Bastidores

[caption id="attachment_29784" align="alignright" width="620"] Foto: Ana Paula Abrão[/caption]
Dizem que a missa de encerramento da Festa de Trindade serviu para a desistência de duas candidaturas. A primeira foi de Iris, em Goiânia, que decidiu declinar da candidatura depois de chegar do evento. A segunda foi de Flávia Morais, em Trindade.
Nem Flávia nem George Morais foram à missa. Por quê? A missa de encerramento, que mais parecia um evento político de Goiânia, com os principais pré-candidatos à prefeitura da capital, não pareceu uma boa oportunidade política para Flávia. Seria o anúncio de uma reeleição de Jânio Darrot?
Há novidades sobre a definição da vice de Jânio Darrot (PSDB). Dois nomes se apresentam: o atual vice-prefeito de Trindade, Gleysson Cabriny (PSDB), e Talitta di Martino. Jânio esteve no Jornal Opção na semana passada e disse que Gleysson está previamente confirmado na disputa, pois é “o candidato natural, em 2020, a sucedê-lo na prefeitura”. Porém, políticos da cidade confirmam que Talitta di Martino está na disputa. São três os motivos: 1) Está filiada ao PSDB e tem um aliado no governo estadual: seu esposo, o recém-empossado secretário estadual de Governo, Tayrone di Martino. 2) A jovem jornalista é ligada à Igreja Católica e ao padre Robson, do Santuário do Divino Pai Eterno, que já demonstrou sua força política em outras oportunidades. O motivo 3): Gleysson, que pretende sair candidato a deputado estadual em 2018, abriria mão da vice agora em troca de apoio nas próximas eleições.

O governador Marconi Perillo (PSDB) tem tentado, sem sucesso, unir sua base nas principais cidades do Estado. Em Goiânia, por exemplo, os principais partidos da base têm nomes postos para a disputa, sendo o principal deles o tucano Giuseppe Vecci, que tem trabalhado arduamente para se viabilizar, mas não tem conseguido se tornar conhecido como deveria e seu desempenho nas pesquisas preocupa. Agora, informações dão conta de que o deputado pode não disputar. Se isso de fato ocorrer, quais são as opções do PSDB? Os nomes com chances reais de conseguir se articular sempre foram três: Vecci, Fábio Sousa e Jayme Rincón. Vecci é o candidato, mas pode sair; Fábio Sousa deve assumir a Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Goiás e, logo, deve não disputar. Assim, Jayme, nome que chegou a ser ventilado para disputar, poderia voltar ao páreo.
[caption id="attachment_54390" align="alignleft" width="300"] Divulgação[/caption]
Em Inhumas, Dijoi Ikeda (PDT) recuperou um pouco de sua imagem. O prefeito, que estava com a popularidade em baixa, fez muitas obras nos últimos seis meses, limpou a cidade e isso fez com que a população voltasse a enxergá-lo como possibilidade para a eleição de outubro.
A pergunta é: será suficiente? As informações são de que não existe “mar de rosas” para Dioji. Ele teria tentado uma “jogada de mestre” que deu errado.
Um vereador conta que o prefeito queria transformar a recém-inaugurada UPA em hospital e, por isso, já tinha mandado “desmontar” o Cais da cidade para fazer, no lugar, uma maternidade.
O problema é que a UPA é uma Unidade de Pronto Atendimento que faz parte de um projeto federal e que, portanto, não pode ser modificado. Diante da impossibilidade, e da pressão popular, Dioji recuou e o Cais, aparentemente, voltou a funcionar.
Outras duas questões estariam preocupando Dioji. A primeira é o fato de ainda estar atrás nas pesquisas; a outra é que, segundo políticos da cidade, o prefeito tem passado muito tempo em Goiânia, tentando “agilizar” a aprovação de suas contas no TCM. Se não forem aprovadas, ele pode ficar fora do pleito.
O governador continua articulando em prol da união da base, sobretudo agora com a saída de Iris Rezende (PMDB) da disputa pela prefeitura de Goiânia. Porém, não existe consenso. O PSD, por exemplo, está firme em sua posição e mantém a pré-candidatura de Francisco Júnior. Na semana passada, o presidente estadual da legenda, Vilmar Rocha se reuniu com Francisco e o deputado federal Thiago Peixoto para definir estratégias de campanha.

[caption id="attachment_66047" align="alignright" width="620"] Foto: Valter Campanato/Agência Brasil[/caption]
O governo Temer chegou com uma promessa: colocar o País no rumo para sair da crise. Porém, suas ações ainda têm sido tímidas. Por quê? Economistas e políticos experimentados afirmam que o governo está com as mãos amarradas até que haja confirmação do impedimento de Dilma Rousseff (PT). Até lá, projetos mais complexos e que devem gerar resistência no Congresso, como a reforma da Previdência, não podem ser colocados em pauta. Esses ficarão para o segundo semestre.
O presidente estadual do PSD, Vilmar Rocha, foi a Senador Canedo, no fim da semana passada, para participar do lançamento da pré-candidatura de Divino Lemes (PSD) à prefeitura. Segundo ele, Divino está liderando as pesquisas, à frente (muito à frente, dizem) do atual prefeito, Misael Oliveira (PDT). Outro nome do PSD com chances de vencer, segundo Vilmar Rocha, é Júnior do Jonas, pré-candidato à prefeitura de Mutunópolis, cidade a 40 quilômetros de Porangatu. “Também lidera as pesquisas”, conta.

[caption id="attachment_62093" align="alignright" width="620"] Foto: Renan Accioly/Jornal Opção[/caption]
Em Anápolis, a única definição até o momento é da chapa tucana: Carlos Antonio (PSDB) e Elismar Veiga (PHS). Com os dois partidos, segue o PSL.
A chapa conversa com outras siglas para tentar uma composição, sendo as principais o PP, do senador Wilder Morais, e o PRB do deputado federal João Campos. Há chances de aliança, mas sem definições por enquanto.

[caption id="attachment_66591" align="alignright" width="620"] Foto: Jornal Opção[/caption]
O PTN, do jornalista Vander Lúcio, ainda não se posicionou. O partido poderia lançar o deputado federal Alexandre Baldy a prefeito, mas o próprio Baldy nega alguma posição nesse sentido.
Segundo Baldy, o PTN está ouvindo as suas bases no município antes de tomar uma decisão. “É a base quem decide”, afirma. Nos bastidores, comenta-se que a disposição da sigla em lançar candidato nesta eleição é pequena. Logo, o PTN deve apoiar alguém, provavelmente a chapa tucana, liderada por Carlos Antonio.

[caption id="attachment_70259" align="alignright" width="620"] Arquivo pessoal[/caption]
João Gomes (PT), que vai à reeleição e é apontado como favorito em Anápolis, ainda estuda um nome para sua vice. O PT espera reunir os partidos que vão apoiar a candidatura de João Gomes para definir questão. Até o momento, estão na aliança: PPL, PMN, PSB e Solidariedade. Os quatro partidos se reuniram na semana passada, no escritório da senadora Lúcia Vânia (PSB), em Goiânia, que disse estar feliz pela aliança que o partido fez em Anápolis. Mas ainda faltam legendas e, por isso, o nome da vice não surgiu. Nesta semana, a reunião será com o PDT.

Em Jataí, segue a disputa “interna” entre Victor Priori (DEM) e Geneilton de Assis (PMDB). Um é apoiado pelo senador Ronaldo Caiado (DEM) e o outro pelo deputado federal Daniel Vilela (PMDB). Daniel, que é presidente do PMDB, e sabe da força que o partido tem em Jataí, não quer (e não pode) abrir mão de lançar um peemedebista à prefeitura. Fica a questão: Caiado, pós-Iris, terá força para “impor” algo?
Emissários do governo sondaram o economista curinga José Paulo Loureiro sobre uma eventual candidatura a prefeito de Goiânia, caso fosse zerado o processo da base aliada, com a renúncia de todo os atuais pré-candidatos. A amigos, José Paulo Loureiro tem dito que não se interessa por disputas partidárias.

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