Lúcia Vânia (PSB) está tensionando para disputar o Senado, ao lado do governador Marconi Perillo (PSDB) em 2018. Não deve disputar o governo do Estado.

Mesmo discreta, porque não gosta de fazer alarde de suas articulações, a senadora é uma estrategista de primeira linha.

A ex-tucana percebeu que, com as novas configurações políticas da base do tucano-chefe, mais uma vez tentariam deixa-la de fora da chapa majoritária. Por isso, com rara habilidade, migrou para o PSB, assenhorando-se do comando do partido, e passa a ter espaço garantido para disputar o Senado em 2018.

E, se Vanderlan Cardoso for eleito prefeito de Goiânia, Lúcia Vânia se torna ainda mais forte. Certamente, se isto acontecer, o tucanato terá de ir atrás dela para uma composição em 2018. Se não for, a líder do PSB poderá buscar novos caminhos, fortalecendo outro candidato a governador. Portanto, ninguém mexeu as pedras do xadrez com tanta eficiência quanto Lúcia Vânia — por sinal, uma grande leitora dos clássicos da política, como “O Príncipe”, do italiano Nicolau Maquiavel, e o “Leviatã”, do britânico Thomas Hobbes.