O prefeito estuda compor para o Senado com Marconi Perillo ou Luiz Carlos do Carmo e, apesar de um chega pra lá recente, tenta se reaproximar de Baldy

Em conversa com aliados, o prefeito de Aparecida de Goiânia, Gustavo Mendanha (sem partido), disse que deixará a gestão municipal no dia 31 de março, numa quinta-feira. Assumirá o vice, Vilmar Mariano, do Podemos.

Inquirido pelos aliados, e até por auxiliares, sobre em qual partido vai se filiar, foi sincero: ainda não sabe. Chegou a sugerir que gostaria de se filiar ao partido Progressistas do ex-ministro Alexandre Baldy ou ao PL da deputada federal Magda Mofatto.

Não deixou de admitir, porém, que sabe que o pP está mais próximo do governador Ronaldo Caiado — exceto o deputado federal Professor Alcides Ribeiro, que é mendanhista. Não criticou Magda Mofatto, que considera como “parceira”, mas deu a entender que, hoje, o deputado federal Major Vitor Hugo fala mais em nome do partido do que a parlamentar de Caldas Novas. Noutras palavras, o PL tem pré-candidato a governador em Goiás, e é Major Vitor Hugo.

Gustavo Mendanha, prefeito de Aparecida de Goiânia | Foto: Redes sociais

Há alguma possibilidade de conquistar o PL e, mesmo, o pP? Na avaliação dos mendanhistas, sim. Para tanto, incentivado por alguns evangélicos, por exemplo da Igreja Assembleia de Deus-Madureira, Mendanha estaria planejando uma guinada bolsonarista antes mesmo de se filiar a um partido político, até o dia 2 de abril. Ela passaria a dar declarações bolsonaristas, admitindo, inclusive, que é de direita e que refuta qualquer aliança com o PT de Kátia Maria, Antônio Gomide, Adriana Accorsi e Rubens Otoni.

Ao se apresentar como bolsonarista, Mendanha conseguiria se filiar ao pP (Alexandre Baldy já sugeriu que não, porque o partido não teria os candidatos a senador e a governador) ou ao PL? Não se sabe.

Mas no meio mendanhista conversa-se inclusive sobre a possibilidade de Luana Baldy, mulher de Alexandre Baldy, ser a sua vice, com Marconi Perillo, do PSDB, disputando a vaga para senador. Ou então uma chapa com Baldy para senador, um vice do PSDB (Valmir Pedro, prefeito de Uruaçu) e Perillo para deputado federal.

Há outra hipótese: o senador Luiz Carlos do Carmo, ex-MDB e membro da Igreja Assembleia de Deus-Madureira — é irmão do bispo Oídes José do Carmo —, no caso de Perillo fechar aliança com o pré-candidato do PT, Wolmir Amado, pode ser o postulante a senador na chapa de Mendanha.

O que há de certo mesmo? Nada. Como todos estão articulando, é natural que várias versões estejam sendo divulgadas. Nem mesmo o último prazo para filiação daqueles que pretendem disputar mandato em outubro deste ano — 2 de abril — definirá, de uma vez por todas, as alianças político-eleitorais. A rigor, definições de verdade só começarão a sair a partir de junho ou mesmo entre julho e agosto, nas convenções partidárias.