Marconi Perillo precisa disputar o governo para o PSDB ter chapa em Goiás

O PSDB se tornou um partido nanico no Estado. E há a possibilidade de sair das eleições de 2022 ainda menor do que é hoje

José Eliton e Marconi Perillo | Foto: Divulgação

Em Goiás, pelo menos, o PSDB se tornou um partido nanico. Tem só um deputado federal, Célio Silveira, mas, a rigor, não tem nenhum. Porque, se permanece filiado, o parlamentar deixará o partido em março deste ano (caminha para o MDB do ex-deputado federal Daniel Vilela ou para o Democratas do governador Ronaldo Caiado). Na Assembleia Legislativa, de Talles Barreto a Chiquinho Oliveira, ninguém quer permanecer no tucanato — exceto Helio de Sousa e Lêda Borges.

Valmir Pedro: prefeito de Uruaçu não quer ser vice de Marconi Perillo | Foto: Jornal Opção

Helio de Sousa e Lêda Borges, por sinal, sustentam que vão disputar mandato de deputado federal. Porém, se o ex-governador Marconi Perillo — o verdadeiro poderoso chefão do PSDB — não for candidato a deputado federal, quem vai, de fato, “puxar” votos para a dupla dinâmica de Goianésia e Valparaíso de Goiás? Ninguém, é claro.

De acordo com um deputado federal, que examinou os resultados eleitorais dos dois deputados nas últimas duas eleições, Helio de Sousa e Lêda Borges não têm condições — juntos — de obter 120 mil votos. Tal quantidade de votos não elege nenhum deputado federal. O quociente de 2020 deve ficar próximo de 170 mil votos. O partido até agora não apresentou outros nomes que possam contribuir para uma possível vitória dos dois deputados estaduais ou ao menos de um deles.

Helio de Sousa: deputado estadual atuante, mas pode não ter votos suficientes para se eleger a deputado federal na disputa eleitoral de 2022 | Foto: Divulgação

O PSDB vive outro dilema: seus candidatos a deputado federal querem que Perillo postule uma vaga na Câmara, para ajudá-los. Há quem avalie que, com o ex-governador no páreo, o PSDB teria condições de enviar dois políticos para Brasília, possivelmente Perillo e Helio de Sousa. Porque Lêda Borges está fragilizada no Entorno de Brasília. Perdeu a eleição para prefeita de Valparaíso de Goiás, em 2020, numa derrota acachapante para o prefeito Pábio Mossoró, e não tem mais apoio em Novo Gama (suas relações com Sônia Chaves seriam negativas) e Luziânia (rompeu as relações políticas com Célio Silveira e se considera inimiga do prefeito Diego Sorgatto, do DEM).

Mas os interlocutores de Perillo têm dito que ele prefere disputar o Senado ou o governo do Estado. A preferência é pelo Senado e o tucano gostaria de integrar a chapa do prefeito de Aparecida de Goiânia, Gustavo Mendanha (sem partido). Mas os aliados de Mendanha, baseados em pesquisas, não querem a composição com o ex-governador. O prefeito estaria até, nos últimos dias, fugindo do veterano tucano.

Lêda Borges: nova derrota à vista?| Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

O que deve sobrar para Perillo? O mais provável é que, não conseguindo ser candidato a senador em nenhuma chapa — até o PT, que havia se aproximado, está “fugindo” e tentando compor com Mendanha e Jânio Darrot —, o tucano tenha de disputar mandato de governador. O motivo? Simples: para o PSDB ter chapa para deputado estadual e deputado federal, além de candidato a senador. O prefeito de Uruaçu, Valmir Pedro, é cotado para ser vice de Perillo, mas interlocutores dizem que ele não quer partir para uma aventura e, por isso, vai permanecer na prefeitura. Comenta-se que José Eliton será candidato a senador, se Perillo postular o governo.

O fato é que o PSDB não está conseguindo montar chapa para deputado e pode continuar sendo o partido nanico que se tornou em Goiás. Ou até mais nanico.

Uma resposta para “Marconi Perillo precisa disputar o governo para o PSDB ter chapa em Goiás”

  1. Avatar Vilmar disse:

    Eu voto no Marconi o Caiado não tá com nada esconde atrás da máscara e tudo pra ele é covid

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