o projeto era de todos, porque se trata de defender vidas, quer dizer, as vidas das pessoas que cuidam, no dia a dia, de proteger as pessoas.”

Zacharias Calil, médico e deputado federal: “Meu objetivo é proteger a vida dos trabalhadores e dos pacientes” | Foto: Fábio Costa/Jornal Opção

“O projeto galvanizou a atenção do país e passei a quinta-feira, 30, concedendo entrevistas. Na Câmara dos Deputados, fui aplaudido. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, me cumprimentou de maneira efusiva. Cientistas, médicos, enfermeiros, técnicos de saúde, farmacêuticos aplaudiram a minha iniciativa. Repito: em todo o país. No entanto, o secretário de Saúde de Goiás, Ismael Alexandrino, desdenhou e disse era apenas ‘mais um projeto’. Não foi elegante comigo? Talvez tenha sido ainda mais deselegante com os trabalhadores do setor de saúde — e logo depois de circular a informação de que 70 servidores do Hugo foram afastados com sintomas de Covid-10”, afirma Zacharias Calil. “Outros certamente serão afastados, possivelmente.”

“Sou médico, cirurgião, e sei que os profissionais de linha de frente de uma UTI são especializados — tanto o médico quanto os enfermeiros e os técnicos. Não é nada fácil substitui-los. Por isso devem ser cercados da mais ampla proteção possível. Meu projeto, portanto, é uma iniciativa prática num país no qual se apresenta projetos absurdos e dispendiosos. Felizmente, se o secretário não reconhece o meu trabalho, o governador de Goiás, o médico Ronaldo Caiado, reconhece que, em Brasília, estou a serviço da saúde — quer dizer, de Goiás e do país”, diz o deputado do Democratas. “Por que o secretário não tem orgulho de um deputado goiano que apresenta um projeto, aplaudido pelo país, que defende a vida dos trabalhadores da saúde, diretamente, e, indiretamente, dos pacientes? Não dá pra entender. Felizmente, Ronaldo Caiado, assim como país, sabe o valor do que fiz.”

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