PSDB nacional desiste de fusão com outras siglas e quer voltar a ser forte em 2020

Aposta de tucanos da cúpula nacional é de refundação do partido e abertura de espaços técnicos, mas a maior vitrine continuará sendo o governo de São Paulo

Partido espera um show de gala do governador João Doria na convenção nacional no final de maio | Foto: Divulgação

O PSDB foi um dos maiores derrotados na eleição de 2018, perdendo espaço no Senado, na Câmara dos Deputados e no comando dos governos estaduais. No entanto, foi mantida a joia da coroa, o governo de São Paulo, com a vitória de João Doria. A esperança de reconstrução da sigla passa pelo Palácio dos Bandeirantes, mas também pelo know-how que acumulou em sua trajetória de duas décadas.

O resultado eleitoral do ano passado foi tão terrível que dirigentes tucanos chegaram a cogitar a fusão com outros partidos, mas essa ideia já foi abortada. Por um motivo simples: avaliam que o PSDB não pode menosprezar sua história, com o legado nacional do governo Fernando Henrique Cardoso (Plano Real, Lei de Responsabilidade Fiscal etc.) e também o histórico positivo em vários Estados.

Neste início de novo ciclo político no plano nacional, tucanos graúdos analisam que podem ganhar espaços em Brasília sem necessariamente depender de uma grande bancada. A aproximação aconteceria pelo viés técnico, uma vez que o grupo que ascendeu com o presidente Jair Bolsonaro não conta com a experiência administrativa que vários quadros ligados ao PSDB adquiriram ao longo dos anos na capital federal e nos governos estaduais.

O problema dessa estratégia é que isso já havia acontecido no governo Michel Temer e o partido colheu um resultado amargo na eleição de 2018. Ou seja, é preciso avaliar se estar com Bolsonaro será positivo. Há quem defenda distância, como o próprio FHC. Nos bastidores, contudo, lembram que a parceria com o Planalto rende ações mais efetivas nos municípios, palco da próxima disputa eleitoral.

Essa discussão chegará ao auge na convenção nacional, marcada para o dia 31 de maio, depois que diretórios estaduais e municipais já tiverem renovado seus dirigentes. Espera-se um show de gala de Doria na convenção, onde deverá chegar com um discurso pronto a ser assimilado e, em seguida, capilarizado pelo combalido exército tucano.

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