Bastidores

As mudanças na composição do plenário da Câmara de Goiânia em decorrência das decisões relacionadas ao cumprimento das femininas nas eleições de 2020 abriram a disputa entre os partidos pelas vagas nas principais comissões temáticas. Os embates prometem se intensificar com a efetivação dos mandatos de Welton Lemos (Podemos) e Igor Franco (Pros) na próxima sessão ordinária, na quarta-feira pós-feriado, dia 16.
As articulações se concentram na vaga de Marlon Teixeira na Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR). Marlon e Márcio Carvalho, ambos do Cidadania, dão lugar a Welton e Igor, diplomados na sexta-feira, 11. Na quinta-feira, 10, o presidente em exercício, Clécio Alves (Republicanos), bancou a indicação de Sargento Novandir (Avante) para a cadeira da comissão, a mais importante da Câmara.
Nos bastidores, os vereadores que ambicionam a vaga afirmam que Clécio negociou o assento na CCJ em troca do voto favorável de Novandir ao projeto que muda o nome da Avenida Castelo Branco para Agrovia Iris Rezende Machado (MDB). A indicação, que já estaria com portaria de nomeação pronta assinada pelo presidente em exercício, surpreendeu os vereadores porque dias antes eles haviam tido um grave embate em plenário motivado justamente pela mudança na denominação da via.
A vereadora Sabrina Garcez (Republicanos), que presidiu a CCJ no segundo biênio da legislatura passada (2017-2020), reivindica a vaga. Aliada de primeira hora de Rogério Cruz (Republicanos), ela tem afirmado nos bastidores que a indicação de Novandir quebra a regra da proporcionalidade da composição da comissão – o vereador do Avante seria o terceiro integrante do partido a entrar na CCJ.
A briga pela CCJ é apenas o primeiro capítulo da busca por espaço nas comissões. Um próximo round está marcado para a data de saída de Clécio e do vereador Mauro Rubem (PT), que assumem renunciam aos mandatos em 31 de janeiro para assumir, em 1º de fevereiro, as cadeiras para as quais foram eleitos na Assembleia Legislativa.
Clécio preside a Comissão de Finanças, responsável, entre outros assuntos, pela relatoria das contas do prefeito. Mauro, por sua vez, tem vaga na própria CCJ e preside a Comissão da Saúde. Eles serão substituídos, respectivamente, pelos atuais suplentes Denício Trindade (MDB) e Kátia Maria (PT).

Acórdão do tribunal, que rejeitou contas do ex-prefeito, não transitou em julgado; pelo contrário, foi alvo de recurso e será reanalisado

Direção nacional da sigla já discute a troca. Rogério Cruz e Jeferson Rodrigues são apontados como possíveis substitutos

O prefeito faz uma gestão mediana, com desgaste, mas controla a máquina. Outro postulante de peso pode ser Flávio Canedo, marido de Magda Mofatto

Mulher de Renato de Castro, a jornalista é carismática e popular. Mas há quem aposte que o deputado eleito pode enfrentar o parente Leonardo Silva Menezes

Quem planeja “cerco” a Daniel Vilela vai se queimar com o governador Ronaldo Caiado. Lincoln Tejota, Virmondes Cruvinel e Renato de Castro continuam no jogo

Antônio Carlos Lima, João Carlos Gouveia e Marcelo Lessa permanecem no comando do Sebrae. Sai apenas Ubiratan da Silva Lopes

“Defendo que, em 2026, a secretária seja candidata a deputada federal. É preciso investir em políticas e políticos de alta qualidade, como é o caso”

Também estão no páreo para a disputa da prefeitura: Murillo Rodrigues, Alexandro Lellis e André Barros. Marconi Perillo e José Vitti não serão candidatos
O prefeito de Palmeiras de Goiás, Vando Vitor, reeleito em 2020, não pode ser candidato em 2024. Por isso, as discussões sobre sua sucessão já começaram.
Chegaram a falar que Marconi Perillo, numa prova de humildade, poderia ser candidato a prefeito do município. Mas é puro papo furado. O tucano vai se resguardar para o pleito de 2026. José Vitti, também citado como possível candidato, tem dito que não postula o comando da prefeitura.
No momento, o nome mais cotado é o da presidente da Câmara Municipal, a advogada Taís Cardoso Lopes, filha do ex-prefeito Ernani Lopes (primo de Perillo). Ela é do PSDB.
No segundo mandato de vereadora, Taís Lopes é uma política articulada e há quem aposte que terá o apoio de Vando Vitor para a disputa. O empresário José Vitti também estaria disposto a bancá-la, política e eleitoralmente.
Há uma pedra no caminho de Taís Lopes. Um grupo de seis vereadores — a maioria, pois o município conta com 11 parlamentares — conspira para retirá-la da presidência da Câmara. Se isto acontecer, perderá força. Porém, se o prefeito bancá-la, pode ser que seus adversários recuem. Hoje, o nome cotado para substitui-la no comando do Legislativo é o vereador Diego Lopes, do PSB.

Vereador no terceiro mandato, Murillo Rodrigues dos Santos, do Republicanos, pode disputar a prefeitura. Ele mantém ligação política com Vando Vitor e integra o grupo do deputado estadual Virmondes Cruvinel, do União Brasil.
O presidente da Loja Maçônica de Palmeiras de Goiás, Alexandro Léllis, liderou o movimento pró-Bolsonaro no município e também pode colocar seu nome para a disputa da prefeitura. Ele é produtor rural e empresário. De acordo com um aliado de Vando Vitor, Lellis ainda não tem filiação partidária. Mas é provável que o PL, bolsonarista, banque sua postulação.

Suplente de deputado estadual (foi o mais votado no município, com 15,31% dos votos), André Barros, do União Brasil, é cotado para a disputa. Ele é ligado à deputada federal eleita Marussa Boldrin, do MDB.
Alberane Marques, do Republicanos, não deve ser candidato. Ele teve Covid-19, ficou internado por um bom tempo, e ainda está se recuperando.
Consta que o prefeito Vando Vitor vai trocar o PSDB pelo União Brasil.

No momento, o que se comenta é que Agenor Rezende planeja enfrentar o sobrinho pela prefeitura da cidade do Sudoeste goiano

A gestão do prefeito é mal avaliada pelos adversários. “A impressão quase se tem é que, até hoje, ele não tomou ‘posse’”, afirma um líder político local

“Lissauer voltará para Rio Verde de mãos abanando. Ou seja, Valcenor Braz não se aposentará, mas a política aposentou o deputado”

“Se o ministro da Agricultura for responsável e confiável, os protestos, se não acabarem, vão diminuir em larga escala”, afirma o deputado José Nelto

O vice-prefeito tende a contar com o apoio do prefeito Kelton Pinheiro, aquele que denunciou pastores supostamente corruptos

Dada largada à presidência do legislativo goiano, os três principais nomes à frente na disputa devem ficar atentos a misticidade