JBS USA planeja fazer IPO para reduzir dívida, investir e adquirir novas empresas

[Wesley e Joesley Batista: chefões do Grupo JBS; foto da “IstoÉDinheiro”]

A reportagem “Economia melhora nos EUA e IPO da JBS USA volta à pauta”, assinada por Luiz Henrique Mendes, do “Valor Econômico”, sugere que o grupo JBS — que nasceu em Anápolis a partir de um açougue, de José Batista Sobrinho, o Zé Mineiro, pai de Júnior Friboi, Wesley e Joesley Batista — vai continuar se expandindo, apesar das informações em contrário da família controladora. Segundo o “Valor”, o “IPO (oferta inicial de ações) da subsidiária da JBS nos EUA, a JBS USA, voltou à pauta. Conforme a agência Bloomberg, a empresa brasileira voltou a considerar a possibilidade e já estaria sondando bancos de investimentos”. O grupo não confirma. Mas, conforme o jornal, “a oferta de ações poderia ocorrer ainda este ano”.

A Bloomberg, afirma o “Valor”, assinala que “os recursos que seriam obtidos com o IPO da JBS USA poderiam ser usados para reduzir a dívida, obter investimento grade ou fazer aquisições”. Porém, entrevistado pelo jornal, Wesley Batista disse que não está interessando em aquisições, ao menos no momento. Dada a competição, é típico do mercado esconder ou sonegar informações sobre aquisições, pelo menos inicialmente. Entretanto, há a tendência de que gigantes não podem parar de crescer.

Ouvida pelo “Valor”, a analista do Banco do Brasil Luciana Carvalho afirma que “o IPO da JBS USA é uma alternativa que poderia ‘destravar’ o valor da subsidiária, ou seja, a unidade americana poderia valer mais fora da estrutura da JBS” (o trecho entre aspas reflete a opinião da especialista, mas é do “Valor”).

O “Valor” sublinha que, em 2014, a JBS USA foi responsável por 66% da receita líquida de R$ 120,4 bilhões registrada pela JBS no período. A subsidiária da empresa também foi a que mais contribuiu para o lucro recorde de R$ 2 bilhões em 2014, respondendo por 59% do lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) da companhia”.

Ao contrário da economia brasileira, a economia americana está melhorando seus indicadores, afirmam os analistas.

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