Heuler Cruvinel na vice de Zé Eliton e Balestra na suplência de Marconi. Eis a pedida da base do PP

Noiva mais cobiçada do momento, o PP está de casamento marcado com José Eliton e Daniel Vilela, dois amores, um antigo e um novo. Só um leva a mão e o dote

Governador José Eliton e ministro Alexandre Baldy: o casamento político sai sem bigamia?

O PP é a noiva. O PP é o noivo. O PP é o padre. O partido, presidido pelo ministro das Cidades, Alexandre Baldy — conhecido como o Homem de Gelo, tal a frieza com a qual articula —, é, na reta final das definições das coligações para o pleito de 7 de outubro, o fiel da balança. Mas o que quer o PP, perguntaria Freud?

O PP quer duas coisas. Primeiro, respeito. Segundo, vagas na chapa majoritária. Mas, afinal, na chapa do governador José Eliton, pré-candidato a governador pelo PSDB, ou na chapa de Daniel Vilela, pré-candidato do MDB?

Alexandre Baldy, Roberto Balestra, Sandes Júnior e Heuler Cruvinel:  o segundo e o quarto podem figurar na chapa de José Eliton e Marconi Perillo

Sob pressão do presidente Michel Temer, o “pai” do noivo, o PP ama Daniel Vilela. Mas, sob pressão de sua “mãe”, a base — que integra o tempo novo há 20 anos, configurando uma paixão antiga e ainda ardente —, não deixa de amar José Eliton. O que fazer?

Se fechar com Daniel Vilela, que começa a desesperar-se, o PP leva a vice e uma vaga para o Senado. E, se fechar com José Eliton, leva o quê?

As bases do PP, compostas de várias prefeitos, vereadores e líderes sem mandato, cobram a vice e uma suplência de senador — a do ex-governador Marconi Perillo (PSDB).

As bases, cada vez mais indóceis — e, vá lá, solidamente governistas —, sugerem o deputado federal Heuler Cruvinel para vice de José Eliton. Para atender a região Sudoeste, onde Ronaldo Caiado, o postulante do DEM, é forte. Sugerem também o deputado federal Roberto Balestra para primeiro suplente de Marconi Perillo. Isto feito, se o “pai” não pressionar demasiado, o casamento sai.

Alguma coisa está 100% acertado? Não. Porque o Homem de Gelo convenceu os líderes do PP de que o partido precisa participar de maneira mais ativa e altiva das eleições deste ano. Trata-se de uma pressão política, natural e sem fisiologismo.

O que é certo é o seguinte: se fechar com Daniel Vilela, o ministro Baldy leva a cúpula. Mas as bases do PP, que não foram montadas pelo jovem político, tendem a ficar com o governo.

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Fabrício Cruvinel

Era a hora do PP lançar uma quarta via com o nome de Roberto balestra, e ficaria tudo o resolver no segundo turno

Luciano Almeida

Seria mais conveniente para o governo que a liderança do PP, se quisesse, acompanhasse Daniel – e as bases do partido continuassem onde sempre estiveram: apoiando o PSDB e seu candidato. Um governo estadual que finda não tem condições efetivas de exercer pressão sobre um líder partidário, ministro de estado e prestigiado pelo comando nacional. Bom senso, cautela – e boa dose de maquiavelismo, são mais do que necessarios.