Sadia e Perdigão/BRF estão sob controle da Marfrig

Aliado ao Fundo de Pensão do Banco do Brasil, Previ, o empresário Marcos Molina, da Marfrig, assumiu o controle da BRF

Os novos controladores da BRF — leia-se Perdigão e Sadia — são a Marfrig e Marcos Molina, seu principal dirigente. A empresa tem unidades em Rio Verde e Mineiros, no Sudoeste de Goiás.

Ainda que não tenha 51%, e sim 33,25% do grupo, assinala “O Globo”, “Molina conseguiu 97,88% dos votos para eleger sua chapa única no conselho de administração” da BRF. A assembleia geral de acionistas da produtora de frango e suíno ocorreu na segunda-feira, 28.

O fundo de pensão do Banco do Brasil, Previ — com 6,13% do capital da BRF —, ao unir-se a Marcos Molina, deu força à Marfrig. A Previ indicou Aldo Luiz Mendes como membro do Conselho de Administração, agora controlado por Marcos Molina e Marfrig.

Marcos Molina, controlador da Marfrig e presidente do Conselho de Administração da BRF | Foto: Reprodução

O conselho de administração da BRF agora tem como presidente Marcos Molina. Sergio Rial, presidente do conselho do Santander Brasil, é o vice-presidente.

O Conselho de Administração ficou formado assim, em ordem alfabética:

Aldo Luiz Mendes — indicado pela Previ.

Altamir Batista Mateus da Silva — ex-diretor do Banco Safra.

Augusto Marques da Cruz — Já era membro do conselho.

Deborah Stern Vieitas — presidente da Amcham e membro do Conselho de Administração do Santander Brasil.

Eduardo Pocetti —ex-presidente da consultoria BDO e membro do conselho fiscal da Marfrig.

Flávia Maria Bittencourt — presidente da Adidas.

Márcia Aparecida Marçal dos Santos — membro do conselho e presidente do setor de responsabilidade social da Marfrig.

Marcos Molina — presidente do conselho e controlador da Marfrig.

Pedro de Camargo Neto — produtor rural.

Sergio Rial — vice-presidente do Conselho.

“A Marfrig já investiu cerca de R$ 7 bilhões em ações para conquistar sua posição acionária atual na BRF e é hoje a maior acionista da empresa, com 33,25% do capital. A Previ é o segundo maior acionista, com 6,13%, seguida da gestora Kapitalo e do Petros (fundo de pensão da Petrobrás), com 5,34% e 5,26%, respectivamente”, registra “O Globo”. Segundo o jornal, no momento, a BRF “enfrenta pressões de custos de insumos como o milho”.

A BRF tem sido decisiva para o crescimento da economia do Sudoeste de Goiás. Cidades como Rio Verde, Jataí e Mineiros se tornaram potências econômicas depois da chegada de seus empreendimentos.

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