Bastidores
Até a semana passada, Júnior Friboi dizia para seus aliados não saírem do PMDB. Mas alguns de seus apoiadores garantem que o empresário não está sentindo firmeza nos aliados Maguito Vilela, Daniel Vilela e Pedro Chaves. “Sente-se que Maguito, Daniel e Pedro não querem a expulsão de Júnior, mas, ao mesmo tempo, temem confrontar Iris Rezende”, afirma um aliado de Friboi.
A visão tradicional reza que, em defesa de interesses pessoais, o deputado federal Jovair Arantes, presidente do PTB, sempre briga com o governador Marconi Perillo e depois faz as pazes. Pode ser que, desta vez, a visão tradicional esteja errada? Não se sabe. O que se sabe é que Jovair Arantes e Marconi Perillo estão mesmo distanciados e nenhum procurou o outro. Mesmo que haja uma recomposição, a aresta entre Jovair Arantes e Marconi Perillo se tornou gigante. A relação será, por muito tempo, um poço só aqui de mágoas.
Tese de um deputado federal: “O desconforto do deputado Giuseppe Vecci resulta de que que o governador Marconi Perillo não o convidou para articular a composição do núcleo duro do governo e tampouco o consultou para fazer a reforma administrativa”. A reforma foi feita exclusivamente pelo governador Marconi Perillo e redigida por José Carlos Siqueira. Cada vez que voltava às mãos do tucano-chefe, a estrutura do Estado era enxugada ainda mais. Marconi Perillo tinha uma certa “veccidependência”. Não tem mais.
Um aliado do governador Marconi Perillo, do círculo íntimo, sustenta: “Se assumisse o Detran, Jayme Rincón resolveria seus problemas em menos de três meses”. Por quê? “Porque Jayme não é burocrata.”
O embaixador aposentado Jadiel Oliveira, do PSD, vai disputar a Prefeitura de Flores de Goiás. Ele vai tentar derrotar o prefeito José Dias, do PTB, que faz uma administração acanhada e provinciana.
O vice-prefeito da Cidade de Goiás, Rogério Azeredo, começa a aparecer bem posicionado nas pesquisas. A prefeita Selma Bastos (PT), que começou bem, não está conseguindo gerir a máquina. “Até parece que há uma cabeça de burro enterrada no município. Nada dá certo”, afirma um ex-petista.
O secretário de Governo, Henrique Tibúrcio (PSDB), e o superintendente institucional Sérgio Cardoso (PSDB) se estranharam recentemente. Resultado: o governador Marconi Perillo indicou o segundo para a presidência da Goiás Gás.
A Prefeitura de Porangatu recebeu, na semana passada, o título de segunda melhor gestão de Goiás. A premiação da União Brasileira de Divulgação (UBD) é concedida aos prefeitos que aplicam corretamente os recursos públicos. O prefeito Eronildo Valadares (PMDB) diz que recebeu a Prefeitura de Porangatu com 30 milhões de dívidas. Já pagou 10 milhões. “Pago 500 mil reais por mês de dívidas, o que dificulta a construção de mais obras.”
O prefeito de Caldas Novas, Evandro Magal (PP), foi considerado pela União Brasileira de Divulgação (UBD) o primeiro gestor de recursos públicos de Goiás.
O prefeito Eronildo Valadares afirma que não vai discutir a possibilidade de reeleição neste momento. “Estou mais focado na administração pública. Quero recuperar a máquina e reconquistar a capacidade de investimentos do município”, afirma. “O que posso dizer é que o PMDB vai eleger o prefeito de Porangatu, em 2016. Pode ser eu ou pode ser outro”, frisa Eronildo.
Há cinco nomes colocados para a disputa da Prefeitura de Porangatu, em 2016: o empresário Paulo Van Der Laan, da Casa do Criador; Ricardo Melo (PSDB), agrônomo, presidente do Rotary e filho do ex-prefeito Júlio da Retífica; Robledo Rezende (PMDB ou Pros), possivelmente apoiado por Júnior Friboi; José Osvaldo, ex-prefeito e empresário do ramo de hotelaria; e o prefeito Eronildo Valadares. (O advogado Júlio Sérgio Melo, filho de Júlio da Retífica, também é cotado.)
A prefeita de São Domingos, Etélia Vanja Gonçalves (PDT), terá uma pedreira pela frente, em 2016. O empresário Cleiton Gonçalves, PSDB, tem o apoio da deputada Magda Mofatto e é o favorito. Porque Etélia faz uma administração sem criatividade.
O PHS está preparando uma forte chapa de candidatos a vereador em Goiânia. Alguns nomes da lista: Capitão Wayne, Hugo Henrique, Black, Robinson Alves (do Sindimoto), Leandro Sena, Professor Dalson e Gustavo Roriz. “O PHS deve fazer três vereadores”, afirma Marcelo Augusto, que deve ser candidato a prefeito da capital.
Um deputado federal de Goiás teria usado laranjas para fechar suas contas de campanha. Se os laranjas forem investigados possivelmente dirão que não têm nada a ver com a campanha.

[caption id="attachment_30564" align="alignleft" width="368"] Foto: Marcello Dantas/Jornal Opção Online[/caption]
O vereador Wellington Peixoto negou as especulações que davam como certa sua desfiliação do Pros e consequente ida para o PMDB -- legenda de seu irmão, o deputado estadual Bruno Peixoto. “Não há essa possibilidade”, garantiu o parlamentar em entrevista ao Jornal Opção Online.
Um vereador da base do prefeito Paulo Garcia (PT) garantiu à reportagem que o colega de Casa estaria se “mudando” pela falta de representatividade do Pros. Considerado um exímio “puxador de votos”, há quem diga que Wellington estaria “desperdiçado” dentro da legenda.
Conforme o próprio vereador, no entanto, a origem das especulações são outras. Estaria no recente conflito dos vereadores Divino Rodrigues, Paulo da Farmácia e Wellington Peixoto com a cúpula do Pros, que exigiu dos parlamentares maior comprometimento com as demandas do prefeito Paulo Garcia.
“Estamos conversando com o partido, mas permanecerei no Pros”, garantiu Wellington Peixoto ao Jornal Opção.