Lincoln Tejota planeja assumir a vaga do conselheiro do TCM. E Lissauer Vieira iria para a vaga de Sebastião Tejota no TCE

Valdenor Braz: conselheiro do TCM | Foto: Divulgação

O que se comenta na Assembleia Legislativa é que havia uma negociação para o secretário de Governo, Ernesto Roller, assumir a vaga do conselheiro Valcenor Braz, do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM). A aposentaria se daria no primeiro semestre de 2022, mas não necessariamente em março. De repente, porém, surgiu a articulação de Lissauer Vieira, presidente da Assembleia Legislativa, e Sebastião Tejota, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de Goiás (TCE).

Lissauer Vieira: presidente da Assembleia Legislativa | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

Lissauer Vieira iria para o TCE, como conselheiro, e Lincoln Tejota, vice-governador e filho de Sebastião Tejota (disputaria mandato de deputado estadual ou federal), iria para o TCM, como conselheiro. Ernesto Roller seria “atropelado”.

Mas há uma pedra no caminho, e parece ser maior do que a de Paraúna. Valcenor Braz não tem tempo suficiente para se aposentar com salário integral. Se se aposentar agora, perderá entre 40 a 50% de seus vencimentos. Portanto, sua aposentadoria pode ser benéfica para Lissauer Vieira e Lincoln Tejota, mas não para ele.

Lincoln Tejota, vice-governador | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

A tendência é que Valcenor Braz se aposente este ano, mas não agora. Um amigo do ex-deputado acrescenta que fizeram uma articulação sem consultá-lo. Só havia uma conversa, preliminar, com Ernesto Roller. Os dois, por sinal, são do Entorno de Brasília.

Segundo um jurista, só o Executivo, e não a Assembleia, pode propor uma lei sobre determinadas mudanças, por exemplo na questão da aposentadoria. “Para beneficiar Valcenor Braz, levando-o a se aposentar com salário integral agora, só com uma alternação na Constituição do Estado, o que certamente não será feito”, afirma o advogado. “Não se muda a Constituição para beneficiar uma pessoa.”