Tejota diz que Wilder apoia toda a base aliada e que Lúcia Vânia só banca seu grupo

Deputado afirma que a senadora só convoca o deputado Marcos Abrão para seus encontros. O senador não exclui ninguém

Lincoln Tejota: “Não hesito em dizer que Wilder Morais, como Zé Eliton, ‘remoça’ a base governista e que Lúcia Vânia a ‘envelhece’” | Fotos: Agência Assembleia/ Agência Senado/ André Saddi

O deputado estadual Lincoln Tejota (PROS) é considerado pule de dez para deputado federal. O jovem político é um fenômeno e faz política em tempo integral. Dos novos postulantes, tudo indica que Jean Carlo (PHS) e Tayrone di Martino (PSDB) são os únicos que se aproximam dele em termos de articulação política. Mas é possível que esteja um passo a frente.

Lincoln Tejota é um político que assume posições e não fica em cima do muro. Ele apoia a reeleição do senador Wilder Morais, do PP, e apresenta um argumento convincente. “Wilder articula para toda a base, não para um grupo específico. Já a senadora Lúcia Vânia, um política pela qual tenho respeito, não articula para a base. A presidente do PSB articula para seu grupo, quer dizer, para Marcos Abrão, pré-candidato a deputado federal, e para Luiz Stival, pré-candidato a deputado estadual. Para seus encontros políticos, a senadora não convida deputados e pré-candidatos a deputado — só convida Marcos Abrão, seu sobrinho e aliado. Assim, para os candidatos a deputado, é mais adequado apoiar Wilder do que Lúcia.”

Mas Lincoln Tejota diz que há outros motivos para apoiar Wilder Morais. “O senador é autenticamente municipalista, e não apenas em período eleitoral. Ele recebe todo mundo, independentemente de partidos políticos ou se os prefeitos vão apoiar ou não sua reeleição. O presidente do PP pensa grande, é um político maduro. Pode-se dizer que Wilder é o senador porta-abertas. Posso atestar que, do ponto de vista do apoio dos prefeitos e dos postulantes a deputado, Wilder saiu na frente. Quem tem voto em Goiás — prefeitos e deputados — vai bancar a reeleição do senador. Observe-se que até o prefeito de Aparecida de Goiânia, Gustavo Mendanha, do PMDB, apoia a candidatura de Wilder. Porque sua atuação, como senador, é suprapartidária. Ele trouxe 500 milhões de reais para o setor de saúde em Goiás — é um fenômeno. Não dá para ignorar isto, não.”

Com a possível filiação de Alexandre Baldy ao PP, aposta Lincoln Tejota, “Wilder ‘atropelou’ geral. O senador está mais do que viabilizado. Não à toa Daniel Vilela, do PMDB, e Ronaldo Caiado, do DEM, querem o seu passe político. Mas nós, que apoiamos o governador Marconi Perillo para senador e José Eliton para governador, queremos e vamos mantê-lo na base. É hora de renovação e Wilder, como o próprio Zé Eliton, é o símbolo de que a base governista se renova. Lúcia Vânia, como Ronaldo Caiado, não são símbolos da renovação. Pode-se dizer que Wilder e Zé Eliton ‘remoçam’ e Lúcia Vânia ‘envelhece’ a base aliada”.

José Eliton, na opinião de Lincoln Tejota, “será eleito governador. Ele está crescendo aos poucos, consolidando posições. Em termos de eleições majoritárias, é a maneira adequada de se crescer. Observe Ronaldo Caiado. Ele está em primeiro lugar, mas, aos poucos, vai cair. Quando estiver caindo, perderá a expectativa de poder. No interior, mais do que na capital, a expectativa de poder já está com Zé Eliton. Quem circula pelo Estado percebe que o Goiás na Frente vai colocar Zé Eliton realmente na frente”.

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