Bastidores
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Kajuru durante a apresentação de seu último programa, no dia 28 de junho | Foto: Reprodução/You Tube[/caption]
De um vereador do PMDB: “Sabemos que o vereador eleito Jorge Kajuru vai romper com Iris Rezende [prefeito eleito de Goiânia]. Só não sabemos se será na primeira semana, no primeiro mês ou no primeiro ano de 2017”. Está iniciada a temporada de apostas da Casa Kajurugames
De um peemedebista não-irista: “É preciso desmitificar uma coisa. Atribuem a Iris Araújo a liberação de uma espécie de saco de maldades contra peemedebistas, como José Nelto, Daniel Vilela e Maguito Vilela. Quem pensa que a ex-deputada tem tanta ‘autonomia’ assim comete um autoengano. Ela não faz nada, mas nada mesmo, em desacordo com Iris Rezende, seu líder supremo”.
Iris Araújo, na verdade, é uma porta-voz de Iris Rezende. A ex-deputada fica com a imagem negativa, de ser intransigente, e ele fica como a imagem de político que agrega e dialoga. O jogo só funciona para quem não conhece a mecânica real do casal.
A história do policial bonzinho e da policial mazinha não funciona mais. É puro mito, a ser desfeito.
O vice-prefeito eleito de Goiânia, Major Araújo, deverá ser indicado por Iris Rezende para um cargo equivalente ao de secretário de Segurança Pública.
Iris Rezende quer manter o Major Araújo sob controle, antes que, depois da Bolsa-Arma, apresente a Bolsa-Tiro e até a Bolsa-Viagra.
Divino Lemes (PSD) vive um dilema. Ele quer bancar seu filho, Daniel Lemes, para prefeito de Senador Canedo. Mas sua mulher, a ex-deputada Laudenir Lemes, também quer ser candidata.
Daniel Lemes, engenheiro, seria um fato novo, porque não é político, ao contrário de Laudenir Lemes, que já foi deputada estadual, com atuação discretíssima.
Para quem entende que, em política, um pingo é letra, basta verificar que Divino Lemes e Daniel Lemes — cujos prenomes começam com a letra “d” e têm seis letras — estão colados em todos os eventos.
Mais: se for eleita, Laudenir, até para se afirmar como mulher e política, não abrirá espaço para Divino Lemes ser a eminência parda. Já o filho, que não é político, não colocará qualquer obstáculo ao controle do pai. Há até quem o chame de “Divininho” e “Daniel do Divino Lemes”. É até capaz de, nas urnas, registrar este nome, se for possível.
Chefe de gabinete do governador Marconi Perillo, Frederico Jayme disse ao Jornal Opção que não recebeu convite para assumir a Secretaria de Segurança Pública. Nas conversas de bastidores se teria comentado, inclusive, que seria uma indicação do titular da pasta, o vice-governador José Eliton. “Não falei sobre o assunto com o governador Marconi Perillo e com o vice José Eliton”, sumariza Frederico Jayme, que já foi secretário de Segurança Pública, e dos mais eficientes.
Chegou-se a comentar que José Eliton voltaria para a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, uma megaestrutura há muito tempo sem secretário titular. A ressalva é que a atuação de José Eliton na Segurança Pública tem recebido a aprovação tanto da sociedade quanto das polícias Civil e Militar.
Como pretende ser candidato a governador em 2018, a Secretaria de Segurança Pública dá mais visibilidade a José Eliton do que a Secretaria de Desenvolvimento.
O deputado federal Thiago Peixoto continua sendo o titular dos sonhos — do ponto de vista do governador Marconi Perillo — para a Secretaria de Desenvolvimento Econômico. Mas o líder do PSD pretende continuar em Brasília, até para ganhar experiência como político nacional.
A Secretaria de Desenvolvimento Econômico do governo de Goiás estaria reservada para um deputado federal. Mas, como a maioria dos parlamentares não quer assumir cargos no governo do Estado — alegando que as secretarias não têm dinheiro e que até os fundos estão contingenciados pela Secretaria da Fazenda —, pode-se optar por uma solução mais caseira.
O que se sabe é que Luiz Maronesi não permanece como titular.
Com a venda da Celg, e uma ligeira recuperação da economia, o governo terá dinheiro para investimentos. É um alento.
O líder do PP Sandes Júnior deve ser mantido na Câmara dos Deputados. Se não for possível, assumirá cargo no governo do Estado ou irá para o Tribunal de Contas dos Municípios (TCM).
O fato é que Sandes Júnior será prestigiado pelo governador de Goiás, Marconi Perillo, do PSDB, que o avalia como um político qualitativo e leal. Sandes Júnior, sempre diz o tucano-chefe, abriu-lhe portas nos tempos do governo da ex-presidente Dilma Rousseff.
A ex-presidente Dilma Rousseff, leitora de Philip Roth e John Updike (um editor do Jornal Opção testou-a e comprovou que leu os dois autores, e muito bem), pretende publicar um romance policial.
Ao saber disso, humoristas amadores decidiram sugerir dois títulos para a obra. Primeiro, “Eu Matei a Presidente” e, segundo, “A Presidente Que Matou um País”. Faz sentido, como dizem os colunistas sociais disfarçados de colunistas políticos, como Jarbas Rodrigues Jr.
A P. D. James dos trópicos já teria sido sondada por várias editoras.
O prefeito eleito de Uruaçu, Valmir Pedro (PSDB), ainda não assumiu o governo, mas já está trabalhando como se fosse o gestor do município. Já esteve em Brasília, conversando com deputados federais e senadores, e, aos poucos, assenhora-se da situação da prefeitura.
Quando assumir a prefeitura, longe de ficar reclamando, Valmir Pedro vai começar a trabalhar logo no primeiro dia. Ele pretende fazer uma gestão criativa, com o olhar voltado não para trás, e sim sempre para frente.
O governador Marconi Perillo assumiu o compromisso de ajudá-lo a viabilizar a gestão de Uruaçu, que, sobre o comando de Solange Bertulino (PMDB), sem aptidão para a gestão pública, retrocedeu. Valmir Pedro quer recuperar o tempo perdido.
O deputado federal Thiago Peixoto é um dos patronos de Valmir Pedro. “Vai ser um grande prefeito”, sugere o parlamentar do PSD.
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Heuler Cruvinel, Juraci Martins e Lissauer Vieira | Arquivo[/caption]
A base do governo de Marconi Perillo, depois de uma avaliação detida da eleição para prefeito de Rio Verde, chegou a três conclusões sobre a derrota dupla da base, com os candidatos Heuler Cruvinel, do PSD, e Lissauer Vieira, do PSB.
Primeiro, a divisão da base fortaleceu candidatura de Paulo do Vale, o prefeito eleito pelo PMDB. Segundo, a má gestão de Juraci Martins sugeriu aos eleitores que era preciso renovar. Terceiro, e talvez mais decisivo, Juraci Martins, por levar a sério picuinhas e não se comportar como líder de fato, contribuiu, de maneira decisiva, para dividir a base governista no município. Se tivesse se comportado como líder, bancando Lissauer Vieira como vice de Heuler Cruvinel, hoje possivelmente a base marconista teria um prefeito eleito em Rio Verde. A preocupação de Juraci Martins era muito mais contribuir para a derrota de Heuler Cruvinel do que para eleger Lissauer Vieira e derrotar Paulo do Vale.
Juraci Martins vai ficar na história de Rio Verde como o político que, não sendo líder, detonou a base governista na cidade.
Depois de perder a eleição para prefeito de Goiânia, Vanderlan Cardoso, sondado para ocupar a Secretaria de Desenvolvimento Econômico do governo de Marconi Perillo, teria dito que, em tempo de crise aguda e alta competição, prefere retomar o comando de sua empresa, a Cicopal.
O deputado federal Marcos Abrão, do PPS, permanece cotado para assumir uma secretaria do governo de Goiás.
Marcos Abrão, que é uma liderança emergente do PPS em Brasília — elogiado por seus pares pela dedicação à Câmara dos Deputados —, é um dos nomes cotados para a Secretaria de Desenvolvimento Econômico.
A rigor, pelo fato de ser presidente do partido e por ter uma atuação tida como destacada em Brasília pela cúpula do PPS, prefere ficar na Câmara dos Deputados.
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Foto: O grito, de Edvard Munch[/caption]
Os líderes do PSB e o PPS se comportam como se fossem oposição ao governo de Marconi Perillo, em Goiás. No entanto, não entregam os vários cargos — como a cobiçada presidência da Agência de Habitação (Agehab) — nem que a vaca tussa em aramaico ou iídiche.
Trata-se de um comportamento que beira à esquizofrenia política. Os dois partidos querem o bônus mas não o ônus de ser governo.

