Foto: Renan Accioly / Jornal Opção
Foto: Renan Accioly / Jornal Opção

A Rede Sustentabilidade conseguiu seu registro e tende a nascer como um partido de médio porte, com filiações importantes em todo o país. Liderado por Marina Silva, em nível nacional, a Rede é um partido diferente. Não tem presidentes, por exemplo, e sim dois porta-vozes — uma mulher e um homem. Em Goiás, é dirigido pelo procurador federal Aguimar Jesuíno e pela professora Zélia.

Na semana passada, mesmo com o auxílio de secretárias e aliados, Aguimar Jesuíno não conseguia atender todos os que queriam se filiar na Rede. Entre os filiados está o vereador Djalma Araújo, ex-PT e ex-Solidariedade.

Sobre o deputado-delegado Waldir Soares, Aguimar Jesuíno diz que se trata de um político interessante, diferente da média. “Porém, como a Rede é um partido humanista e pacifista, parece incongruente acolhê-lo. As ideias de Waldir Soares são diferentes das nossas, exceto, tudo indica, no campo ético.”

Aguimar Jesuíno frisa que a Rede deve aliar-se a outros partidos de esquerda para disputar a Prefeitura de Goiânia. “PDT, PPS e PSB têm a ver com o nosso ideário, mas o PPS e o PSB já estão comprometidos com Vanderlan Cardoso. Estamos conversando com o PSDC e com o PPL.”

O engenheiro Martiniano Cavalcante vai se filiar à Rede, mas sem militância, informa Aguimar Jesuíno. Elias Vaz comunicou que vai permanecer no PSB.

“Em Inhumas, a Rede terá candidato a prefeito. Será o vereador Pacheco, que deixou o PP. Em Catalão, devemos lançar candidato a prefeito, possivelmente o economista Fernando Safatle [que tratou de um câncer num ouvido, em São Paulo, e já está bem]. Devemos ter bons nomes em Uruana, Goianira, Aragarças, Rio Verde e Luziânia”, sublinha Aguimar Jesuíno.

Com o objetivo de não criar feudos ou castas, a Rede muda com frequência seus porta-vozes. “Deixo de ser porta-voz no dia 8 de novembro. Aí faremos convenção e podem assumir Edson Braz, Uarian Ferreira, Arsênio Neiva Costa ou Fernando Safatle.”