Ressurge a possibilidade de Iris Rezende voltar à disputa pela Prefeitura de Goiânia

Reunião entre PMDB, DEM, PRP e SD nesta quarta-feira (27/7) reacendeu possibilidade do ex-prefeito ser o candidato da oposição 

Daniel Vilela, Maguito Vilela, Dona Íris e Iris Rezende durante evento que "selou" aposentadoria do decano | Foto: Alexandre Parrode / Jornal Opção

Daniel Vilela, Maguito Vilela, Dona Íris e Iris Rezende durante evento que “selou” aposentadoria do decano | Foto: Alexandre Parrode / Jornal Opção

A reunião entre os partidos aliados da oposição em Goiás realizada na tarde desta quarta-feira (27/7) reacendeu a possibilidade de Iris Rezende disputar a Prefeitura de Goiânia em 2016.

Após horas de discussão, PMDB, DEM, PRP e Solidariedade decidiram que não vão apoiar nenhum outro partido na capital. Apesar de ter havido movimentações em direção a Vanderlan Cardoso (PSB), ficou definido que vão lançar nome próprio.

O Jornal Opção apurou que o senador democrata Ronaldo Caiado e o vice-prefeito peemedebistas Agenor Mariano foram os primeiros a avisarem que não aceitariam aliança com o empresário de Senador Canedo.

De fato, apenas o presidente do diretório estadual do PMDB, deputado federal Daniel Vilela, se mostrava favorável à proposta. O pai e prefeito de Aparecida de Goiânia, Maguito Vilela, chegou a dizer à imprensa que, como não há tempo hábil para construir uma candidatura, seria melhor apoiar o pré-candidato do PSB.

A aliança formada em 2014 já descartou tal possibilidade e, portanto, passou a avaliar qual o melhor nome para a eleição na maior cidade e capital do Estado. Foram aventados, no encontro, o ex-deputado federal Armando Vergílio (SD), o deputado estadual Bruno Peixoto (PMDB) e até do também deputado Major Araújo (PRP).

Contudo, a grande novidade após a reunião é mesmo a possibilidade de Iris Rezende (PMDB) voltar à disputa. Apesar de ter divulgado carta à sociedade e garantido a aliados que não se candidataria em 2016, interlocutores avaliam que o caminho tomado hoje pavimenta a estrada do “Volta, Iris”.

Um dos motivos que levou o ex-prefeito a desistir de ser o candidato do PMDB foi justamente a insatisfação com a falta de unidade no partido e na própria aliança. Consta que ele estaria chateado com a família Vilela — o que ficou cristalino depois dos ataques feitos por sua esposa, a ex-deputada Dona Íris, nas redes sociais.

Derrotado o plano de apoio a Vanderlan, há quem acredite que, no dia da convenção dos partidos, sem um nome competitivo, Iris pode acabar sendo “aclamado” — mais uma vez — como o candidato da aliança PMDB-DEM-PRP-SD. “Iris é uma esfinge que pode surpreender e te engolir a qualquer hora”, disse um aliado de forma misteriosa.

Vale lembrar que o deputado Lucas Vergílio (filho de Armando Vergílio) foi cotado para a vice do peemedebista antes da desistência. Se ele topar, a articulação abriria a possibilidade de Dona Íris voltar à Câmara Federal em 2019.

Não há nada de concreto ainda, mas a “derrota” da família Vilela para a eleição em Goiânia deste ano fez ressurgir a esperança em iristas. No discurso de despedida em seu escritório político há duas semanas, o decano peemedebistas insistiu que os “jovens” deveriam assumir o partido e disputar.

Se não houver quem “tope” se candidatar, Iris Rezende pode se sentir compelido a, mais uma vez, assumir o desafio. O filme não é novo. Por isso mesmo não surpreenderia aliados. A conferir.

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Alexandre Martins Ribeiro

Deputado Estadual Major Araújo é uma excelente opção nessa aliança: PMDB-DEM-PRP-SD. As Eleições em Goiânia estão indefinidas sem o experiente Iris Rezende na disputa.