Bastidores
Contra o humor não se pode mover nenhuma guerra. Porque sempre será uma guerra perdida
A defesa do senador negou que ele tenha feito delação premiada porque o acordo exige confidencialidade
É primeira vez na história do Brasil que um ex-presidente é levado para depor sob condução coercitiva
Pílulas do PTB, com destaque para o pré-candidato a prefeito de Goiânia, vão ao ar na sexta-feira, 4
Definido o nome, o partido marchará unido, porque não há resistências a nenhum dos nomes
Por sete votos a três, os vereadores rejeitaram a propositura do vereador Rafael Gonzaga, do PSC
O senador do PP “deu show” no Parque Agropecuário como se fosse candidato a presidente da República
O envolvimento do advogado Heli Dourado (foto ao lado) na Operação O Recebedor, deflagrada pela Polícia Federal como desdobramento da Lava Jato, deixou o PMDB de Catalão muito apreensivo.
É que Heli Dourado é advogado de Adib Elias e o deputado peemedebista é frequentador do escritório do advogado em Goiânia que foi vasculhado pelos policiais federais na sexta-feira, 26.
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Marconi Perillo quer um governo mais integrado e proativo | Foto: Reprodução Facebook[/caption]
O governador Marconi Perillo (PSDB) prepara mudanças no quadro de assessores setoriais de comunicação.
O desempenho de alguns auxiliares, segundo avaliação do Palácio das Esmeraldas, está bem abaixo da expectativa.
O tucano-chefe quer uma equipe mais proativa, mais participativa e sintonizada com as ideias, projetos e ações centrais do governo.
Um aliado de Iris Rezende admite que ele está com receio de disputar a Prefeitura de Goiânia e sair derrotado. O velho cacique está preocupado com o fato de que apenas três partidos devem apoiá-lo: o PMDB, o DEM do senador Ronaldo Caiado (que é fraco na capital) e o PRP de Jorcelino Braga (que, fora Jorge Kajuru, não tem presença em Goiânia).
O Solidariedade pode até compor com Iris Rezende, mas, no momento, está afastado do ex-peemedebista-chefe. O ex-deputado federal Armando Vergílio e o deputado federal Lucas Vergílio, desprestigiados pelo irismo, estão mais preocupados com a candidatura do deputado estadual Carlos Antônio a prefeito de Anápolis.
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Presidente da Agetop, Jayme Rincón, e o governador Marconi Perillo, no Centro de Excelência | Foto: Henrique Alves[/caption]
Os luas azuis do governo de Marconi Perillo apostam que, apesar do impacto inicial — pela virulência (e inusitado) do material—, as pílulas do PMDB não deverão produzir estrago no longo prazo.
Os estrategistas tucanos avaliam que, ao centrarem suas críticas nos buracos das rodovias e na violência, os peemedebistas podem ter dado um tiro no pé. O governo sustenta que os dois problemas serão bem equacionados este ano. As rodovias, passadas as chuvas, poderão ser recuperadas com relativa facilidade (basta ter dinheiro) — o que esburaca o discurso das oposições.
As oposições, sobretudo o PMDB, estariam gastando munição nos alvos errados, na avaliação dos marconistas.
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Marconi Perillo: novos rumos pro governo | Foto: Gabinete de Imprensa[/caption]
Com o alongamento da dívida estadual decidida pelo governo federal, Goiás pode ter um alívio de até R$ 70 milhões mensais, o que significa cerca de R$ 800 milhões anuais.
Com a folga, o governo Marconi Perillo ganha musculatura financeira para terminar obras e até fazer novos investimentos.
E mais: vem aí o acordo da Codemins, que representa uma diminuição de R$ 40 milhões mensais no desembolso do tesouro estadual, o dinheiro da venda da Celg e os resultados do ajuste fiscal. Resumo da ópera: ao apostar no fiasco administrativo do tucano, a oposição entrou numa barca furada, como em 2014.
De um tucano de bico longuíssimo: “O delegado-deputado Waldir Soares começa a ficar isolado no cenário político de Goiás. Ele está perdendo espaço a cada dia”.
O tucano garante que alguns líderes partidários sugerem que aceitam a filiação de Waldir Soares, mas, no fundo, estão fugindo do deputado. Eles preferem ficar ao lado do governador Marconi Perillo, que tem sido criticado pelo delegado.
O deputado estadual Diego Sorgatto, em conversa com outro deputado, disse que, ao deixar o PSD, caiu na Rede errada. Quer dizer, filiou-se ao partido de Marina Silva, mas não tem nada a ver com as ideias da eterna candidata a presidente da República. O PSDB do deputado federal Célio Silveira trabalha para conquistar seu passe. Ele não volta para o PSD, porque, possivelmente, apoiará Marcelo Melo, do PSDB, para prefeito de Luziânia. O prefeito Cristóvão Tormin, do PSD, é candidato à reeleição.
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Deputado estadual Lissauer Vieira[/caption]
Radical, meio nefelibata, a cúpula da Rede vai perder também o deputado estadual Lissauer Vieira. Pré-candidato a prefeito de Rio Verde, Lissauer está com um pé no PP do prefeito Juraci Martins e do senador Wilder Morais. E recebeu convite da senadora Lúcia Vânia para se filiar ao PSB.
O caiadismo ficou preocupado com a indicação do vice-governador José Eliton, do PSDB, para a Secretaria de Segurança Pública.
Aliados do senador Ronaldo Caiado, do DEM, manifestam preocupação com o fortalecimento político e com a consolidação da imagem de José Eliton. O caiadismo avalia que José Eliton vai ser o grande adversário do presidente do partido Democratas na disputa pelo governo de Goiás em 2018.
Se a violência cair em Goiás, em decorrência de seus projetos e ações, José Eliton se consagrará e, assim, poderá se tornar imbatível para o pleito de 2018. É o que se teme no Democratas.

