Bastidores
[caption id="attachment_19112" align="alignleft" width="620"] Foto:Reprodução/Assembleia Legislativa[/caption]
O líder do PMDB na Assembleia Legislativa de Goiás, José Nelto, afirma que a casa “recebeu, na semana passada, um projeto pelo qual o governo do Estado vai retirar o quinquênio de todos os servidores públicos”.
O deputado José Nelto diz que as oposições vão trabalhar para que o projeto não seja aprovado. “Nós vamos resistir. Mas temos consciência de que o governo de Marconi Perillo tem maioria absoluta na Assembleia e, por isso, tem condições de aprovar qualquer projeto. O governo conta com o apoio de pelo menos 31 deputados — um verdadeiro rolo compressor.”
O projeto deve ser votado nos próximos 15 dias. “Os deputados começarão a discutir o projeto depois da Semana Santa. Até agora, os parlamentares têm poucas informações”, assinala José Nelto.
Deputados do PMDB pediram ao Ministério Público que investigue a informação de que o valor do contrato da Idtech no Hospital Geral de Goiânia (HGG) dobrou de um ano para outro. “Quatro aditivos custaram 169 milhões aos cofres públicos”, disseram parlamentares peemedebistas ao promotor Fernando Krebs.
O jornalista de um jornal nacional garante que uma bomba da Operação Lava-Jato vai explodir no colo de um importante político goiano. O político teria recebido um mensalão milionário — durante anos. A tendência é que seja cassado pela Câmara dos Deputados.

[caption id="attachment_31782" align="alignright" width="344"] Rogério Troncoso e Joaquim Guilherme: Morrinhos é uma cidade quase “pequena” para os dois adversários, quase inimigos[/caption]
O município de Morrinhos apresenta um quadro político heterodoxo. É mais fácil derrotar o prefeito Rogério Troncoso quando está no poder. O petebista é mais forte politicamente quando está fora do poder. É o paradoxo deste gestor eficiente e político relativamente frágil. Um político de trato pessoal mais diplomático — com imagem de gestor eficiente —, como o empresário Joaquim Guilherme, pode derrotar o prefeito.
Administrativamente, Troncoso vai bem. Politicamente, por ser inflexível no trato diário com políticos e com a população, vai mais ou menos. Joaquim Guilherme é, a rigor, o único que tem condições de enfrentá-lo de igual para igual.
De um tucano goiano: “Não é verdade que o PT está mais sujo do que ‘pau de galinheiro’. O PT é o verdadeiro galinheiro”. Mas o tucano lamenta: “O PT, que tinha uma imagem quase angelical, está colaborando para destruir todo o sistema partidário. Contaminou tudo com sua ganância excessiva pela manutenção do poder”.
O PTB de Goiânia está à cavaleiro quando o assunto são eleições de Goiânia. Pode apoiar qualquer um e pode deixar de apoiar todos. O PMDB está de olho gordo no passe de Jovair Arantes. As conversações já foram iniciadas, mas não há nada definido. O PT também segue de olho grande no deputado. A surpresa pode ser a candidatura do próprio Jovair Arantes, que não está descartada. Há o recall da eleição passada e há, entre os petebistas, o sentimento de que a população arrependeu-se de ter votado no prefeito Paulo Garcia e, agora, poderia votar no petebista.
De um tucano de bico longo, até longuíssimo: “Vanderlan Cardoso já fechou um acordo com o governador Marconi Perillo”. Um militante do DEM acrescenta: “Agora, o presidente do PSB está tentando justificar o injustificável. Bateu demais no governador Marconi, na eleição de 2010 e 2014, alinhando com Jorcelino Braga, e agora vai elogiá-lo? O eleitor pode se perguntar: ‘Em qual Vanderlan acreditar, no atual ou no anterior”.
Tucanos de Goiânia garantem: o presidente do PSB em Goiás, Vanderlan Cardoso, está em lua de mel com a alta cúpula do PSDB — leia-se o governador Marconi Perillo. Em certas rodas, as mais discretas, já se apresenta praticamente — não com palavras muito claras, é certo — como candidato do tucano-chefe a prefeito de Goiânia.
Na aproximação do empresário Vanderlan Cardoso com o governador de Goiás, Marconi Perillo, pesaram basicamente três coisas. Primeiro, o prefeito de Senador Canedo, Misael Oliveira, muito próximo do tucano-chefe, trabalha em tempo integral pela convergência entre os líderes do PSDB e do PSB. Segundo, o presidente do PSC, Joaquim Liminha, é marconista e vanderlanista. Ele torce e trabalha pela aliança há anos. Terceiro a Assembleia de Deus está cada vez mais próxima do governador e aprova a aliança de Vanderlan com ele.
De um tucano erado: “Vanderlan Cardoso não sabe mais o que fazer. Não tem a confiança nem das oposições nem do governismo”. Mas um tucano, ainda que menos “erado”, afirma que as relações entre o governador Marconi Perillo e Vanderlan Cardoso “estão em bom termo”.
O ex-deputado Ozair José está disposto a pagar para ver. Mas, se até setembro perceber que o vereador Helvecino Moura vai puxar-lhe o tapete, troca o PT por outro partido. Acreditando que chegou a sua “vez”, Ozair José planeja ser candidato a prefeito de Aparecida de Goiânia. Ele estaria disposto até mesmo a enfrentar Euler Morais, provável candidato do PMDB — bancado pelo prefeito Maguito Vilela.
A política está esquentando em Aparecida de Goiânia. Porém, mexe daqui e dali e quase faz pesquisas, está lá em primeiro lugar o delegado Waldir Soares. O problema é que o deputado federal não quer ser candidato a prefeito do município. Com o delegado aparentemente fora do jogo, o deputado estadual Marlúcio Pereira começa trabalhar com a finalidade de disputar a prefeitura. Ele tem afirmado que quer o Maguito Vilela das oposições. O deputado petebista criou o “Gabinete nos Bairros” e o está levando para as feiras, dialogando diretamente com a população. Tem agradado.

Cinco nomes são cotados para disputar a Prefeitura de Aparecida de Goiânia. O prefeito Maguito Vilela (PMDB) tem dito que, se chover água ou canivete, não fará a menor diferença: vai bancar seu secretário de Governo, o economista Euler Morais, doutor em economia pela Universidade de Lancaster, na Inglaterra, para sucedê-lo. O peemedebista-chefe tem comentado que sabe que seu pupilo vai sair atrás nas pesquisas, mas que tende a crescer de maneira consistente e ganhar as eleições. Ozair José, do PT, ambiciona o apoio de Maguito e acredita que, na marca do pênalti, ainda o obterá. Quem conhece o prefeito sabe que vai bancar Euler Morais e é incontornável. Ele tem frisado que precisa apoiar um gestor que vai dar continuidade ao que fez e está fazendo em Aparecida. Mesmo sem o apoio de Maguito, Ozair sugere que vai disputar. Seu problema não é o PT em si, mas o vereador Helvecino Moura, que o elegeu como “inimigo” interno. O petista histórico, várias vezes vereador, só fala mal de Ozair em três turnos — de manhã, à tarde e à noite. De madrugada, descansa a língua para usá-lo, como se fosse chicote, no dia seguinte. Aliados de Ozair menosprezam Helvecino, chamando-o de “provinciano” e “limitado”. Porém, se não disputar pelo PT, Ozair não vai se fazer de rogado. Vai deixar o partido. O PSD, o PSB e PSDB sonham com seu passe. Se sair do PT, Ozair vira candidato no dia seguinte. Hoje, está filiado ao PT, mas, para o petismo de Aparecida, não se trata de petista de carteirinha. É uma espécie de petista honorário e sempre prestes a sair. Mas políticos como Olavo Noleto e Rubens Otoni têm simpatia pelo “quase-petista”. Avaliam que tem consistência eleitoral. O PSDB, se não conseguir conquistar Ozair, seu principal objeto de desejo, vai bancar Tatá Teixeira. Mas o ex-vereador pode ser vetado por João Campos, que não tem entusiasmo por sua militância. Outro nome que pode ser bancado pelo tucanato é o coronel Benedito, comandante da Polícia Militar, que tem uma imagem positiva no município. O deputado estadual Marlúcio Pereira, um outsider, pode ser o candidato do PTB. Ele está otimista. Acredita que, sem Maguito Vilela no páreo, todos se tornam japoneses e que é o mais popular e o que mais tem identidade com os moradores de Aparecida.
Em Morrinhos, o deputado Marquinho do Privê (PR) diz que a tendência é que Joaquim Guilherme, com o apoio da deputada federal Magda Mofatto (PR), derrote o prefeito Rogério Troncoso. Marquinho afirma que, embora possa até ser considerado em eficiente, em algumas áreas, Rogério Troncoso tem deficiências e Joaquim Guilherme, um empresário moderno e importante para a cidade, pode derrotá-lo. “Vai ser uma luta de gigantes”, aposta. Ao Jornal Opção, embora tenha dito que pode disputar, Joaquim Guilherme frisou que não está na hora de discutir publicamente a questão.
O deputado estadual Marquinho do Privê (PSDB) afirma que o prefeito de Caldas Novas, Evandro Magal (PP), deve ser reeleito praticamente por W.O. Marquinho sublinha que as pesquisas mostram que a aprovação de Magal chega a 75% — um número considerado alto, dada a crise das prefeituras — e que as oposições devem lançar candidato, mas não estão conseguindo sugerir um nome eleitoralmente consistente. Evandro da Cruz, que disputou em 2012 pelo PT, não está se manifestando. Os vereadores Arlindo Ceará e Tony “Tomatinho” Marcus sugerem que pode disputar, mas faltam-lhe estruturas financeira e partidária. A deputada Magda Mofatto (PR) e Marquinho apoiam a candidatura de Evandro Magal.