Instituto Histórico de Goiás combate a criação do Estado do Entorno

Geraldo Coelho Vaz afirma que a criação de uma nova unidade federativa pode até beneficiar alguns políticos, mas não necessariamente a população

Geraldo Coelho Vaz, presidente do Instituto Histórico-Geográfico de Goiás: “Fundo Constitucional tem de beneficiar, além de Brasília, os municípios do Entorno”

Fala-se na criação do Estado do Entorno do Distrito Federal. O presidente do Instituto Histórico-Geográfico de Goiás, Geraldo Coelho Vaz, encabeça um movimento contra o fatiamento de Goiás.

“Ao longo do tempo, Goiás, que era o quarto maior Estado do país, perdeu espaço para o Maranhão, Bahia, Mato Grosso, Piauí, Minas Gerais (o Triângulo Mineiro), Distrito Federal e Tocantins. Agora, querem tomar mais 10% de nossa área — com uma população de 1,2 milhão de pessoas. A maioria dos 18 prefeitos do Entorno de Brasília é contra a divisão e os todos os integrantes do Instituto His­tórico apoiam a posição deles”, afirma Coelho Vaz.

O projeto de criação do novo Estado, do parlamentar Célio Silveira, do PSDB, já está na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados. “No lugar de criar um novo Estado, a saída é usar o Fundo Constitucional que beneficia Brasília para incentivar o desenvolvimento do Entorno.”

Os integrantes do Instituto Histórico fizeram uma primeira reunião e agora preparam a segunda, para a primeira quinzena de junho. “Nós vamos convocar as entidades culturais, empresariais e, em seguida, os deputados federais e senadores de Goiás. Frise-se que, se a divisão for feita, o número de deputados federais do Estado deve cair — assim como a receita econômica. Portanto, é preciso cortar o mal pela raiz.”

Coelho Vaz sublinha que os principais problemas do Entorno são causados pela proximidade com Brasília. “A capital contribui para o ‘inchaço’ das cidades da região. Portanto, Brasília tem de assumir, como corresponsável, que deve contribuir para resolver os problemas do Entorno. A criação de um Estado, sem recursos, nada resolve. Pode até beneficiar alguns políticos, mas não necessariamente a população”, afirma o presidente do Instituto Histórico.

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