Terrorista Cesare Battisti é detido pela PF quando pretendia aparentemente fugir pra Bolívia

Ele matou quatro pessoas na Itália e recebeu a proteção do governo de Lula da Silva para permanecer no Brasil. Agora, teme ser extraditado

Cesare Battisti: terrorista que matou quatro pessoas na Itália

Como tratar o italiano Cesare Battisti: terrorista ou ex-terrorista? Para a Justiça italiana, trata-se de terrorista. Integrante da organização Proletários Armados Pelo Comunismo, ele comandou o assassinato de quatro pessoas, entre 1978 e 1979: um guarda carcerário, um agente de polícia, um militante neofascista e um joalheiro de Milão. O filho do joalheiro, atingido por disparos, ficou paraplégico. O terrorista foi condenado à prisão perpétua Justiça da Itália, mas fugiu. Inventando o “terrorista do bem”, o governo do petista Lula da Silva operou para mantê-lo no Brasil — livre, leve e solto. Na quarta-feira, 4, ele foi detido pela Polícia Federal, na fronteira do Brasil com a Bolívia.

Há indícios de que Cesare Battisti pretendia fugir para a Bolívia, para ficar sob a proteção do “companheiro” Evo Morales. Ao ser informado de que o governo da Itália pediu ao governo do presidente Michel Temer para que anule a decisão de conceder-lhe refúgio no Brasil, decidiu escapar. Advogados do terrorista sustentam que planejam deportá-lo ou expulsá-lo, por isso impetraram o habeas corpus 136898. O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, negou, considerando que o governo federal não se manifestou oficialmente a respeito de extradição. Os advogados, que se comportam como adivinhos, sugerem que há um esquema “sigiloso” para revisar o ato do ex-presidente Lula da Silva — contestado até pela “CartaCapital”, de Mino Carta — que impediu a deportação do criminoso italiano.

Os advogados de Cesare Battisti dizem que há uma ação civil pública pela qual o Ministério Público Federal planeja anular o ato que concedeu visto de permanência ao terrorista — o que levaria à sua deportação de maneira irremediável. A Justiça Federal, em Brasília, avaliando como procedente a ação, decidiu pela prisão imediata do italiano. Porém, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região decidiu pela suspensão da ordem de prisão.

Cesare Battisti, possivelmente para se proteger, casou-se com uma brasileira e tem um filho brasileiro.

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