O ex-deputado federal Vilmar Rocha disse ao Jornal Opção que seu mandato como presidente do PSD termina no dia 31 de março. “Se o senador Vanderlan Cardoso quer assumir o comando, tudo bem — não vou disputar. Eu disse ao presidente do PSD nacional [que também não tem mandato legislativo ou executivo], meu amigo Gilberto Kassab, que não irei criar problemas para os ‘homens das emendas’.”

Vilmar Rocha sublinha que continuará com seu trabalho político — “naturalmente”. “Há vantagens de se ter o comando de um partido, como representatividade e estrutura mínima para se movimentar. Porém, fora da presidência, a gente fica mais independente e livre para debater e opinar.”

Francisco Júnior, Gilberto Kassab, Vanderlan Cardoso e Henrique Meirelles | Foto: Divulgação do PSD

Cotado para ocupar a presidência da Espaço Democrático do PSD, se Guilherme Afif Domingos realmente se afastar, Vilmar Rocha prefere, por enquanto, não discutir a questão. “Sou amigo de Afif Domingos, há muitos anos. Portanto, se ele quiser continuar à frente da Espaço Democrático é perfeitamente lícito e vou apoiá-lo. Se ele e a cúpula do partido avaliarem que meu nome é adequado, poderei assumi-la.”

Vilmar Rocha é, hoje, um dos principais interlocutores do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, do União Brasil. Numa conversa recente, em que se deu a indicação do ex-deputado federal Francisco Júnior para a presidência da Codego, o líder do PSD inquiriu do gestor estadual se seu grupo deixasse a direção do partido o que aconteceria com o cargo. O gestor estadual disse que nada mudará, ou seja, Francisco Júnior continuará fazendo parte de sua equipe.

Vanderlan Cardoso planeja disputar a Prefeitura de Goiânia, em 2024, e, segundo aliados, temia que, sem o controle da presidência do PSD, o partido pudesse não apoiar seu projeto político-eleitoral. Entretanto, Vilmar Rocha disse, desde sempre, que, se Vanderlan Cardoso disputar a prefeitura, vai apoiá-lo. (E.F.B.)

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