Bastidores
O deputado federal Roberto Balestra (PP) defende Jayme Rincón para prefeito de Goiânia. “O presidente da Agetop é um gestor eficiente, rápido e competente para fazer obras e é leal ao governador Marconi Perillo. Ele sempre defende o governo.”
Ruymar Ferreira, dono do salão New Star (o preferido de “11 entre dez políticos”) e barbeiro de Iris Rezende há anos, garante: “Ele vai ser candidato a prefeito de Goiânia”. O empresário acertou quando disse, em 2014, que ele seria candidato a governador. “Percebo que Iris Rezende está mais animado com a possibilidade de ser candidato a prefeito do que na campanha para governador, em 2014. E os aliados estão animadíssimos com sua candidatura”, afirma Ruymar.
“O nosso objeto de desejo”, afirma um peemedebista histórico, “é mesmo ter Sandro Mabel como vice de Iris Rezende. Ele representa dinheiro na campanha e mais capacidade de mobilização”. Agora, se Sandro Mabel optar por curtir sua aposentadoria precoce, como cidadão do mundo — consta que conhece mais Paris do que a periferia de Goiânia —, o PMDB deve lançar Agenor Mariano como vice de Iris Rezende.
O prefeito de Goiânia, Paulo Garcia, teria convocado Adriana Accorsi para dar-lhe um recado: o PT de Goiânia tem dois caminhos trilháveis em 2016. O sendeiro preferido do paulo-garcismo é uma composição com o PMDB, com o lançamento de Adriana Accorsi na vice de Iris Rezende. Porém, o paulo-garcismo trabalha com outra possibilidade: a candidatura de Adriana Accorsi a prefeita e, depois, uma composição com o PMDB num hipotético segundo turno.
Se Adriana Accorsi não emplacar na disputa pela Prefeitura de Goiânia, o paulo-garcismo aceita a candidatura de Edward Madureira, ex-reitor da Universidade Federal de Goiás e apontado como o político mais “leve” — sem desgaste — do PT na capital. O outro nome do agrado do paulo-garcismo é o deputado estadual Luis Cesar Bueno. É apontado como articulado e agregador. O único petista vetado por Paulo Garcia é o deputado Humberto Aidar.
O deputado Humberto Aidar, que pleiteia disputar a Prefeitura de Goiânia, cobra autonomia do PT em relação a Iris Rezende (PMDB). Porém, o prefeito Paulo Garcia e o deputado estadual Luis Cesar Bueno planejam subordinar o partido à candidatura de Iris Rezende (PMDB) — como em 2008. A subordinação ao PMDB equivale a aceitar que Paulo Garcia fracassou como prefeito de Goiânia e, por isso, não tem condições de bancar um sucessor.
O deputado estadual Virmondes Cruvinel (PSD) avalia que, se a aliança governista lançar dois candidatos a prefeito consistentes, Goiânia terá segundo turno. Será um candidato da base contra Iris Rezende.
Virmondes Cruvinel acredita que o PSDB tende a bancar Jayme Rincón para prefeito. O PSD tem dois nomes para a disputa (ou para vice do presidente da Agetop): os deputados estaduais Francisco Júnior e Virmondes Cruvinel.
O deputado estadual Lincoln Tejota, o diretor da Assembleia Frederico Nascimento e o secretário de Gestão e Planejamento do governo do Estado, Thiago Peixoto, apoiam Francisco Júnior para prefeito de Goiânia. Eles todos são do PSD. Ressalve-se que Peixoto é um dos entusiastas da candidatura de Jayme Rincón a prefeito da capital. O problema central do PSD é a falta de estrutura financeira. Resta saber se o ministro das Cidades, Gilberto Kassab, pode oferecer alguma ajuda para candidatos a prefeitos das capitais.
Durante a inauguração de uma obra na região de Jussara, o deputado federal Roberto Balestra (PP) disse que não está envolvido na corrupção apurada pela Operação Java-Jato. Balestra frisou que, num dos períodos agudos da corrupção, era secretário do governo de Goiás.
Culpam o deputado federal Giuseppe Vecci por quase tudo, até por ser artífice do fogo-amigo contra auxiliares do governador Marconi Perillo. Mas não está entre seus métodos “ataques pelas costas”. Mas um deputado federal sugere que o fogo-amigo contra Jayme Rincón é operado a partir do gabinete de Giuseppe Vecci. Um tucano graúdo garante que não passa de especulação e intriga. “Vecci fala o que pensa de frente, sem subterfúgios”, acrescenta.
Ao saber que Frederico Jayme pode ser candidato a prefeito de Anápolis, o deputado federal Alexandre Baldy (PSDB) reuniu aliados e disse para ficarem tranquilos. Baldy frisou que não vai antecipar a campanha eleitoral, porque isto tem um custo pessoal — desgaste — e financeiro, mas admitiu que será candidato. A única resistência tucana ao seu nome, no município, é articulada por Ridoval Chiareloto.
Tudo começou com uma nota no Jornal Opção. Mas agora Jataí em peso comenta que o tucano Vinicius Luz pode ser o único político da base marconista gabaritado para derrotar — ou ao menos tentar — o candidato do PMDB, Leandro Vilela, a prefeito. O que se comenta é que Vinicius Luz lembra o governador Marconi Perillo, o de 1998, e o empresário Victor Priori (PSDB), o Tio Patinhas de Jataí, remete a Iris Rezende. Humilde e até por não ter estrutura financeira, Vinicius Luz deve apoiar Victor Priori para prefeito.
Do deputado estadual José Nelto, do PMDB: “O Brasil vai amanhecer com outra cara na segunda-feira, 16”. A presidente Dilma Rousseff estará mais fragilizada e acuada pela ira do Brasil. O país real e todas as classes sociais. A insatisfação é geral e irrestrita. Só beneficiados diretos e setores ideologizados estão com a petista-chefe.
O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, ameaçou abandonar o governo na semana passada e deixou a presidente Dilma Rousseff alarmada. Porque, junto ao empresariado nacional e ao mercado internacional, o economista é a âncora técnica que mantém a petista-chefe com certa credibilidade. Para a petista-chefe Dilma Rousseff, gostando ou não, é a soja na China e Joaquim Levy na Terra. As movimentações deste domingo, 15, devem fortalecer Joaquim Levy. Paradoxalmente.